Rui Vitória acredita que Tondela é para acabar com o mau momento

Rui Vitória mantém a convicção de que o Benfica vai ultrapassar esta fase já este domingo (17h30) em Tondela. Na antevisão ao jogo da 10.ª jornada da Liga NOS, o técnico garantiu que o grupo está “unido” e “determinado” em “dar a volta a este momento menos bom”.

Que impacto teve o jogo com o Ajax para que a equipa consiga inverter os resultados menos positivos?

Teve o impacto que tem normalmente quando não se ganha. Nós queríamos muito vencer, evidentemente. Quando não se atinge esse objetivo, tem o impacto de um jogo que não se ganhou, aqui ou em qualquer equipa, até porque vem de um seguimento de derrotas. Mas também tem outro impacto, uma vez que foi uma equipa determinada e reativa, convicta, que trabalhou bastante. Uma dose de infelicidade ou de felicidade pode fazer toda a diferença. Tem estes dois impactos: um no resultado, mas do ponto de vista da prestação e da reação, fiquei contente com os meus jogadores.

Salvio e Jonas estão em condições?

O Salvio não irá, mas o Jonas sim.

Rui Vitória é um técnico experiente, o que está a falhar? É a mensagem que não está a passar?

São fases que as equipas, por vezes, atravessam. Muitas vezes, acontecem esses momentos, não só em Portugal. Tem a ver com uma espiral que, muitas vezes, se instala e que até pode retirar a confiança. São fases que acontecem, mas que são para ser ultrapassadas. O que fizemos no último jogo – num contexto difícil – foi uma reação positiva. É evidente que as pessoas podem dizer que os resultados não aparecem, mas eu tenho obrigação de olhar de uma outra forma. Amanhã [domingo] temos consciência do jogo que vamos ter e da importância desse mesmo jogo e do que significa para nós. Estamos preparados, queremos muito ganhar e vamos a Tondela para ganhar. Isso é claro para mim. A resposta que os meus jogadores vão dando e a postura que vão tendo, no meio desta pequena fase, é muito positiva, de um grande envolvimento e de um grande compromisso. Isso é a base para depois se partir para o resto.

Qual é o objetivo do Benfica nas competições europeias?

Já falei sobre isso. Matematicamente é possível porque há seis pontos para disputar e nós vamos disputá-los de uma forma determinada. Faremos o balanço no final. Se merecíamos ganhar? Merecíamos. Não fomos felizes? Não fomos. O adversário marcou um golo e empatou. Se tivesse sido ao contrário nestes pequenos pormenores, estaríamos agora numa situação vantajosa. Estamos prontos, vamos trabalhar, vamos acreditar nestes seis pontos que há para disputar e vamos disputá-los na Liga dos Campeões. Agora passa a página. Agora o foco é o jogo de domingo. Agarrar o que fizemos de bom na quarta-feira, transportar e acrescentar o que precisamos para defrontar esta equipa do Tondela.

Sente, da parte dos jogadores, confiança em si para continuar a liderar o Benfica?

Isso é claro como água. Temos um grupo muitíssimo unido. Trabalhamos todos e sentimos que quando ganhamos, não ganha só um, e quando se perde, não perde só um. Estamos todos envolvidos nesta mesma ideia, neste mesmo cenário e todos nós temos essa consciência. Essa é uma garantia que eu tenho porque a forma como trabalhamos e a mensagem transmitida de forma clara no último jogo, dão-me indicadores muito fortes de que a equipa vai para Tondela para ganhar. Amanhã, vamos com um espírito importante de dar a volta a este momento menos bom. Como é que se ultrapassam estes momentos? Enfrentando-os, unindo-nos, percebendo o que é que os nossos adversários podem tirar de vantagem disto. Nós cá dentro estamos muito unidos e convictos de que amanhã vamos ganhar.

Qual é a pressão que está a sentir como líder deste grupo? E se essa pressão chega aos jogadores e como é que isso está a ser gerido a nível interno?

A pressão é a mesma desde o primeiro dia que cá entrei. Porque essa pressão eu coloco-a a mim mesmo. Uma pressão de querer ganhar, de se saber o clube que se representa, de se trabalhar diariamente para se ser melhor do que ontem. Essa pressão é a mesma, é a forma como eu vivo. Eu vivo entusiasmado pelo meu trabalho e a saber que represento um grande clube. Foi assim desde o primeiro dia e vai ser assim até ao último. É assim que eu penso, não me perturbo com muita facilidade. Já passei momentos menos bons, mas também momentos de muito sucesso, muitos momentos de vitória. Isto é a vida dos treinadores das equipas e do futebol.

As mudanças na frente de ataque não podem criar uma certa instabilidade ou atrapalhar as rotinas?

Isto é um acontecimento típico de uma equipa como a nossa. Se eu vos perguntar qual dos cinco alas vocês escolheriam, podia haver quase uma resposta diferente para cada um de vocês. Isto é como se estivessem no vosso jornal, há quatro jornalistas muito bons, mas a administração tem de pôr um de fora. Há um muito bom que vai ficar de fora. É como aqui e como em qualquer outra profissão. Isso é sempre discutível. Aqui, é pelas características dos jogadores. O mesmo critério que estamos aqui a analisar pode ser analisado de outra forma: então, mas não se fazem mudanças? Não se faz rotação porquê? As decisões têm de ser deste lado e são sempre muito claras, em consciência e tendo sempre em conta aquilo que queremos para a nossa equipa e para o adversário que vamos ter pela frente. Isso para mim é claro. Na altura da decisão, posso gostar muito de um jogador, mas se entender que o outro é necessário naquele jogo… É assim que vou decidir.

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