Eficácia bávara superou atrevidos “rodriguinhos” das águias

Sem medo de encarar o Bayern olhos nos olhos, o Benfica discutiu os primeiros pontos na Liga dos Campeões 2018/19, teve as suas oportunidades de golo, mas o hexacampeão alemão foi mais certeiro na finalização e saiu do Estádio da Luz (60 274 espectadores) com uma vitória (0-2).

O Bayern, com Renato Sanches a titular (estreia em 2018/19), conseguiu entrar melhor no jogo e instalar-se no meio campo ofensivo. Colheu um par de cantos e, num lance bem elaborado pela esquerda e com conclusão de qualidade de Lewandowski no interior da área, adiantou-se no marcador aos 10’: 0-1.

A partir do minuto 20, o Benfica começou a assentar o seu futebol. Mais confortável nas movimentações e nas ligações no espaço ofensivo, foi obrigando o Bayern a recolher-se e a compactar-se para vedar acessos à baliza de Neuer.

Cervi

Pela direita, o Benfica criou a primeira grande oportunidade para igualar a partida aos 28’: Salvio foi o responsável pela finalização da jogada, mas ao remate do argentino respondeu Neuer com uma estirada absolutamente decisiva, impedindo que a bola beijasse as redes germânicas.

Perante um Bayern sempre venenoso com a bola nos pés e mais ainda quando dispunha de larguezas, a equipa benfiquista soube pôr-se por cima e assumir o comando do jogo na fase final do primeiro tempo, mas faltou-lhe contundência nos últimos metros para rasgar a última linha alemã.

O primeiro sinal de perigo no segundo tempo saiu das botas de Salvio, mas o camisola 18 do Benfica, numa ação individual, não conseguiu furar pelo meio, já em cima da grande área (50′).

Pizzi

Renato Sanches, em excelente plano no Bayern, arriscou um remate de meia distância sem sucesso (52′) e, logo a seguir, com a equipa em posse, aplicou um dos seus esticões (54′) e lançou os bávaros para um ataque rápido, num lance que o mesmo Renato haveria de terminar já na pequena área (após cruzamento de James Rodríguez na esquerda), batendo Odysseas (0-2). Após o golo, o ex-benfiquista pediu desculpa aos adeptos, que, com fair play, lhe dispensaram uma salva de palmas.

As dificuldades aumentavam, mas o Benfica não se rendeu: na sequência de um livre cobrado por Pizzi à direita, Rúben Dias, aos 60′, apareceu na área para cabecear à matador, só não marcando porque Neuer voou e sacudiu para canto. Logo a seguir foi Jardel a usar a cabeça para tentar superar o guarda-redes alemão, mas a bola saiu à figura.

Gabriel

Já com Rafa e Gabriel nos lugares de Salvio e Pizzi (62′), a equipa encarnada tentou ter bola e desenhar novas soluções no relvado (fecharia o encontro com 14 remates, ao nível do que o adversário fez), mas a organização do Bayern e o seu guarda-redes opunham-se às investidas.

Zivkovic (por Gedson aos 75′) também se juntou à nova fórmula ofensiva no quarto de hora final. O sérvio, aliás, teve um cabeceamento na direção do alvo, mas Neuer estava lá (83′). Nos últimos minutos, o Bayern procurou guardar a vantagem com a bola nos pés, fazendo uso de uma circulação larga e segura, mas sempre à espreita das lanças afiadas no ataque.

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