Luisão: “A escolha pelo Bruno Lage foi a melhor decisão que o Benfica tomou”

Luisão vê hoje o Benfica numa “estratégia de transição”, visto o sucesso nas últimas grandes vendas no mercado, sobretudo a de João Félix para o Atlético de Madrid. Entretanto, garante que os encarnados vão começar a segurar os talentos e, possivelmente, voltar a brigar pelo topo da Europa, tudo isso num prazo de dez anos.

«O Benfica está numa crescente e numa estratégia de transição, tinha que fazer isso [vender] porque era um clube que vinha em total crescimento, então tinha que desenvolver jogadores e vender – e no caso do João Félix superou todas as expectativas, porque saiu por um valor estratosférico -, mas o clube agora também já começa a planear a reter esses jogadores desenvolvidos em casa, como é o caso do Rúben Dias. A Europa toda tinha interesse nele, mas conseguimos segurá-lo», destacou o agora embaixador internacional das águias, em entrevista ao site Goal.com.

«Toda transição leva tempo. Quando eu cheguei aqui [em 2003], o clube não tinha o potencial que tem hoje. O Benfica naquela altura trocava muito de jogadores, contratava muito, e agora está numa fase de desenvolver e vender jogadores. Logo, vai chegar a hora de reter jogadores, que é uma das nossas estratégias nesses próximos dez anos», completou.

Na visão do antigo central brasileiro, que pendurou as chuteiras há um ano, o emblema da Luz ainda está a formar um “alicerce”, algo que os adeptos não podem ignorar.

«O importante é formar o alicerce nas competições europeias. O que é o alicerce? É passar de fase mais vezes, é chegar aos oitavos com mais frequência, aos quartos, depois almejar uma meia e quem sabe no futuro próximo atingir uma final. A “ambição europeia” não é analisar apenas um ano, não é entrar na Champions agora e já ser campeão. O Benfica está a começar o seu alicerce. Veja bem, se separarmos os últimos dez anos, o Benfica atingiu duas finais da Liga Europa e passou da fase de grupos na Champions em algumas oportunidades. É preciso também avaliar este histórico recente, muitas vezes o adepto não percebe isso. Sim, o Benfica recentemente não pontuou numa fase de grupo da Champions [2017/18], mas, numa média, temos feito boas campanhas na Europa», explicou.

Com cada vez mais talentos a sair do Seixal, Luisão não esconde a satisfação de ver Bruno Lage no comando da equipa.

«Quando falamos em formação, sempre olhamos para o jogador, um jogador que geralmente chega no clube com oito ou nove anos, faz todo um percurso e ganha espaço na equipa profissional. Então, damos sempre mais valor para o jogador. Agora, com o Bruno Lage, começamos a enxergar que o Benfica também pode formar treinadores. Ele [Lage] fez um trabalho espetacular na época passada, já agora está no começo da nova. É muito bom ver o Benfica a formar também treinadores, porque temos muita gente capacitada. Aquilo que um jogador faz aqui, o que todo mundo vê nos jogos, é o produto final. Mas precisamos olhar para as pessoas que estão a desenvolver todo esse produto. Temos hoje um treinador que passou por várias etapas aqui dentro, então vejo isso com bons olhos», elogiou.

«A escolha pelo Bruno Lage foi a melhor decisão que o Benfica tomou, e vimos isso na superação que a equipa teve na época passada, tendo, no fim, chegado ao título nacional», finalizou.

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