Grande jogo no Seixal dita empate com o Ajax na UEFA Youth League

Depois da visita a Amesterdão na UEFA Youth League, foi momento de o Benfica receber o Ajax no Caixa Futebol Campus, na 4.ª jornada da competição Sub-19 organizada pela UEFA. E que jogão se viu no Seixal, com seis golos marcados e incerteza até ao derradeiro segundo.

Jogo repartido nos primeiros minutos, com as duas equipas a encararem-se sem medos, apostando no rigor tático, mas também na velocidade das suas ações com bola. Aos 12′, depois de um par de aproximações à baliza do Ajax, João Ferreira foi derrubado na grande área, sobre a direita. Penálti! Nuno Santos assumiu a execução do castigo máximo e ganhou o duelo com o guarda-redes El Maach, que ainda tocou no esférico (1-0 aos 13′).

Os holandeses responderam por intermédio de Gravenberch aos 15′, mas o remate de fora da área foi detido por Celton Biai, que voou e afastou para canto.

O conjunto benfiquista voltou ao ataque e, explorando a profundidade, ficou muito perto do 2-0 à passagem do minuto 21. Lançado nas costas da defensiva visitante, Tomás Tavares disparou para defesa de El Maach.

Do outro lado do terreno de jogo, Celton Biai tornou a brilhar, parando a bola rematada por Ekkelenkamp aos 24′. No lance seguinte, o benfiquista Tiago Dantas ripostou, visou o alvo, mas a bola passou rente ao poste esquerdo (25′).

Benfica-Ajax

Nuno Tavares, em apoio ao ataque, internou-se pela esquerda e caiu no interior da área holandesa (31′). Na circunstância, o árbitro espanhol Ricardo De Burgos decidiu punir o lateral-esquerdo das águias (cartão amarelo), entendendo que este simulou a falta.

Trancando a baliza encarnada, Celton Biai esteve novamente em destaque aos 41′, opondo-se à tentativa de finalização de Ekkelenkamp, que se soltara na frente numa transição do Ajax em contra-ataque. Os forasteiros insistiram e, aos 45′, num lance criado pela esquerda, Brobbey concluiu uma assistência de Lang (1-1). O apito para tempo de intervalo soaria logo a seguir.

Mais forte e incisivo no início do segundo tempo, o Ajax alcançou o 1-2 aos 48′ pelos pés de Ekkelenkamp, que conseguiu furar na esquerda e ter algum espaço para chutar (com êxito) à baliza.

poderio ofensivo do conjunto de Amesterdão, também muito forte fisicamente, sobressaiu mais uma vez aos 58′: assistido por Lang, Kuhn, no centro da área, rematou para as redes (1-3).

Benfica-Ajax

Ronaldo Camará e Tiago Gouveia renderam Nuno Santos e Nuno Tavares aos 63′. O Benfica não deu por vencido e forçou o segundo golo. Aos 66′, Luís Lopes foi derrubado na área do Ajax, mas o árbitro não sancionou a infração. Diferente foi o juízo do espanhol aos 73′ num lance entre Tiago Gouveia e Botman: penálti a favor dos encarnados. Da marca dos onze metros, Tiago Dantas enganou o guarda-redes: 2-3.

O 3-3 esteve à vista aos 76′ num disparo do recém-entrado Ricardo Matos: a bola saiu rente ao poste direito. E o empate aconteceu mesmo, na raça, aos 82′: Gonçalo Ramos, de cabeça, tocou a bola para dentro da baliza do Ajax.

Celton Biai, seguro, fez um par de defesas; na extremidade contrária, Tiago Gouveia, aos 90′, recebeu a bola cruzada da esquerda e, com ângulo um pouco fechado, chutou para defesa do guardião do conjunto que chegou da Holanda. Num final frenético, Ricardo Matos deixou escapar a bola aos 90’+3′, quando estava em ótima posição para faturar. Aos 90’+4′, Gonçalo Ramos ainda marcou, mas estava em posição irregular: 3-3 foi o resultado final.

Onze inicial do Benfica: Celton Biai; João Ferreira, Pedro Álvaro, Gonçalo Loureiro e Nuno Tavares; Florentino Luís, Nuno Santos e Tiago Dantas; Tomás Tavares, Luís Lopes e Gonçalo Ramos.

Suplentes: Carlos Santos, Alexandre Penetra, Diogo Capitão, Francisco Saldanha, Ronaldo Camará, Tiago Gouveia e Ricardo Matos.

Renato Paiva

“Propaganda top do futebol de formação” 

Renato Paiva (treinador dos Juniores do Benfica): “Estiveram frente a frente duas grandes equipas. Convém perceber que do outro lado está uma escola de futebol com tradição e um presente notável. Foi um excelente jogo, uma propaganda top do futebol de formação. O segredo foi a pressão, não deixar o Ajax jogar. Sempre que o fizemos fomos fortes. Obviamente que isto não dura o jogo todo. Faltou-nos frescura física no final da primeira parte.

Tentámos corrigir, mas na segunda parte o Ajax entrou muito forte. Acusámos o segundo e o terceiro golo. Depois veio à tona o carácter, a personalidade e crença. A equipa acreditou que era assim que ia recuperar. Refrescámos o coletivo e acabámos por chegar ao empate. No fim podíamos ter vencido, mas o Ajax também teve oportunidades. O Celton [Biai] fez um jogo fantástico. Fico apenas com a mágoa pelo jogo de lá, onde se calhar devia ter acontecido a mesma coisa que hoje.”

Benfica-Ajax

Classificação do Grupo E

LUGAR EQUIPA GM-GS PONTOS
1.º Ajax 14-5 8
2.º BENFICA 9-7 7
3.º Bayern 8-5 7
4.º AEK 1-15 0
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