Quinteto de luxo recorda as suas memórias na Luz

Ramires1-ThumbnailForam, ao todo, seis temporadas, 125 jogos e 21 golos pelo Benfica no Estádio da Luz. Dois anos depois de, em lágrimas, se ter despedido do Benfica, Gaitán recorda alguns dos momentos vividos na Catedral.

“São momentos muito bonitos os que guardo de cada vez que jogava no Estádio da Luz. Recordo-me muito bem de algumas partidas importantes, nomeadamente clássicos e dérbis. Há alguns que me marcaram, como é o caso do Benfica-FC Porto logo após a morte de Eusébio. Foi uma partida diferente, muito intensa, e vivemo-la de uma forma muito especial. Sentia-se a energia positiva no Estádio. Foi um jogo que qualquer pessoa que tenha jogado ou que tenha estado no Estádio neste dia sabe do que estou a falar”, recordou em declarações exclusivas ao Site Oficial.

Gaitán

Apaixonou-se pelos adeptos encarnados e o carinho foi retribuído. No último jogo no Estádio da Luz, a 15 de maio de 2016, foi protagonista de um momento arrepiante. Na tarde da conquista do Tricampeonato (Benfica-Nacional, 4-1) fez levantar as bancadas de toda a Catedral… Três vezes! Além dos dois golos marcados, saiu, aos 65’, “embalado” por uma autêntica Maré Vermelha. Com uma vénia, os adeptos repetiam “Nico” em uníssono.

“Houve muitos jogos da Liga dos Campeões muito bonitos… Mas lembro-me da minha última partida no Estádio da Luz, que foi contra o Nacional da Madeira, no jogo em que conseguimos o Tri. Marquei [dois golos] e é um jogo importante que guardo com muito carinho da minha passagem pelo Benfica”, confessou o extremo argentino.

Gaitán

“Aproveito para desejar o melhor ao Benfica. Estou sempre interessado em saber do Clube, dos adeptos e desejo, de coração, o melhor. Sempre! Que os adeptos sigam apoiando a equipa, como fazem sempre, porque são uma parte muito importante”, rematou.

SiqueiraAdmite ter vivido uma das mais intensas épocas em 2013/14 quando, por empréstimo do Granada, serviu o Benfica. Guilherme Siqueira jogou 33 jogos, 17 deles no Estádio que comemora 15 anos de vida, conquistou três títulos – Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga – e marcou um golo que ainda hoje não esquece.

“O primeiro de muitos momentos importante no Estádio da Luz foi o meu primeiro golo pelo Benfica, contra o Nacional da Madeira. Foi muito especial”, contou em declarações exclusivas ao Site Oficial, recordando a tarde de 27 de outubro, quando o Benfica bateu a formação madeirense por 2-0. Na 8.ª jornada do Campeonato, aos 15′ o defesa brasileiro arrancou pela esquerda, combinando com Cardozo na cabeça da área e rematando de pé esquerdo, com a bola ainda a tocar na perna de Gottardi. Sairia aos 27’, por lesão, dando o lugar a André Almeida.

A 12 de janeiro de 2014, uma semana depois da morte de Eusébio da Silva Ferreira, o Pantera Negra voltou a entrar em campo – no espírito, nas bocas dos adeptos e nas costas dos jogadores encarnados – para levar o Benfica a um triunfo por 2-0 sobre o FC Porto. Perante 62 508 espectadores (naquela que foi a maior enchente de 2013/14), o Benfica terminava a primeira volta do Campeonato Nacional no primeiro lugar com 36 pontos numa época que culminaria com o título nacional – o primeiro do Tetra.

“Não posso esquecer o clássico com o FC Porto, em que ganhámos 2-0 no Estádio da Luz, depois da morte de Eusébio. Aquele jogo ficou sempre, sem dúvida, muito marcado. Foi uma semana diferente, onde nós queríamos muito ganhar, pelo Eusébio, pela família dele e lembro-me que fizemos um jogo perfeito por todos eles. Cada golo foi comemorado com uma garra tremenda, com o apoio dos adeptos do início ao fim do jogo. Foi um ambiente, uma atmosfera incrível que, sem dúvida alguma, vai ficar marcada para o resto da minha vida”, confessou o ex-lateral-esquerdo, que em agosto deste ano colocou um ponto final na carreira, depois de um período de várias lesões.

MaticNemanja Matic defendeu as cores do Benfica durante duas épocas e meia (2011/12 a janeiro de 2014). Viveu momentos de grande fervor e impacto no Estádio da Luz, mas há um que destaca dos demais: aconteceu a 13 de janeiro de 2013, num clássico com o FC Porto, inserido na 14.ª jornada do Campeonato.

Aquele golo que marquei contra o FC Porto foi provavelmente o meu melhor momento no Estádio da Luz“, revelou o médio que atualmente representa o Manchester United, em declarações exclusivas ao Site Oficial do SL Benfica. Na verdade, “aquele golo” foi um golaço, um tiro à meia-volta, de pé esquerdo, à entrada da área portista, numa noite em que estiveram mais de 60 mil espectadores nas bancadas da Catedral.

Ao remexer no baú das memórias, o internacional sérvio avança para a época 2013/14 e detém-se no dia 9 de novembro de 2013, num dérbi para a Taça de Portugal. “Tenho bem presente essa vitória por 4-3 sobre o Sporting. Foi um grande jogo”, realçou Matic, que faria a última partida pelas águias a 12 de janeiro de 2014, no clássico dos Eusébios, disputado passados poucos dias sobre a morte do Pantera Negra.

“Foi o meu último jogo pelo Benfica, uma vitória por 2-0 contra o FC Porto. Fizemos uma grande exibição. Sempre foi especial jogar no Estádio da Luz“, comentou o antigo centrocampista dos encarnados.

Os adeptos são espetaculares, passam uma força incrível aos jogadores. Há sempre muita gente, a casa está quase sempre cheia. Um grande ambiente como o do Estádio da Luz mexe sempre com os jogadores. Os adeptos Benfiquistas são top“, enfatizou o esquerdino.

Dos 15 anos de existência do novo Estádio da Luz, Javi García partilhou três deles, fazendo 64 jogos [nove para a Liga dos Campeões, 11 para a Liga Europa, 34 para o Campeonato, quatro para a Taça de Portugal e seis para a Taça da Liga] e marcando oito golos. Um deles vai ficar “para sempre” na memória do espanhol.

Quarta-feira, 2 de março de 2011. Benfica e Sporting disputavam, num Estádio da Luz com quase 50 mil espectadores, um lugar na final da Taça da Liga. Hélder Postiga inaugurou o marcador (21’), Cardozo igualou (34’) e Javi García sentenciou a partida (90’+2′). Franco Jara centrou alto, Cardozo desviou a bola e deixou-a mesmo à frente do espanhol, que apenas teve de desviar de Rui Patrício.

“O melhor momento que eu vivi no Estádio da Luz foi no dérbi. Foi numa receção ao Sporting, para a Taça da Liga, onde ganhámos e eu marquei o segundo golo. Foi já no prolongamento e, para mim, foi impressionante. Não sou de marcar muitos golos e marcar o golo da vitória contra o Sporting num dérbi com o Estádio completamente cheio, ver toda a gente a gritar, ainda por cima eram os últimos minutos… Foi um momento que nunca esquecerei. Este golo vai ficar para sempre na minha memória”, confessou Javi García em declarações exclusivas ao Site Oficial.

RamiresFoi em conversas com Luisão e Anderson que Ramires ouviu falar da singularidade, da grandeza e do ambiente do Estádio da Luz. “Isso também pesou no momento de assinar pelo Benfica”, admitiu o internacional brasileiro em declarações exclusivas ao Site Oficial.

“Antes de ingressar no Benfica, falei com o Anderson, central que tinha jogado no Clube e que na altura estava comigo no Cruzeiro. Ele falou-me dos adeptos, do seu fervor em casa, mas também fora. Depois, na seleção do Brasil também estive com o Luisão e ele confirmou tudo. Esse ambiente também ajudou na decisão de ir para o Benfica”, contou o centrocampista que foi titularíssimo de águia ao peito em 2009/10.

Quando cheguei, confirmei tudo aquilo que eles me disseram. Estive apenas um ano no Benfica, mas houve tantas coisas boas. Foi um ano em cheio, bem vivido”, sublinhou o médio que no verão de 2010 voaria da Luz para o Chelsea.

“Um momento especial foi quando me estreei no Benfica no Estádio da Luz. Porém, a conquista do Campeonato bateu tudo. Aquele último jogo com o Rio Ave foi uma grande festa, com a comemoração do título nacional”, elegeu Ramires.

Ramires

“Outro jogo que me marcou muito, pelo resultado e pela qualidade exibicional, foi a vitória sobre o Everton na Liga Europa [5-0, na fase de grupos]. Foi espetacular“, adicionou o jogador, que, aos 31 anos, está vinculado ao Jiangsu Suning, da China.

“Recordo também com muita satisfação o clássico que ganhámos ao FC Porto [1-0] e o dérbi em que vencemos o Sporting [2-0]. Nessa partida, aliás, tive a oportunidade de fazer um passe [de calcanhar] para o Aimar marcar um golo. Os adeptos na Luz sempre foram fantásticos!”, exclamou o médio.

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