Bruno Lage destaca “reação à campeão” num “jogo muito difícil”

“Uma reação à campeão.” Foi assim que, na opinião de Bruno Lage, a equipa do Benfica respondeu quando se viu a perder no Estádio da Luz frente ao Portimonense. Num “jogo muito difícil”, a vitória por 5-1 foi o coroar de uma “exibição fantástica”.

Análise ao jogo

“Um jogo muito difícil, como esperávamos. Jogámos contra uma grande equipa e um excelente treinador, que, por aquilo que foi a sua estratégia, equilibrou o jogo. Tivemos uma entrada muito forte, o Seferovic, na cara do guarda-redes, não fez o 1-0 para nós. Esta equipa do Portimonense tem uma dinâmica muito forte (os três homens da frente – e hoje sem Jackson – apresentam uma dinâmica muito forte) e tem um jogador muito forte que, de alguma forma, equilibrou o jogo na primeira parte, que foi o Paulinho. O Portimonense teve de correr muito para nos tentar bloquear. Tivemos algumas oportunidades de golo, tal como o Portimonense. A segunda parte foi completamente diferente, que começou com o golo do Portimonense. A partir daí, foi tudo nosso e fizemos uma exibição fantástica. É um facto: nós marcamos muitos golos porque criamos muitas oportunidades, porque o nosso posicionamento assim o favorece. Ultrapassámos mais um desafio. O mais importante de salientar é a nossa vitória, os três pontos, uma reação muito positiva, de campeão, ao golo do Portimonense. Seguimos em frente para uma nova final dentro de uma semana, com o Rio Ave.”

Conversa ao intervalo

“Aquilo que tentámos corrigir foi essencialmente o nosso início de jogo para que a bola chegasse a zonas mais adiantadas do terreno, quer por dentro quer por fora e termos consequência naquilo que é o nosso jogo ofensivo.”

Alteração na equipa

“Independentemente do golo do Portimonense surgir ou não, a alteração tinha de ser feita [saída de Samaris, entrada de Jonas e passagem de Pizzi para a zona central]. Para além de um posicionamento diferente, o Pizzi tem características diferentes e começámos a ter mais bola, a chegar mais à frente, com mais um homem entre linhas e fomos ao encontro daquilo que foi a nossa análise da equipa do Portimonense. Os espaços começaram a aparecer, as oportunidades também, em boa hora surgiu o primeiro golo do Rafa e, a partir daí, fomos muito fortes. Acaba por ser, eventualmente, um resultado pesado. O Portimonense, pelas oportunidades que criou, poderia ter feito mais um ou outro golo, mas acho que, merecidamente, a vitória fica bem para o nosso lado.

Momentos de união e emoção no final do jogo

“Fundamentalmente é um sentido enorme de família, dentro do balneário, com jogadores, equipa técnica e estrutura. Há uma enorme ligação também, nós sentimos isso, com os nossos adeptos. O Portimonense marcou o golo e os nossos adeptos foram os primeiros a reagir para nos apoiar. O mais importante é isso: sentir que estamos todos ligados, dentro e fora de campo. É com esse espírito que temos de seguir em frente. Vencemos apenas um jogo, temos ainda duas finais e é com a entreajuda, o espírito de equipa e de família, ligação muito forte com os nossos adeptos que vamos disputar mais uma final.”

Euforia dos adeptos ou nervosismo dos jogadores?

“Também poderia dizer o contrário: para nos anularem têm de correr muito. Na parte final, nós aparecemos muito fortes. É um conjunto de todas as emoções. Se em Braga não entrámos bem, aqui entrámos muito bem. Estamos numa fase decrescente, faltam cada vez menos jogos, a margem de erro é mínima e tudo pesa. Mas o mais importante é olharmos para aquilo que são os 90 minutos e, claramente, a confiança vem daí. Da nossa força, do nosso trabalho, da maneira como os jogadores se entregam ao treino, ao jogo. Claro que, a partir do momento em que a equipa sofre um golo e a reação é automática, temos de ficar satisfeitos.”

Pressão dos dois últimos jogos

“Sim. Digam-me um jogo em que nós entrámos em que não existisse essa obrigação… Foram sempre finais. Estamos há quatro meses a disputar finais. O que mudou hoje foi o facto de o FC Porto jogar a seguir a nós. Tivemos os últimos 5/6 jogos a jogar já sabendo que o FC Porto tinha vencido os jogos. Por isso, a pressão é para novos, para mais velhos, é para a equipa toda. Mas é uma pressão no sentido de responsabilidade daquilo que temos em mão e que queremos muito conquistar. A maior pressão é fazer as coisas bem feitas, é esse o nosso foco.”  

Sente que o título não escapa?

“Eu não vejo as coisas assim. Temos de vencer o próximo jogo, é mais uma final. E essa a mentalidade que temos. Não vamos mudar nada. As pessoas têm de perceber que, nos últimos dez jogos a seguir à nossa vitória no FC Porto, não poderíamos perder pontos em qualquer um dos jogos. No próximo domingo, perante o Rio Ave, temos mais uma final.

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