Miguel Rosa entre dois amores na festa da Taça

Passou 16 anos no Benfica e no último ano e meio esteve ao serviço do Cova da Piedade. Atualmente sem clube, Miguel Rosa, 30 anos, não esconde que vai estar dividido no jogo desta noite para a Taça de Portugal.

1- Vai ao jogo? Ainda tem muitos amigos numa e noutra equipa. Coração dividido ou a torcer por quem?

– Não vou conseguir ir, vou assistir pela TV, claro. Traz-me grandes memórias. Foram 16 anos sob contrato com o Benfica, e a última época e meia no Cova da Piedade. Ainda falo muito com o André Almeida, grande amigo que deixei na Luz, e esta semana já falei com a malta do Cova, também, com o Sami, o André Carvalhas, o Chico Chen, o José Costa, grandes amigos. Tenho o coração dividido, mas acredito que o Benfica, favorito, vencerá.

2- Em que capítulo do jogo o Cova poderá criar mais problemas ao Benfica para haver Taça? Qual é o seu prognóstico, resolve-se nos pénaltis?

– Explorando mais as laterais, com rapidez. Mas o Benfica vai querer entrar forte, tem uma imagem dos últimos jogos a retificar. É uma pena que não possam passar os dois. Acredito que a eliminatória se vai resolver nos 90 minutos, mas com golos para os dois lados, 2-1 para o Benfica. Se pudessem passar os dois é que era, mas não dá…

3- Mas gostava de estar lá dentro, e não a ver, ainda mais pela TV, apostamos? Custa mais assim?

– Claro que gostaria era de estar lá dentro, com uma ou outra camisola. Mas é como digo, o Benfica deve ganhar, mas, acima de tudo, espero grande espetáculo e a festa da Taça de Portugal. A obrigação de passar é do Benfica, mas o Cova, em casa, é mais perigoso. E tem jogadores com muita experiência que podem resolver, como o Edinho.

4- Acredita que Bruno Lage fará rotação de jogadores? E que o Cova jogue na máxima força?

– Acredito, pois. Até porque o Benfica só tem jogo a meio da próxima semana, depois, com o Lyon, há tempo para recuperar. Talvez o guarda-redes, talvez continue a jogar o russo, o Zlobin, parece-me muito bom. O Cova jogará ao máximo, isso sei, mas talvez, como aconteceu na Vidigueira, com o Vasco da Gama, haja rotação na baliza, com o José Costa a jogar e não o Tony Batista.

5- Aos 30 anos, e em outubro, está ainda desempregado. Está a ser difícil arranjar clube ou as propostas não lhe agradaram?

– Preferi pensar e ponderar um pouco. Tive algumas propostas de Portugal, mas não me satisfizeram. A minha vontade é rumar ao estrangeiro. Não penso acabar a carreira, penso que ainda tenho condições para jogar pelo menos mais duas ou três temporadas ao mais alto nível. Às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente.

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