Este 10-0 já teve “cheirinho” do Caixa Futebol Campus

O Presidente Luís Filipe Vieira reafirmou recentemente que os reforços estavam “mesmo” no Seixal e a fornada que sai do Caixa Futebol Campus mostra serviço. Ferro debutou como titular e a marcar diante do Nacional, Florentino estreou-se a jogar, João Félix marcou e assistiu e Rúben Dias faturou pelo segundo jogo seguido.

Ferro

Ferro: estreia de sonho como titular

O defesa-central começou a temporada no Benfica B, onde disputou 19 jogos – todos como titular –, mas no final do mercado de janeiro foi um dos quatro futebolistas a subir dos bês para o plantel principal (Zlobin, Florentino e Jota foram os outros). Uma lesão de Jardel acelerou a estreia absoluta pelas águias e logo num dérbi no Estádio da Luz. Não se atemorizou e esteve à altura.

Dias depois da partida da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, Ferro arrancou de início na 21.ª jornada da Liga NOS. Ao lado de Rúben Dias, que tão bem conhece dos caminhos do Seixal, subiu à área contrária para assinar o 6-0 com um golpe de cabeça no 2.º andar.

Florentino

Florentino: seis desarmes e 93% de acerto no passe

Em domingo de debutantes, Florentino foi lançado em estreia absoluta na principal equipa do Clube aos 62’ do jogo com o Nacional. Entrou para o lugar de Samaris e situou-se no miolo, com Gabriel no apoio. Os 19 anos não o limitaram. Deu-se ao jogo, disponibilizou linhas de passe e entrou nas dinâmicas da equipa. Fê-lo a preceito como provam os números…

Segundo o Wyscout, Florentino realizou 28 passes completos, com uma eficácia de 93%; venceu cinco dos oito duelos que disputou, desarmou seis adversários (recorde no jogo); recuperou o esférico em quatro ocasiões e foi bem-sucedido em 33 das 40 ações do jogo. Números que deixam água na boca…

Ferro e João Félix

João Félix: golo e assistência, outra vez

Com Bruno Lage no comando das operações, João Félix saltou para a frente de ataque das águias, fazendo dupla com Seferovic no novo 4x4x2 do técnico. Desde o Rio Ave – estreia do treinador – foi sempre titular e não faltou a nenhum dos nove desafios. Desferiu seis remates certeiros neste período.

Até à data, participou em 23 jogos, apontou nove tentos, contabiliza mais de 1200 minutos de utilização, tem três assistências e é o 3.º melhor marcador do Benfica na Liga NOS, ex-aequo com Jonas, com sete golos. Referir que, com o Nacional, marcou e assistiu, algo que já fizera na receção ao Boavista. Está envolvido em golos do coletivo há quatro partidas consecutivas.

Rúben Dias e Ferro

Rúben Dias: importante também a atacar

Nas alturas ou a marcar adversários à flor do relvado, Rúben Dias tem permitido poucas veleidades. Tal como João Félix, estreou-se no Estádio do Bessa, mas em 2017/18. Foi titular e, a partir daí, assumiu uma preponderância que o conduziu a várias internacionalizações pela Seleção A de Portugal, mais concretamente no ciclo que se abriu após o Mundial 2018.

Depois dos quatro golos na época passada, nesta não marcou nenhum tento na primeira volta do Campeonato. Tardou, mas veio em grande estilo e… em dose dupla. Marcou no dérbi realizado no Estádio José Alvalade e voltou a festejar diante do Nacional. Ambos os tentos foram de cabeça. Aliás, há uma particularidade nos golos obtidos pelo central: 71% deles são através de cabeceamentos e em lances de bola parada. Além disto, foi ele que, com um passe a rasgar, libertou André Almeida para assistir Seferovic no 3-0.

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