AEK é excepção à história favorável do Benfica com equipas gregas

aek-athensO Benfica joga amanhã em Atenas, na Grécia, com a história a favor… e contra. Por um lado, tem saldo muito positivo diante de equipas gregas, com nove vitórias, dois empates e seis derrotas (24-19 em golos marcados e sofridos) diante de adversários helénicos, por outro perdeu a única partida que realizou fora de casa com o AEK, então para a fase de grupos da Liga Europa e sob o comando de Jorge Jesus. Em termos gerais, nove encontros nas competições europeias em solo grego, quatro vitórias e cinco derrotas, ao passo que o AEK tem saldo muito negativo em confrontos com equipas portuguesas: seis partidas, duas vitórias e quatro derrotas. A moralizar as águias podem estar, no entanto, as memórias recentes: afastamento do PAOK, rival do AEK Atenas, na última etapa da caminhada para a fase de grupos da Liga dos Campeões em vigor.

 

 

PAOK, 1 – Benfica, 4

(Prijovic 13’); (Jardel 20’, Salvio 26’ (p), 50’ (p) e Pizzi 39’)

29 de agosto de 2018

Play-off de acesso à Liga dos Campeões

Depois de um empate em Lisboa (1-1) na primeira mão do ‘play-off’ de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica de Rui Vitória jogava tudo em Salónica. Tudo mesmo: objetivos desportivos, prestígio e dinheiro, muito, ou não valesse a entrada na fase de grupos a ‘modesta’ quantia de 43 milhões de euros. Valente susto para as águias quando o ‘pinheiro’ Prijovic marcou, mas a cambalhota no marcador não demorou e Jardel e Salvio colocaram as águias a vencer ao intervalo. Na segunda parte a passadeira estava estendida e a goleada chegou naturalmente em partida de regresso para Seferovic.

 

 

PAOK, 0 – Benfica, 1

(Lima 59’)

20 de fevereiro de 2014

16 avos-de-final da Liga Europa

Primeira mão na Grécia, Salónica a ferver, com a esperança dos adeptos do PAOK, que enchiam o Toumba, mas vitória da eficácia e da experiência do Benfica de Jorge Jesus, que sonhava com a final da Liga Europa, depois de experiência frustrada na Champions. Golo de Lima a gelar as bancadas e a causar revolta nos fanáticos gregos, dado que o atacante brasileiro de encontrava em posição de fora de jogo quando enviou a bola para o fundo da baliza. Lino, brasileiro que representara o FC Porto, e Katsouranis, médio que brilhara de águia ao peito, foram adversários, ao passo que outro ex-benfiquista, o central Miguel Vítor, ficava de fora, devido a lesão.

 

 

Olympiakos, 1 – Benfica, 0

(Manolas 13’)

5 de novembro de 2013

Fase de grupos da Liga dos Campeões

Uma grande exibição de Roberto, antigo guarda-redes do Benfica, tramava o Benfica de Jorge Jesus, que jogava na Grécia a esperança de prosseguir na Liga dos Campeões. Oportunidades perdidas atrás de oportunidades perdidas, sobretudo depois do golo de Manolas, cabeçada fulminante no eixo da área benfiquista, sem qualquer efeito face à exibição do espanhol, que jogava de raiva, após passagem sem glória pela Luz e erro monumental no jogo do Olympiakos no Estádio da Luz a 23 de outubro (1-1, com Cardozo a empatar para as águias perto do final da partida).

 

 

AEK Atenas, 1 – Benfica, 0

(Majstorovic 43’)

1 de outubro de 2009

Fase de grupos da Liga Europa

O Benfica de Jorge Jesus, carregado de nomes sonantes, como David Luiz, Pablo Aimar, Di María, Ramires, Cardozo ou Saviola, perdia inesperadamente em Atenas, face ao golo solitário do defesa sueco Daniel Majstorovic. Manduca, atacante brasileiro, levava a melhor sobre a antiga equipa, ele que fora dispensado do Benfica anos antes. Era a segunda jornada e as águias mantinham a qualificação viva, dado que tinham derrotado antes, em casa, o BATE Borisov, por 2-0.

 

 

Olympiakos, 5 – Benfica, 1

(Galletti 1’, Patsatzoglou 17’, Diogo 24’ e 53’, Belluschi 44’); (David Luiz 33’)

27 de novembro de 2008

Fase de grupos da Taça UEFA

O Benfica conhecia uma das piores noites europeias da sua história, com o espanhol Quique Flores ao leme. Na Grécia, primeira parte desastrosa, com os golos a sucederem-se e a desvalorizarem o remate certeiro do brasileiro David Luiz, que reduzia a desvantagem, mas por pouco tempo. A equipa dirigida pelo espanhol Ernesto Valverde arrasava, pois, um conjunto encarnado com estrelas como Suazo e José Antonio Reyes, mas onde se apresentavam, igualmente, nomes como Binya e Balboa, que viriam a deixar imagem pobre em Lisboa.

 

 

PAOK, 1 – Benfica, 2

(Frantzeskos 90’; Nuno Gomes 68’ e Ronaldo 90’)

21 de outubro de 1999

2.ª eliminatória da Taça UEFA

Primeira mão de boa memória para os encarnados, que marcaram na segunda parte por um goleador, Nuno Gomes, e um central brasileiro, Ronaldo, e deram vantagem às águias na eliminatória, decidida depois favoravelmente na Luz… através de grandes penalidades. O egípcio Sabry, com exibição de gala, convencia, pois, o Benfica a contratá-lo, fruto de dois grandes jogos. E o médio grego, Machairidis, que não deixou grande imagem na Luz, também era figura deste PAOK, que deu luta à formação de Jupp Heynckes.

 

 

Olympiakos, 1 – Benfica, 0

(Anastopoulos 21’)

19 de outubro de 1983

2.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus

Um Benfica de consagrados, como são bons exemplos Carlos Manuel, Diamantino Miranda, Manniche, José Luís, Oliveira, Álvaro, António Bastos Lopes e Bento, caía em Atenas, mas sem estrondo, pois no Estádio da Luz deu a volta à eliminatória, com golos de Filipovic, Diamantino Miranda e o dinamarquês Manniche. Não obstante, ficava uma vez mais a ideia de que o ambiente de Atenas afetava os encarnados. E os adeptos gregos que assistiam ao jogo atrás das balizas (mesmo atrás, não nas bancadas, mas a dois metros das redes…) também contribuíam para isso!

 

 

Aris, 3 – Benfica, 1

(Ballis 17’, Pallas 21’ (p), Zindros 58’; Reinaldo 30’)

19 de setembro de 1979

1.ª eliminatória da Taça UEFA

Derrota pesada do Benfica em Salónica, que custaria adeus prematuro às competições europeias, uma vez que em Lisboa as águias só conseguiram vencer por 2-1 na partida da segunda mão. Os golos de Reinaldo e Jorge Gomes, atacante brasileiro e primeiro estrangeiro da história do Benfica, seriam, pois insuficientes, dado que Semertzidis, ao minuto 80, gelou a casa encarnada. Mário Wilson dirigia então um Benfica de figuras como Humberto Coelho e Fernando Chalana.

 

 

Olympiakos, 0 – Benfica, 1

(Nené 29’)

3 de outubro de 1973

1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus

O Benfica de Jimmy Hagan selava em Atenas uma eliminatória vitoriosa, com golo solitário do goleador Nené, ainda na primeira parte, a acabar com as esperanças gregas. Era também o Benfica de Eusébio e António Simões, que não marcaram, no entanto, em qualquer das partidas, pois o golo de Lisboa foi apontado por Messias Tímula, perante quase 32 mil espectadores no Estádio da Luz.

 

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