Conselho de arbitragem marca posição sobre afastamento de Veríssimo

O Conselho de Arbitragem, através de comunicado emitido esta quinta-feira, confirmou o pedido de dispensa de Fábio Veríssimo, alvo de muitas críticas por parte do Benfica após o clássico das meias-finais da Taça da Liga.

Luís Filipe Vieira, presidente do clube da Luz, chegou mesmo a pedir a exclusão do árbitro da Associação de Futebol de Leiria, que desempenhou funções de videoárbitro no clássico da passada terça-feira.

O Conselho de Arbitragem, porém, sai em defesa de Fábio Veríssimo e garante que «nunca aceitou e nunca aceitará qualquer veto de árbitros por parte dos clubes ou outros agentes desportivos». A finalizar, considera «inaceitáveis quaisquer outros tipos de pressão sobre as nomeações e gestão dos árbitros nacionais», garantindo que «fará queixa de todos os comportamentos de agentes desportivos que entenda serem suscetíveis de perturbar a normal atividade das equipas de arbitragem e o normal decorrer dos jogos e competições».

Eis o comunicado:

«O Conselho de Arbitragem recebeu e aceitou um pedido de dispensa do árbitro internacional Fábio Veríssimo.

Árbitro de primeira categoria, com inúmeras provas dadas do seu valor, Fábio Veríssimo trabalhará de forma específica sob orientação do Conselho de Arbitragem.

A atitude de Fábio Veríssimo, ao reconhecer um período em que a sua forma não é a ideal, define-o como homem e prestigia-o como elemento de um grupo forte e empenhado em trabalhar duramente para melhorar a arbitragem portuguesa.

Fábio Veríssimo regressará à atividade de árbitro e vídeoárbitro assim que o Conselho de Arbitragem entender que estão reunidas as melhores condições. Conhecendo a sua capacidade, estamos seguros de que tal sucederá em breve.
 

Em funções desde a época 2016/17, o Conselho de Arbitragem nunca aceitou e nunca aceitará qualquer veto de árbitros por parte dos clubes ou outros agentes desportivos. O Conselho de Arbitragem considera igualmente inaceitáveis quaisquer outros tipos de pressão sobre as nomeações e gestão dos árbitros nacionais.  

Consequentemente, e tal como sempre tem feito, o Conselho de Arbitragem fará queixa de todos os comportamentos de agentes desportivos que entenda serem suscetíveis de perturbar a normal atividade das equipas de arbitragem e o normal decorrer dos jogos e competições.»

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