Plano “central” dos rivais para o clássico saiu furado

image (1)Desde o abandono de Luisão da carreira de futebolista, deixando o plantel encarnado resumido aos quatro centrais que com ele completavam o quinteto escolhido por Rui Vitória, que vários foram os problemas neste setor nevrálgico da equipa. Qual teste à capacidade de superação de Rui Vitória em reeiventar duplas de centrais, O Benfica teve de superar logo a primeira contrariedade com a lesão de Jardel no encontro de Atenas.

Estava lançada a oportunidade do sistema rival imposto na nossa Liga já apelidada (e bem) de Blue Velvet. Sem o natural substituto do capitão Luisão, Jardel era carta fora do baralho por um par de semanas. Daí até à expulsão de Rúben Dias foi um saltinho. A mesma sorte (rara) calhou a Germán Conti, também ele estratégicamente expulso pelos condicionados de negro.

Rúben Dias cumpriu, e Lema teve de fazer de Conti ou Jardel. Era mais uma dupla inédita e logo no clássico. O habitual ataque vertiginoso e musculado do FC Porto tinha aqui uma hipotética porta para, num golpe furtuito de contra-ataque (gosto de chamar assim), selar a surpresa à semelhança do que aconteceu na época transata.

Cristian Lema estava preparado.  Apesar da sua importãncia que passou despercebida no clássico, Lema é já um jogador feito, também ele habituado a futebol musculado do Campeonato argentino. O reforço das águias, que até agora fora quarta opção de Rui Vitória, teve a sua estreia oficial no clássico, e limpou tudo, a par de Rúben Dias, ao ponto de não se ter quase ouvido falar dos avançados dos dragões. Foi mesmo o primeiro a entender melhor o estilo de jogo musculado dos portistas. Mas Lema não estava preparado era para o sistema inclinado da arbitragem portuguesa. Até para um sul-americano a sua expulsão foi surpreendente. O golpe estava feito, e a terceira expulsão seguida de um central do Benfica estava concluída. Com um jogador a menos, os dragões viram que aquela era a janela de oportunidade que o apitador lhes dava, para nos últimos minutos evitarem a derrota na Luz.

Veio então a superação de um super central, nascido e criado no Caixa Futebol Campus. É para isto que eles são feitos. feitos da fibra com que Rúben Dias valeu por dois, e fazendo dupla consigo mesmo, mais a ajuda de Fejsa e de Alfa Semedo recém entredo, foi banalizando os insatisfeitos atacantes portistas. Qual capitão sem braçadeira, o jovem internacional português para os próximos 15 anos, foi para muitos o “Man of the Match”.

 

Nuno Alexandre Costa

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