Queda aparatosa obriga Paulo Gonçalves a desistir do Dakar

Paulo Gonçalves caiu à 5.ª etapa, na segunda metade da maratona entre Moquegua e Arequipa para as motos (354 km), e com ele caíram, igualmente, as maiores esperanças de um grande resultado de um português no 41.º Dakar. Um azar que aconteceu ao km 155 e após ter subido na classificação geral sucessivamente: primeiro para o 10.º lugar e na véspera para 8.º, graças a dois sextos lugares.

«Seguia de forma tranquila, sem querer cometer qualquer excesso. Não sei sequer como caí. Julgo ter batido numa pedra escondida e fui projetado numa zona de fesh-fesh [areia]», começou por tentar explicar, ao fim do dia, o motard da Honda. Equipa que sofreu novo revés entre as suas principais estrelas pois, dois dias antes, já tinha perdido o espanhol Joan Barreda quando este era líderava. Ainda assim mantém o americano Ricky Brabec (16.51,34h) no topo.


«Senti muitas dores após a queda, por isso não estavam reunidas as melhores condições para poder continuar em prova. Agradeço ao Sam [Sunderland], pela pronta ajuda no local», justificou ainda Paulo Gonçalves sobre porque decidira desistir nesta 12.ª participação no mítico rali todo-o-terreno, onde foi 2.º em 2015. O nortenho já havia sido forçado a abandonar noutras quatro ocasiões: 2010 (6.ª etapa), 2011 (8.ª), 2014 (5.ª) e 2016 (11.ª).

No início de dezembro, o piloto natural de Esposende teve de ser operado para retirar o baço, mas sempre afastara a hipótese de não alinhar nesta edição do Dakar disputada apenas no Perú.

Apesar de sentir não estar nas melhores condições para prosseguir rumo à meta em Lima, onde tudo termina dia 17, segundo a assessoria de Gonçalves, este «encontra-se bem – sem qualquer traumatismo, confirmado após exames médicos – e sente apenas algumas dores ao nível da cabeça e membros superiores». Inicialmente a organização comunicara que o português tinha sido «forçado a abandonar com um leve traumatismo craniano e uma possível fratura da mão esquerda», razões que levaram a que acabasse por ser retirado de helicóptero.  

Curiosamente, a etapa de ontem acabou por ser ganha pela KTM do britânico Sam Sunderland, que registou 4.11,48 h, depois de ter visto a organização retirar-lhe os 10,52m que perdera para dar apoio a Gonçalves. Quanto à armada lusitana, Joaquim Rodrigues (Hero) acabou por ser o mais rápido, 18.º, a 13,45m de Sunderland, o que lhe permitiu ascender ao 28.º posto, a 2.37,53h de Brabec.  

No entanto as coisas até podiam ter corrido melhor a Rodrigues, não fosse ter perdido algum foco a meio da etapa. «Foi um dia mais tranquilo face aos anteriores, ainda assim repleto de perigos. O percurso é muito traiçoeiro, em particular nas zonas fesh-fesh, que acrescentam perigos. Consegui completar uma etapa quase perfeita, mas, infelizmente, encontrei o meu cunhado [Paulo Gonçalves] caído e desde aí a concentração diminuiu. Espero continuar a melhorar na segunda parte da prova», contou o piloto de Barcelos.  

Em 29.º na 5.ª etapa (4.34,29) – hoje é descanso -, atrás de Rodrigues e da Yamaha de António Maio (4.30,31), Mário Patrão (KTM) é agora, o melhor português da geral, a 1.44,19h (21.º) do líder.

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