Goleada para a liderança isolada

No regresso da Liga NOS ao Estádio da Luz, os adeptos vibraram com a exibição e com a 8.ª vitória do Benfica na prova! O 4-0 na receção ao Portimonense na 9.ª jornada permitiu fugir na liderança (dois pontos de avanço), sendo a equipa benfiquista a que mais golos marca (21) e menos sofre (3).  

A pressionar alto, agressivo sobre a bola no começo da partida, o Benfica executou a primeira aproximação perigosa à baliza do Portimonense num lance em que Grimaldo, derivando da esquerda para o centro, fez um passe curto para Chiquinho, que, sobre o eixo, à entrada da área, girou e rematou de pé direito, fazendo o esférico sobrevoar a trave.

Em contragolpe, com unidades rápidas na frente, a equipa algarvia, mormente em jogadas sob a condução de Bruno Tabata, exigiu aplicação total por parte do anfitrião. Ao minuto 11, Tabata, pela direita, cruzou para a área; Iury Castillho, em posição irregular, faz que vai à bola (mas a equipa de arbitragem nada assinala); o esférico segue para Anzai, que remata para intervenção competente de Odysseas.

Explorando a capacidade de explosão de Vinícius, que teve Chiquinho como parceiro de ataque, os encarnados rondaram o golo aos 16′. O avançado brasileiro, desmarcado por Grimaldo, contornou o guarda-redes Ricardo Ferreira e, descaído para a esquerda, tocou a bola na direção da pequena área, onde apareceu Rodrigo a safar o Portimonense, pontapeando o esférico para longe da baliza.

No desenvolvimento de um canto cobrado à direita por Chiquinho, ao minuto 17, o Benfica adiantou-se no marcador. Gabriel saltou mais alto na zona do primeiro poste, desviou o esférico e fez uma assistência perfeita para a entrada de André Almeida ao segundo poste, que teve a capacidade de antecipar o cenário (1-0). Pelo segundo jogo consecutivo as águias fizeram mexer as redes adversárias na sequência de um canto, com o camisola 34 a apontar o seu primeiro tento na temporada.

O Benfica mostrou sempre solidez, mas o ritmo quebrou um pouco… até que Vinícius agitou o jogo aos 32′ com uma arrancada poderosa, furando pelo meio e descaindo para a esquerda, para depois tentar visar a baliza algarvia. Lucas Possignolo esticou-se e conseguiu barrar a oportunidade de golo.

Perto do intervalo ocorreu um lance polémico na grande área do Portimonense: Chiquinho, pela direita, teve espaço para cruzar, na direção de Vinícius, que procurou controlar o esférico, mas este acabou por bater no braço esquerdo de Lucas Possignolo. O árbitro Manuel Mota mandou seguir jogo e o videoárbitro também não interveio.

A segunda parte pertenceu por inteiro ao Benfica, que foi somando oportunidades e faturando golos. O 2-0 nasceu de uma insistência após canto cobrado à direita. Na primeira investida, André Almeida fez-se à bola cruzada por Grimaldo e cabeceou por alto à barra. Na segunda vaga, o lateral espanhol, ainda sobre a direita, cruzou rasteiro e Rúben, à matador, emendou à entrada da pequena área para as malhas (47′). O central, que neste desafio fez dupla com o capitão Jardel, estreou-se a marcar na Liga NOS 2019/20.

Com rotação, apresentando Gedson e Cervi à largura, os encarnados desenharam o 3-0 numa jogada que combinou visão, técnica de passe, qualidade física e perspicácia na conclusão. Grimaldo, sobre a asa esquerda, fez um passe a rasgar, solicitando a movimentação vertiginosa de Vinícius no centro do ataque. Imparável, o avançado brasileiro ultrapassou o guarda-redes Ricardo Ferreira e tocou para as redes desprotegidas (63′). Foi o quarta assistência de Grimaldo na corrente edição da Liga NOS (o espanhol é um dos líderes deste ranking da prova).

O jogo estava de feição para uma goleada e as águias não enjeitaram. Chiquinho, pela esquerda, armou uma trivela de pé direito (assistência) para um serviço ao milímetro que Vinícius, na cara do guarda-redes, transformou de pé esquerdo no 4-0, bisando na partida e apontando o seu quarto golo no Campeonato (67′).

Bruno Lage fez a primeira substituição aos 68′ (saiu Vinícius, entrou Seferovic) e a segunda não demorou muito: Pizzi, aos 72′, rendeu Chiquinho. Ainda antes de Gabriel ceder o lugar no onze a Jota (81′), Gedson por pouco não anotou o 5-0 (80′). Houve tempo e espaço para dilatar a diferença, mas o resultado ficou nos 4-0, naquele que foi o sétimo jogo (em nove) em que o Benfica não consentiu golos no Campeonato.

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