Apresentação do Campeão em noite de despedida e boas vindas

Perante mais de 50 mil pessoas, o Benfica apresentou-se aos Sócios diante do Anderlecht (1-2); Jonas despediu-se dos encarnados e dos seus adeptos após cinco anos no Clube, e encerrou a carreira como jogador profissional.

O dia 10 de julho de 2019 será sempre especial e inesquecível para a nação Benfiquista. O avançado brasileiro cumpriu o que já dissera em entrevistas anteriores e terminou a carreira no Benfica com a promessa de que será um “até breve”. À flor da relva, destaque para estreia de vários jogadores ao serviço da principal equipa do Clube. No jogo, Chiquinho marcou pelos da casa; Vlap e Thelin para os belgas. 

Contudo, no Estádio da Luz, a festa começou cerca de uma hora antes do apito inicial de Fábio Veríssimo, árbitro escolhido para o desafio de apresentação das águias aos seus adeptos e Sócios. Um a um, os jogadores foram chamados por ordem numérica – com duas honrosas exceções – e foram brindados por ruidosos aplausos de pé, que vieram das bancadas. Seguiu-se a equipa técnica liderada por Bruno Lage, com o técnico a ser um dos mais ovacionados.

Mas faltavam as exceções… o penúltimo jogador a pisar o relvado foi o capitão Jardel, deixando a passadeira vermelha liberta para o grande homenageado da noite: Jonas! O camisola 10 despediu-se dos relvados, terminando a carreira profissional de jogador de futebol após atuar 10 minutos diante dos belgas do Anderlecht. O craque foi recebido com vénias que se estenderam do relvado às bancadas; recebeu, ainda, das mãos do Presidente Luís Filipe Vieira uma lembrança alusiva aos cinco anos de águia ao peito.

No relvado, o jogo começou animado, nem parecia que ambos os emblemas se encontram em pré-temporada. O Benfica, como é seu timbre sob o leme de Bruno Lage, surgiu com maior percentagem de bola e a realizar pressão alta à saída de bola do Anderlecht.

Jogo de apresentação

Minutos iniciais, com os encarnados a jogarem deliberadamente para Jonas disparar o derradeiro tiro de águia ao peito e na carreira. O brasileiro bem tentou, mas não foi possível, e aos 10’, o jogo foi interrompido para que Jonas saísse debaixo de uma salva de aplausos de todos os intervenientes (adeptos, colegas de equipa e jogadores adversários). Para o seu lugar entrou Tiago Dantas, o jovem estreava-se pela equipa principal, tal como Zlobin, Caio Lucas e Raul de Tomas, e encostava ao lado direito do ataque, enviando Taarabt para o apoio ao avançado espanhol.

Sempre por cima, o Benfica, através de Caio Lucas esteve perto do 1-0. O brasileiro trabalhou na esquerda, resvalou para o meio e rematou na passada ao lado da baliza de Roef. Segundos depois, Raul de Tomas, ainda antes do meio-campo, a tentar um golo olímpico, mas Roef estava atento.

A partir daqui os comandados por Vincent Kompany soltaram-se e, nomeadamente por intermédio de Doku, começaram a levar perigo à baliza defendida por Zlobin. Das ameaças ao golo foi uma questão de minutos.

[0-1] Aos 34’, o Anderlecht inaugurava o marcador na Luz. Ataque pela direita, Doku tentou o golo de trivela que não saiu bem, o esférico bateu em Vlap e entrou na baliza.

A perder, o Campeão Nacional tentou reagir, mas o segundo dos belgas não tardaria.

[0-2] Estavam decorridos 40’ quando, após a marcação de um pontapé de canto, Thelin, de cabeça, aumentou a contagem.

No minuto seguinte – 41’ – Caio Lucas avançou pelo corredor esquerdo, entrou na área, mas viu a defesa do Anderlecht cortar os seus intentos. Ao intervalo, 0-2 no marcador no Estádio da Luz.

O jogo era de preparação e, como tal, Bruno Lage, ao intervalo, procedeu a várias alterações. Entraram Svilar, Rúben, Conti, Nuno Tavares; Fejsa, Samaris, Pizzi, David Tavares; Jota e Jhonder Cádiz. Manteve-se apenas Salvio da primeira para a segunda metade.

A papel químico do arranque da partida, na etapa complementar o Benfica voltou a entrar melhor, muito por culpa de Jota. O jovem formado pelo Benfica mexeu com a partida através da sua velocidade e técnica.

Aos 57’, todavia, momento de azar para Jhonder Cádiz. O avançado venezuelano saiu lesionado, dando o seu lugar a Chiquinho. O português entrou bem no encontro e aos 64’ esteve perto do golo. Jogada de envolvimento entre Pizzi e Salvio na direita, cruzamento com o camisola 19 a rematar primeiro para defesa de Roef e depois, na recarga, ao poste.

Não foi aqui, foi passado cinco minutos…

[1-2] Aos 69’, Nuno Tavares cruzou rasteiro da esquerda, Chiquinho antecipou-se ao marcador direto e reduziu o resultado.

O Benfica estava bem melhor no jogo e aos 71’, Chiquinho foi carregado à margem das leis na grande área, mas Fábio Veríssimo, mal, nada assinalou.

Minutos depois, Bruno Lage lançou Seferovic, Cervi, Rafa e João Ferreira no encontro. Aos 77’, o avançado suíço, melhor marcador da Liga NOS em 2018/19, rematou ao lado após passe longo de Rúben Dias.

A cinco minutos do apito final entraram Odysseas, Pedro Álvaro e Nuno Santos. Nos descontos, aos 90’+2’, Seferovic trabalhou bem à entrada da área e rematou de novo ao lado; aos 90’+4’ foi Rafa a testar a atenção de Roef.

A preparação do Benfica vai seguir a todo o gás, com a formação liderada por Bruno Lage a enfrentar a Académica a 13 de julho antes de partir para os Estados Unidos da América, onde vai participar na International Champions Cup.

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