Luisão: A grande entrevista após fim de carreira

Fica para a história do Benfica pelo que fez em campo durante 15 anos, pelos 20 troféus que ajudou a conquistar com o Manto Sagrado e por outros números fantásticos que lhe dão o estatuto de lenda. “Foi tudo tão intenso, parece que passou tão rápido”, confessa Luisão, entre muitas recordações, análises e revelações, na primeira grande entrevista, em exclusivo aos meios do Clube, após o encerramento da carreira.

mais titulado de sempre no Clube, o jogador que mais vezes envergou a braçadeira de capitão (414 jogos) e o segundo com mais partidas de águia ao peito (538), com esse pormenor de ter sido sempre titular. São factos que o alinham com outros nomes lendários do Benfica, como Eusébio, Mário Coluna ou Nené.

Como têm sido vividos estes primeiros dias após a retirada?

São outros hábitos. Começo este “bate-papo com o coração um pouco acelerado, porque ouvir dizer “Eusébio, Coluna, Nené e Luisão”… Isso para mim já é uma satisfação enorme, porque é o meu nome junto de jogadores acima da média. Foram dias emocionantes, passei a maioria do tempo em família, também a ver todo o carinho recebido nas redes sociais, na rua, dos adeptos, do clube. Foram dias de grandes emoções.

Vamos recuar até ao início. Chegou muito novo ao Benfica, mas já com um currículo rico enquanto jogador: já era campeão no Brasil. Em que contexto apareceu o Benfica?

Eu já tinha saído do Juventus e ido para o Cruzeiro; já tinha sido campeão brasileiro e campeão pela seleção, mas tinha o sonho de sair do Brasil e jogar num clube grande na Europa. Surgiu num cenário de um menino a sonhar e que de repente viu a camisola do Benfica no centro de treino, jornalistas portugueses à volta. Com o clube na cabeça, comecei a lembrar-me de Eusébio, a sentir aquele friozinho na barriga e o desafio ficou mais próximo.

Que ideia tinha do Benfica naquela altura? Hesitou nalgum momento?

Não, não hesitei em momento algum. Eu era jovem, mas tinha a noção da ligação entre Portugal e Brasil. Não tinha a noção do que encontrei logo no aeroporto quando cheguei, não imaginava a grandeza, mas já sabia que o Benfica era um nome forte.

Socorreu-se de alguém para saber o que vinha encontrar?

Eu estava em estágio para jogar o Ponte Preta-Cruzeiro, em Campinas. Nem tive tempo para passar no apartamento onde eu morava para apanhar outra roupa. O meu empresário, Giuliano Bertolucci, ligou-me a dizer que tinha dado certo e que eu ia sair do estágio diretamente para o aeroporto para viajar à noite.

Na altura, qual foi o papel do Presidente Luís Filipe Vieira?

Foi o principal. Foi ele quem me foi buscar ao Brasil, quem acreditou e apostou em mim. A história, bonita, desenrolou-se ao longo dos anos, mas ele fez o principal: foi ao Brasil e acreditou num jogador que até então era uma promessa.

Luisão

“Quero fazer história.” A afirmação é sua e fez a primeira página do Jornal O Benfica há 15 anos. Quando disse aquilo, era tudo convicção, ou um desejo do que pretendia?

Quando vejo isso passa-me um filme pela cabeça, porque estamos a falar do título de uma capa do dia 3 de setembro de 2003 e agora estamos em 2018. Eu disse isso porque era o meu objetivo mesmo. Não conseguia ver o Benfica como um sítio para jogar apenas um ou dois anos. Queria fazer história. Vi a grandeza do Clube e a paixão dos adeptos. Não imaginava que ia conseguir, mas ia batalhar muito.

Que recordações guarda desses primeiros tempos no Benfica?

O que fica marcado para mim é que, quando cheguei, fomos treinar em Massamá, entrei no vestiário e não havia um chuveiro normal, apenas um cano. Vim do Cruzeiro, que tinha um centro de treinos do melhor que havia no país, e vendo já aquilo que a seleção do Brasil tinha. Cheguei aqui e vi um Benfica sem estrutura, um pouco estranho para aquilo que imaginava.

Foi-lhe transmitido que havia um projeto e que aquele não era o verdadeiro Benfica?

É aí que valorizo muito a história da minha trajetória no Clube. A primeira vontade que tive foi ligar para o meu empresário e dizer-lhe que aquilo que encontrei não era possível, que assim não dava. E aí o Presidente chamou-me e disse: “O que você encontrou aqui, daqui por uns anos não vai ser nada disso. A minha visão é esta: vou colocar o Benfica onde merece estar. Já construímos o Estádio, o Centro de Treino vai ser gigantesco e nossa estrutura a longo prazo vai ser essa.” Por isso valorizo tanto a visão do nosso Presidente. Aconteceu tudo tal e qual ele me falou naquele começo e não tem limites para finalizar.

O Presidente Luís Filipe Vieira mostrou confiança no projeto idealizado, mas também que contava com Luisão para muitos anos…

Fico muito feliz, é sinal de que o Benfica ainda tem muita coisa para conquistar. Vejo toda a etapa que foi construída e o que ele faz hoje, sabendo onde quer chegar. Eu, que sou fã de projetos, metas e estratégias, fico feliz com a colocação dele. Sei que o Benfica tem um futuro promissor pela frente e sabe a grandeza que pretende atingir, porque vejo isso no líder, que é o Presidente.

O novo Estádio da Luz tem 15 anos, foi inaugurado depois de Luisão entrar no Benfica. Estabeleceu naquele palco uma relação muito particular com golos importantes…

Aquele golo que fiz contra o Belenenses no Estádio Nacional, na minha estreia, tinha de ser marcado no Estádio da Luz… Fui um privilegiado por, entre tantos jogadores brasileiros de qualidade, ter conseguido chegar a um clube gigantesco como o Benfica e fazer golos decisivos, fazer história… Sempre procurei ser resiliente, superar-me, Luisão contra Luisão no dia a dia, mas, diante de tudo o que aconteceu, só posso dizer que fui um privilegiado. Foi aquele golo do título [em 2004/05], outros golos em jogos decisivos. Também por isso o adepto me valoriza e respeita.

Luisão

Quais os momentos desportivos que mais o marcaram?

Aquele golo do título [em 2004/05]. Não tem como fugir a isso, porque o Benfica não ganhava há bastante tempo. O jogo estava complicado, empatado, e marquei aos 87 minutos, salvo erro. A gente precisava. E outro foi quando quebrei o braço, porque foi um novo desafio na minha vida: mostrar que o Luisão ainda tinha chance de renascer e que era uma mais-valia para o Clube a quem tanto devo.

Como lidou com a perda de amigos nesse percurso?

O Fehér faleceu na época em que cheguei. Eu estava lesionado e falhei aquele jogo em Guimarães. Naquela altura eu morava sozinho. Assistia ao jogo pela televisão no meu apartamento e não sabia o que se estava a passar. Comecei a ficar depressivo, sabendo depois que ele faleceu. Aquela imagem ficou remoendo na minha cabeça. O armário dele no Estádio era ao lado do meu. No dia seguinte chegar lá, ver aquelas flores, a camisola, ir ao enterro dele… Foi muito complicado. Quem viveu aquele momento sabe que não foi nada fácil. Era um companheiro espetacular. Foi um momento triste, mas que também mostrou que o Benfica é feito de renascimento.

Ganhou o seu primeiro troféu pelo Benfica no fim dessa época.

Foi maravilhoso. O Benfica já não conquistava a Taça de Portugal há algum tempo. Vencemos um rival que estava muito bem, muitos não acreditavam que a equipa chegaria ali e faria o jogo que fez. Foi uma comemoração imensa. Deu para ver um pouquinho da grandeza do Clube, dos adeptos, a essência da famosa Mística Benfiquista. Depois, a conquista do Campeonato em 2004/05 foi ainda mais espetacular.

Foi um Campeonato difícil de ganhar…

Sim, foi difícil, tivemos de lutar muito com as nossas armas. Não tínhamos uma equipa que enchia os olhos a jogar futebol, mas tínhamos jogadores que faziam a diferença e lutávamos muito. Tínhamos um treinador, Giovanni Trapattoni, que dispensa comentários. Levávamos o carisma dele para dentro de campo. Tínhamos o Mantorras, que quando entrava tinha o seu momento e resolvia. Foi espetacular.

O que sentiu quando levantou a primeira Taça, já como capitão?

A perna bambeia, fica-se muito emocionado, realizado, sabendo que se está a levantar uma Taça, a representar o Clube e todos os companheiros naquele momento de glória. Costumo dizer que é pena que só um levante a Taça. Devia haver uma para todos os jogadores que a conquistaram, para que todos aparecessem, mas como é apenas um a fazê-lo, só podia sentir-me orgulhoso.

Luisão

O Benfica foi Campeão Nacional em 2009/10, disputando esse título até ao fim com o Braga e não com FC Porto e Sporting.

Tenho de dar uma palavra de parabéns ao Braga, que nesse ano fez um campeonato espetacular. Eles só não conquistaram porque nós fizemos uns pontos acima do espetacular deles. O Braga obrigou-nos a não errar. A nossa equipa era muito acima da média.

O Benfica começou o caminho do Tetra em 2013/14, época em que Eusébio faleceu. Foi em janeiro de 2014. Aconteceu aí o clique para aquele ano imaculado?

Eusébio fica marcado na minha carreira também por ter participado na minha apresentação. O Rei Eusébio dava-me um abraço quando me encontrava, perguntava como estava a família. Se não tivéssemos vencido aquele jogo, eu teria ficado muito triste. Mas não tinha como. Depois do falecimento dele, entrámos com uma força tão grande que, mesmo se jogássemos apenas com cinco jogadores, íamos ganhar [o clássico com o FC Porto]. Entrámos com o nome “Eusébio” nas nossas costas, era uma responsabilidade muito grande. Sentíamos que tínhamos a obrigação de ir até ao último minuto, lutar de uma maneira que venceríamos mesmo. Se faltasse a força, um tinha de puxar pelo outro, carregar nas costas, porque era o respeito que tínhamos perante uma figura que elevou o patamar do Benfica e da Seleção. Ele jogou contra Pelé, que o respeitava muito. Posso dizer que nesse dia, mais uma vez, o Benfica renasceu. Numa dificuldade, pela perda de uma pessoa que respeitávamos muito e por termos logo um clássico contra o FC Porto. A tendência seria haver uma nuvem negra sobre o nosso ambiente e as coisas não saírem, mas o que vivemos no balneário, a nossa mentalização, olhar para a camisola e ver que, além do Benfica, também estávamos a representar o Eusébio… Choveu muito no dia desse jogo, mas a cada dividida havia três jogadores nossos para um da equipa adversária. Ninguém nos segurava.

O Benfica sagrou-se Tetracampeão e, nesse período, somou mais sucessos. Que análise faz a esse período?

Houve muito trabalho. O Benfica tem mais de 100 anos de história e conquistou o seu primeiro Tetra. Desse longo percurso, o que fica é o seguinte: ganhávamos um e na comemoração já falavámos entre nós que só faltavam 30 dias para começarmos a ganhar o próximo. Quando se conquista, tem de comemorar, tem de se valorizar, porque são muitos a lutar pelo mesmo objetivo. A resiliência com que trabalhámos nesses quatro anos foi espetacular.

Luisão

Na temporada do Tri, o Benfica esteve a oito pontos do primeiro lugar, mas deu a volta e bateu o recorde de pontos do Campeonato. Onde foram buscar forças?

Uma coisa que se tem de ter é respeito pelo Benfica. Nenhum adversário pode subestimar o valor, a grandeza do Clube. Estávamos numa dificuldade, vendo os outros a ganhar, só que o Benfica fecha-se de uma tal maneira que enquanto não conquistar não está realizado. O ano do Tri ficou marcado por isso.

No Tetra houve outros pormenores. Como foi a cobrança do Presidente?

Muitas vezes as pessoas não têm noção da ligação que o Presidente tem com a equipa. Eu fiquei admirado por ver um líder no balneário a falar de igual para igual com os jogadores. Quando se perde, é o primeiro a estar intacto já a pensar no próximo jogo. Essa ligação fortalece muito o jogador. No ano do Tetra, quando as coisas não estavam muito bem (após uma derrota com o Marítimo), ele chamou-me no dia seguinte e disse-me: “Luisão, eu vou colocar aqui as coisas de que a gente vai precisar: sempre ambiciosos, humildade, determinação e compromisso.” Escreveu com a letra dele e disse-me: “Luisão, se você conseguir colocar essas quatro coisas dentro do balneário, vamos ser tetracampeões. As pessoas sabem que quando o Benfica embala é difícil segurar, e é por isso que muitas vezes as críticas aparecem. Fui para casa, coloquei o papel na parede durante esse dia e pensei: quando a gente for campeão, eu vou entrar no balneário, chamá-lo e entregar-lhe esse papel. Era um desafio para mim. À medida que fomos chegando, comecei a visualizar e a sonhar com esse momento de entregar o papel. Levei-o na minha bolsa duas ou três rodadas, confesso, quando estávamos próximos da oportunidade, até que chegou o dia de ser Tetra. Diante de todos, chamei-o e disse-lhe: “Presidente, está aqui o papel e o sentimento de dever cumprido.”

Falámos do Presidente, falemos agora do treinador Rui Vitória…

Rui Vitória é super-honesto. Fica como meu último treinador e só tenho de agradecer por todos os anos. Foi sempre amigo, aberto e frontal, o que não é fácil numa posição como a dele. Não tenho nada de reclamar. Pelo contrário, tenho de agradecer a maneira frontal como ele me tratou e a liberdade que me deu para eu conversar com ele. Fico chateado por ver que, depois da homenagem, ainda há gente que quer criar uma onda entre o Luisão e o Rui, mas não é possível. Da maneira como fomos frontais e amigos – e a amizade vai continuar além do futebol –, não tem como criar polémica.

Não sai magoado…

De maneira alguma! Não posso sair magoado com uma pessoa que no dia a dia me ajudou a ser campeão, a competir com os meus colegas para tentar buscar um espaço. Como é que vou sair magoado com uma pessoa assim? Na decisão de colocar um fim na carreira, a conversa que tivemos foi supertranquila, em dois minutos. Procurei agradecer-lhe e disse-lhe: “Míster, obrigado, acho que chegou a hora.” A amizade vai continuar e vou estar sempre a apoiar.

Luisão

O que faltou para o Penta?

Detalhes. Aquela coisa que vemos no futebol: uma bola que entra ou não entra. No jogo no nosso Estádio tivemos oportunidades para ganhar ao FC Porto e num chuto de fora da área acabámos por perder. O trabalho foi feito, de forma consistente, a dedicação foi no nível máximo. Durante a época também houve humildade no momento em que estávamos atrás para chegar à frente, e depois soubemos valorizar quando estávamos na frente.

O que é que o fez ficar no Benfica todos estes anos?

Foi sempre a visão do Presidente. Foi sempre ele que me fez acreditar num rumo, num sonho. Agora que encerrei a carreira, vejo que foi ainda melhor do que eu esperava. Estou-lhe muito grato.

As palavras são do Presidente: “Luisão é o meu companheiro de viagem.” O que sentiu quando ouviu esta afirmação?

A palavra “companheiro”, para mim, passou a ter ainda mais sentido quando ele disse isso. A palavra em si tem uma simplicidade tamanha e nessa palavra podemos viajar: colocamos a honestidade, o carinho, a relação tão próxima. É uma palavra com muito significado para mim. Mas eu acho que ele foi muito mais meu companheiro, porque deu-me muito mais. Ele é um líder, gere um clube de expressão mundial. É uma pessoa que transformou o Benfica ao longo desta viagem e que fez dele um exemplo de gestão. Quando uma pessoa como o Presidente me trata por companheiro de viagem, eu tenho de ficar duplamente orgulhoso, por ser companheiro e por fazer parte da viagem.

Sai resolvido com o fim da carreira de jogador para agora começar uma nova etapa com a mesma ambição?

O meu compromisso era honrar o Benfica até ao último dia como jogador, e eu sei que o fiz. O meu objetivo era ajudar o Clube até não poder mais fisicamente. Tem de se ser sempre respeitoso com a instituição. Vou honrar o nome Benfica com a mesma garra e o mesmo empenho que tive como jogador de futebol. O Clube deu-me quase tudo, e eu tenho a obrigação de continuar com garra, determinação, respeitando o Benfica e fazer com que as pessoas também respeitem. A Mística também é feita pelo adepto. Ele tem a obrigação de fazer com que o Clube seja respeitado, esteja onde estiver. Os outros têm de perceber que está ali um Benfiquista.

A homenagem mexeu muito consigo?

Mexeu muito, sim. Houve ali um momento em que tive de me conter um pouco e respirar, a minha voz ficou embargada. Mexeu muito pela história, por tudo o que vivi aqui, foi tudo tão intenso, tão dinâmico, parece que passou tão rápido… No final, quando se pára e se pensa em tudo o que aconteceu, mexe.

Luisão

Vai ter um jogo de homenagem, de despedida. Como vai ser?

A decisão sempre foi essa, porque não tem como desligar longe dos adeptos, do Estádio da Luz lotado. Eu quero ter o prazer de tocar na bola, olhar para as bancadas e vê-las cheias, com os adeptos a vibrar. A cerimónia que o Benfica fez todos os clubes mundiais deviam fazer por um jogador que se dedica tanto ao clube. Só falta a cereja em cima do bolo, que é o jogo de homenagem, que vai acontecer. Só temos de encontrar o melhor momento para definir a data, mas está tudo pensado. Quero ter a oportunidade de me despedir dos adeptos que tanto carinho me dão na rua. Eles também fizeram o Luisão.

Vai ficar ligado ao Benfica…

Sim, com certeza, não tem como encerrar essa ligação. Já estruturámos a nossa vida para continuarmos em Portugal e estarmos próximos do Benfica.

É um homem realizado com o que fez e preparado para o que aí vem?

Realizado, sim, porque senti o carinho de todas as pessoas, o respeito, e já desafiado pelo que pode vir pela frente.

O desafio assusta-o?

Não fico assustado. Penso como pode vir a ser o começo e o desenrolar. “Assustado” é uma expressão mais forte. Nunca fiquei assustando jogando futebol e acredito que trazendo essa disciplina também não ficarei, porque sei lidar com determinadas emoções.

Que mensagem quer deixar aos Benfiquistas?

Poderia dizer tanto, mas há uma coisa que, pela experiência ao longo dos anos, eu lhes quero passar. Cada Benfiquista tem de ter noção do que é jogar pelo Benfica. Ele não entra em campo, mas ele joga pelo Benfica. Quando pegar no cachecol e na camisola e for para o estádio, tem de ter esta noção: “Eu vou disposto a jogar, a ser na bancada a extensão daqueles jogadores no campo.” Tem de ter este sentimento: “Eu sou o 12.º jogador.” Cada Benfiquista que existe mundo, a torcer no estádio ou em casa, deve assumir este papel: “Eu sou Benfiquista, eu não critico a minha equipa nem um jogador, aconteça o que acontecer.” Quero que esta mensagem entre no coração de cada Benfiquista: que grite e saia rouco do estádio, independentemente do resultado, porque isso mostra amor e paixão pelo Clube. É a grandeza do Benfica e de cada Benfiquista. Esse um, juntando aos outros, faz um todo muito grande.

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