Adel Taarabt renovado e a tempo de ser importante

À terceira foi de vez. Após dois jogos em que foi suplente utilizado por Bruno Lage – depois de reaparecer com o Tondela, em que atuou 19 minutos, foi lançado nos últimos oito minutos no dérbi de Alvalade para a Taça de Portugal -, Adel Taarabt estreou-se como titular do Benfica nesta temporada na partida de Santa Maria da Feira, colaborando na vitória da sua equipa. Não marcou nem sequer assistiu para qualquer dos quatro golos apontados pelos benfiquistas nesta visita ao terreno do último classificado, mas mostrou serviço ao treinador, como que lhe agradecendo a oportunidade para ganhar uma espécie de segunda vida na Luz.

Taarabt procura a felicidade em Portugal, que lhe tem fugido com muita culpa própria. Se Rui Vitória não perdoou alguns comportamentos do marroquino, Bruno Lage preferiu olhar para o potencial futebolístico de um jogador que estava totalmente desaparecido do quadro competitivo desde o início da temporada, após um empréstimo ao Génova que até deixou algumas esperanças aos encarnados num regresso para ficar… e vingar.

Isso não aconteceu, pelo menos por enquanto, mas aos 29 anos Adel Taarabt parece ter ganho outra alma para enfrentar o futuro na Luz. Anteontem, frente ao Feirense, foi escolhido como titular para ocupar o lugar que habitualmente é propriedade de Rafa. Fruto das suas características, não deu a profundidade de um extremo puro, mas procurou estar sempre em jogo e ocupar espaços interiores, sugerindo diversas vezes o entendimento com Grimaldo pelo lado esquerdo ou, como segunda opção, servir um dos homens mais avançados: João Félix ou Seferovic.

Taarabt tentou por quatro vezes o pontapé à baliza adversária, dando a ideia ao treinador de que tem condições para resolver alguns problemas com rasgos individuais, como fez na melhor fase da sua carreira, quando entre 2009 e 2013 representou os ingleses do Queens Park Rangers.

Se não conseguiu disfarçar alguma dificuldade no plano físico, principalmente quando o jogo se arrastava para o fim, foi rigoroso no passe, conseguindo uma percentagem muito interessante a esse nível: 85 por cento de eficácia (apenas quatro passes errados).

O espírito combativo também foi colocado à prova, principalmente na reação à perda. Além das quatro recuperações de bola, deixou uma imagem solidária com a equipa quando correu vários metros para cortar, de carrinho, um contra-ataque do Feirense e evitar que um adversário se isolasse (77 minutos). Foi a sua última intervenção num jogo em que mostrou estar, finalmente, de corpo e alma nesta equipa do Benfica.

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