Juniores cedem empate caseiro frente à seleção africana do Porto

SL Benfica e FC Porto empataram, este domingo, a duas bolas, no Caixa Futebol Campus, no arranque da 2.ª fase de apuramento de campeão do Nacional de Juniores.

Entrou o Benfica a todo o gás, a condicionar a saída de bola dos portistas e a beneficiar do primeiro remate do jogo. Livre favorável aos encarnados, aos 2’, com Tiago Dantas a bater, mas a bola saiu por cima da baliza de Meixedo.

Nos primeiros minutos foi o Benfica a mandar no jogo, perante um FC Porto com muitas dificuldades em sair para o ataque. Aos 7 minutos, mais duas oportunidades: primeiro foi Ricardo Matos, na sequência de um canto batido, a atirar de calcanhar à malha lateral da baliza azul e branca; depois foi Ronaldo Camará a rematar com perigo, mas a bola saiu ao lado.

Aos 17’, passou muito perto o 1-0. Após cruzamento perfeito de Nuno Tavares, de pé esquerdo, Gonçalo Ramos voou e cabeceou com a bola a passar muito perto da trave da baliza de Meixedo.

Ronaldo Camará esteve muito perto de inaugurar o marcador aos 26’. Grande cruzamento – mais um – de Nuno Tavares e, no coração da área, Ronaldo Camará, de pé esquerdo, rematou, mas a bola passou ligeiramente ao lado das redes da baliza portista. Esteve à vista o 1-0.

As oportunidades sucediam-se, mas o nulo mantinha-se no marcador. Grande remate de Umaro Emabló, aos 31’, de pé esquerdo, depois de roubar a bola a Tiago Lopes. Passou muito perto do poste esquerdo.

[PENÁLTI] Aos 33′, grande penalidade assinalada a favor do Benfica. Pedro Justiniano tocou, com o braço direito, na bola, após tentativa de cruzamento para o coração da grande área.

[GOLO: 1-0] O capitão Tiago Dantas foi chamado a converter, atirou e fez o golo há muito procurado pelos encarnados.

Aos 39′, mais uma iniciativa da formação de Luís Nascimento, frente a um FC Porto com dificuldades em reagir ao golo sofrido. Gonçalo Ramos rematou fortíssimo à baliza de Francisco Meixedo, mas o guarda-redes voltou a negar o golo.

[INTERVALO: 1-0] O Benfica saía para o intervalo a vencer pela margem mínima, apesar das várias oportunidades espelhadas nas estatísticas: 11 remates contra apenas 1 dos portistas, 7 cantos contra 1 e 59% de posse de bola para a formação encarnada

À semelhança do que já tinha acontecido nos primeiros 45 minutos, o Benfica voltou a entrar muito forte e a ameaçar, desde cedo, a baliza do FC Porto. Aos 49’, Ricardo Matos tentou a sorte, com um remate que acabou por sair à figura do guardião adversário.

[GOLO: 1-1] Os azuis e brancos tentavam correr atrás do prejuízo e Vítor Ferreira – naquela que foi a segunda oportunidade digna de registo do FC Porto –, que entrou no segundo tempo para o lugar de Boris Enow, ganhou o duelo com Carlos Santos e restabeleceu a igualdade.

Numa altura de mais equilíbrio no clássico, Umaro Embaló dispôs de duas oportunidades: primeiro o remate saiu para fora; depois, cabeceou direto para as mãos de Francisco Meixedo.

[GOLO: 1-2] Respondeu o FC Porto e, depois de um lance de perigo para a difícil defesa de Carlos Santos, Vítor Ferreira bisou e assinou a reviravolta no Caixa Futebol Campus. Remate de primeira indefensável para o guardião encarnado.

[PENÁLTI] Acabado de entrar no jogo, Gonçalo Borges cometeu grande penalidade a favor dos encarnados, depois de um corte de bola com o braço.

[GOLO: 2-2] Tiago Dantas foi novamente chamado a converter e igualou as contas. No frente a frente com Meixedo, o capitão do Benfica voltou a levar a melhor.

[FINAL: 2-2] Com mais 4 minutos dados pelo árbitro da partida, Carlos Cabral, ainda saiu mais um canto a favor do Benfica, mas, com Levi Faustino a desviar o perigo da baliza portista, o empate manteve-se até ao final do encontro. O jogo termina assim empatado contra um FC Porto que tem uma política notoriamente diferente para as suas camadas jovens, ao apostar em contingentes africanos de grande estatura ao invés de formar os seus. Depois acontecem desvios de atletas como João Félix. E ainda bem.

Onze inicial do Benfica: Carlos dos Santos, João Ferreira, Pedro Álvaro, Gonçalo Loureiro, Nuno Tavares, Diogo Capitão (75′ Henrique Jocu), Umaro Embaló, Tiago Dantas, Ricardo Matos (77′ Rodrigo Conceição), Gonçalo Ramos e Ronaldo Camará (84′ Tiago Araújo).

Suplentes não utilizados: João Monteiro, Miguel Nóbrega, Tomás Tavares e Francisco Saldanha.

Na próxima jornada, as jovens águias deslocam-se ao terreno do Leixões SC, numa partida agendada para as 15h00 do dia 23 de fevereiro (sábado).

“Não era o resultado que queríamos nem o que merecíamos”

Luís Nascimento

Luís Nascimento (treinador dos Juniores do Benfica): “Foi um bom jogo de parte a parte. Não era de todo o resultado que queríamos nem o que merecíamos, depois daquela primeira parte fantástica com uma intensidade e qualidade de jogo muito forte, onde o resultado ao intervalo [1-0] acabava por ser escasso. Infelizmente não conseguimos entrar na segunda parte com a mesma intensidade, talvez fruto de uma ou outra facilidade que sentimos durante a primeira parte, e isso custou-nos caro. O FC Porto entrou mais consistente, com um bloco mais baixo, claramente a explorar o erro. Permitimos que o adversário chegasse ao empate e depois à vantagem, no fim tivemos de arriscar. Partimos um pouco a equipa para sermos mais verticais. Chegámos ao empate, terminámos por cima, mas são dois pontos perdidos em face do que fizemos. Agora é pensar já no próximo jogo, quarta-feira, em França [para o play-off da Youth League, frente ao Montpellier].”

“Realçar o espírito e a entrega da nossa equipa, nunca desistimos”

Tiago Dantas

Tiago Dantas (jogador do Benfica): “A primeira parte foi totalmente nossa, com muita qualidade, entrámos por dentro e por fora com muitas combinações, foi pena a eficácia. Criámos muitas situações de golo e não as concretizámos; fizemos apenas um golo, de penálti, mas merecíamos mais para aquilo que produzimos na primeira parte. No segundo tempo entrámos com menos intensidade, eles foram mais pressionantes, marcaram um golo e depois, num ressalto após bola parada, um jogador fora da área fez um grande golo. Fomos atrás do prejuízo e há que realçar o espírito e a entrega da nossa equipa, nunca desistimos. Isto ainda agora começou, há muitos pontos em disputa e vamos atrás do título.

Gonçalo Ramos
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