Benfica em crescendo exibicional segura liderança

Diante de 53 579 espectadores no Estádio da Luz, o líder Benfica virou com sucesso mais uma página nesta Liga NOS. São nove vitórias (27 pontos) em dez jornadas – e também oito jogos sem sofrer golos! Melhor, no historial das águias, só há 36 anos, em 1983/84 (nove triunfos e um empate).

Fazendo um jogo paciente e inteligente na noite em que Rúben completou 100 jogos pela equipa A do Glorioso, evitando desequilíbrios perante um Rio Ave que, nos momentos de contenção, não teve qualquer problema em colocar todos os seus elementos na metade defensiva do relvado, o Benfica criou a primeira ocasião de golo ao minuto nove.

Uma espetacular recuperação de bola de Florentino depressa se transformou numa oportunidade de aceleração de Cervi pelo corredor central. À entrada da área, o argentino optou por visar a baliza vila-condense, onde Kieszek, com uma estirada vistosa, evitou o 1-0 com a luva esquerda.

Em pressão alta, os encarnados procuravam condicionar e ter bola o mais rápido possível, de preferência em zonas próximas das redes do Rio Ave. Com o passar dos minutos, a preocupação dos vila-condenses na tarefa de encostar as suas linhas e encurtar espaços tornava-se ainda mais evidente.

A bater a meia hora, Grimaldo cobrou um canto favorável ao Benfica sobre a esquerda do ataque. Florentino desviou ao primeiro poste e André Almeida apareceu ao segundo para atacar o esférico. Quando se impulsionou, o lateral-direito das águias foi empurrado por Matheus Reis na zona de pequena área. A falta para penálti, no entanto, não foi sancionada pelo árbitro Carlos Xistra, nem pelo videoárbitro.

Os encarnados dispuseram logo a seguir de outro canto, mas à direita. Pizzi cobrou com classe para o coração da área e Rúben foi poderoso na forma como se impulsionou e cabeceou para dentro da baliza, sem hipótese de defesa para o guarda-redes Kieszek (31′). No seu jogo 100 com o Manto Sagrado pela equipa principal, Rúben marcou pela segunda vez (e de forma consecutiva) na Liga NOS 2019/20, em mais um lance de laboratório com resultados efetivos (terceiro golo na sequência de canto nas últimas três partidas do Campeonato!). Pizzi, rei das assistências na Europa na época passada, rubricou o terceiro passe para golo nesta Liga.

Uma vigorosa iniciativa de Vinícius aos 39′ provocou mais um momento vibrante no Estádio da Luz. Na ala central, o avançado desembaraçou-se de dois adversários, avançou com bola e enquadrou um notável pontapé de pé esquerdo. O esférico rasou a trave da baliza da equipa comandada por Carlos Carvalhal. 

Perto do fim da primeira parte (41′), num contragolpe pela esquerda, Nuno Santos conseguiu ganhar uns metros no duelo com André Almeida e, já com o ângulo um pouco fechado, arriscou o remate, acertando no poste mais próximo de Odysseas.

No recomeço, desenvolvendo mais um ataque pela esquerda, o Benfica faturou pela segunda vez na partida.

Grimaldo, na asa canhota, jogou curto para Cervi (51′); rotativo, o argentino viu a movimentação de Pizzi na área e cruzou rasteiro na direção do camisola 21, que, com um gesto técnico de qualidade, tirou um opositor da frente puxando o esférico para o pé direito, rematando de seguida sem espinhas para o 2-0. O internacional português elevou para sete o número de golos na Liga NOS 2019/20, reforçando-se como número um dos goleadores na prova. Cervi, por seu turno, fez a primeira assistência na época, dando a sua contribuição no conjunto mais realizador da prova (23 golos), que é igualmente o que menos consente (três) no nosso Campeonato e na grande Europa.

No mesmo minuto, de bola parada e corrida, Rúben e Cervi tiveram espaço para anotar o 3-0, mas as respetivas finalizações não acertaram no alvo. Mas foi por muito pouco. A equipa benfiquista estava cada vez melhor na partida, pressionando muito à frente, limitando as saídas de bola (ou tentativas) dos vila-condenses, que iam somando passes transviados.

Com o encontro controlado, Bruno Lage mudou duas peças na equipa: saíram Grimaldo (77′) e Chiquinho (81′), entraram Tomás Tavares e Gedson. A terceira e última modificação ocorreu aos 86′: Vinícius cedeu o lugar no ataque a Seferovic. E a última possibilidade de o Benfica faturar o 3-0 resultou precisamente do remate de um dos jogadores que saíram do banco: Gedson, aos 90’+1′, disparou à entrada da área, com muito perigo.

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