Goleador do campeão Palmeiras passou despercebido no Benfica

Deyverson, avançado brasileiro de 27 anos, brilha atualmente com a camisola do campeão brasileiro Palmeiras, mas há seis anos passou praticamente despercebido pelo Benfica. Contratado em 2012 ao desconhecido Mangaratibense, do Rio de Janeiro, acabou por representar apenas a equipa B. Apesar de não ter recebido nem uma oportunidade na equipa principal, que na ocasião tinha como referências ofensivas Óscar Cardozo, Lima, Rodrigo ou Saviola, não guarda qualquer tipo de sentimento de injustiça ou tristeza. Pelo contrário.

«Não há mágoa alguma. Era muito jovem (22 anos). O Benfica tinha jogadores muitos bons na equipa principal. Acho que todas as coisas aconteceram da forma que tinham de acontecer, e sou muito grato ao clube por tudo o que me proporcionou. Cresci muito como atleta e como ser humano também», revelou o avançado em entrevista a A BOLA.

«É claro que queria ter jogado no Benfica, mas o clube era assim mesmo, vários brasileiros (Rafael Copetti, Bryan Garcia e Élvis) ficaram na equipa B e também não foram promovidos. Isso, entretanto, não quer dizer que foi ruim. Sou realmente muito grato pela evolução que tive no Benfica. Aprendi muito», completou, a lembrar ainda que nunca chegou a ter uma conversa em particular com Jorge Jesus, na ocasião treinador dos encarnados.

No Verdão, onde chegou em 2017 depois de passagens por Colónia, Levante e Alavés, Deyverson encerrou o Brasileirão como goleador isolado da equipa, com nove golos. Vive grande fase, até por isso não pensa em sair. Nem mesmo para, quem sabe, regressar à Luz.

«Ah, difícil falar, né? Estou muito feliz no Palmeiras. Tenho tudo aqui. A estrutura é maravilhosa, os adeptos são fanáticos, minha família está perto de mim. Mas o Benfica tem um espaço especial na minha vida», fincou o avançado, sem esquecer, os amigos que criou nas águias, entre eles João Cancelo, Lindelof, André Gomes, Gonçalo Guedes, Ivan Cavaleiro ou Hélder Costa. «Olha, todos estes já deitavam. Não me surpreende mesmo o sucesso deles, torço muito por todos». Deyverson foi vendido ao Belenenses, em 2013, onde cumpriu duas temporadas. 

Deyverson chegou ao Benfica no início de 2012 e foi colocado na equipa B para ganhar experiência. Partilhou o balneário com nomes como João Cancelo , Lindelof, André Gomes ou Gonçalo Guedes. Apontou oito golos em 29 jogos mas não chegou a receber qualquer oportunidade de Jorge Jesus.

«Acredito que ele merecia ter recebido uma oportunidade (na equipa principal), sempre foi um jogador muito dedicado no dia a dia. Mas acho que naquela época, devido aos métodos do clube (apostar pouco nos jovens), acabou não sendo aproveitado, assim como muitos outros que atualmente estão em destaque noutros clubes na Europa. Hoje já acho que as coisas mudaram», recorda o guarda-redes brasileiro Rafael Copetti, ex-companheiro de Deyverson no clube da Luz, agora na Chapecoense.

Chamado de Papai no balneário do Benfica, o atacante que agora é referência no Palmeiras, também chama atenção por ter um «chip que às vezes solta da cabeça» – palavras do próprio jogador.

«Sempre foi assim, mas nunca fez isso para aparecer. É o jeito dele. O Papai, porque ele chamava todo mundo assim, é uma pessoa do bem, humilde de grande coração», diz Copetti.


Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.