Bruno Lage: “Equipa esteve bem coletivamente e entendeu o jogo que era necessário”

O Benfica venceu (0-1) no Estádio João Cardoso, casa do Tondela, na 8.ª jornada da Liga NOS. Bruno Lage analisou o triunfo num jogo que considerou “difícil”.

O treinador explicou como tentou ultrapassar a linha defensiva de cinco jogadores, abordou as titularidades de Taarabt e Cervi e ainda esclareceu as lesões ao longo da temporada.

Tondela-Benfica

Análise a uma vitória “difícil”

“Um jogo muito difícil. Sabíamos que ia ser assim e ainda mais com a alteração do Tondela para cinco defesas, talvez porque estavam à espera de dois avançados. Entrámos bem na partida, tivemos 30 minutos em que controlámos a partida, com as dinâmicas que temos quando defrontamos uma defesa de cinco homens. A determinada altura, o Tondela prendeu os dois alas mais perto dos nossos laterais para não sairmos na pressão. Tentaram controlar o jogo e fazer-nos correr à largura. Nessa altura tivemos dificuldade em perceber essa dinâmica. Corrigimos isso, controlámos o jogo em termos defensivos, e ofensivamente abusámos dos passes verticais e perdemos algumas bolas. No entanto, penso que a equipa esteve bem coletivamente e entendeu o jogo que era necessário fazer. Depois da Liga dos Campeões, tínhamos de ter esta mentalidade: vencedora e competitiva, porque são três pontos preciosos na luta pelo título. Jogámos contra uma linha de cinco [defesas] e outra de quatro [médios], e a equipa entrou bem, circulou bem a bola. Entre os 30 minutos e os 45 minutos, o Tondela obrigou-nos a correr mais.”

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A construção ofensiva face a cinco defesas

“Queremos sempre tentar marcar. Ao intervalo estava 0-1 e tentámos corrigir defensivamente e ter posse – que tivemos largamente. A nossa intenção era que a bola saísse do lado contrário dos médios para as laterais para podemos atacar em situações de dois contra dois nos corredores, criar situações de finalização pelo ar ou pelo chão.”

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Opção por Cervi

“O Cervi dá-nos qualidade imensa na pressão, tem os timings certos e é um atleta em quem confiamos nesse tipo de trabalho. Por vezes pretendemos que os alas tenham outro contributo. Quando joga o Rafa, temos alas como o Caio ou o Jota que procuram mais o jogo interior ou remate de longa distância; quando o jogo tem outras características… jogamos com dois pontas de lança, temos um ala que se junta à equipa e ela não perde a bola. Cervi é importante neste sentido.”

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25 vitórias em 27 jogos na Liga NOS

“Recordes? [bateu Fernando Riera, que obteve 24 vitórias nos primeiros 27 jogos no Campeonato] Nem os positivos ou os negativos nos movem. O que nos move é ganhar o próximo jogo. Só é diferente quando estamos a jogar um jogo. Aí, interessa esse mesmo. A minha cabeça já está a pensar em vencer o próximo jogo, difícil, com o Portimonense [quarta-feira, no Estádio da Luz].”

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Pouco espaço no ataque dado a Seferovic

“Mesmo a vencer por 0-1, o Tondela nunca desmontou e não nos deu espaços. Não tem a ver com ele ou com os colegas. Havia um desgaste fruto do jogo da Champions. Na minha opinião, a equipa fez o que tinha de fazer para ganhar o jogo. Mesmo com o 0-1 mantivemos o Seferovic em campo porque o resultado era perigoso. Independentemente disso, acreditamos muito nele e vai voltar a marcar. O que interessa é o coletivo e esse resultou. Conquistámos os três pontos.”

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As dinâmicas de Taarabt e o regresso de Chiquinho

“A situação do Adel [Taarabt] é muito fácil. Optámos por ele em função do adversário. As linhas de 5x4x1 oferecem muito espaço. O objetivo era empurrar a linha defensiva para trás e depois ter três homens entre linhas: Adel entre os médios, Cervi e Pizzi, e todos com dinâmicas diferentes. Jogando com uma linha de cinco defesas, o Seferovic tem de se colocar de forma diferente, mantendo-se perto do homem do meio, condicionando a saída dos outros dois defesas-centrais. Regresso de Chiquinho? Contamos com ele! É um jogador jovem que pode jogar como terceiro médio, como segundo avançado e jogar numa das alas num 4x4x2 como o nosso.”

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Esclarecimento sobre as lesões

“Há lesões e lesões. Se contam como lesão o facto de o Raul de Tomas parar dois ou três dias; se contam com a do Grimaldo, que parou um ou dois dias; se contarem com estas, os números são exagerados. O que me preocuparia é se não tivéssemos  as causas das lesões, e isso temos há muito tempo. O problema está identificado e vamos tentar resolvê-lo da melhor maneira. Independentemente dos jogadores, há o coletivo, e esse é que tem de resolver. Recuperação de Rafa? Estamos em outubro. De outubro até final de dezembro/princípio de janeiro temos dois meses. O mais importante é o Rafa trabalhar diariamente como fez Chiquinho para recuperar.”

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