Águias viram-se gregas na finalização e agora… Toumba

O Benfica produziu um futebol de qualidade, criou oportunidades de golo em série, mas defesas atrás de defesas de Paschalakis e alguma ineficácia dos atiradores inviabilizaram a construção de uma vitória que se justificava e por números folgados. Num livre lateral, o PAOK provocou o 1-1 final na primeira mão do play-off da Liga dos Campeões. Um desfecho falso e injusto.

O jogo decisivo da última eliminatória de acesso à Liga dos Campeões disputa-se na próxima quarta-feira, dia 29 de agosto, em Salónica, no Estádio Toumba.

Perante um PAOK a querer discutir a posse de bola, como se esperava, o Benfica alternou largura e profundidade nos primeiros minutos do desafio para forçar desequilíbrios e descobrir brechas na organização defensiva da equipa grega.

Benfica-PAOK

Com visão e velocidade de execução ainda no interior do meio campo benfiquista, Pizzi, aos 5’, criou a primeira oportunidade de golo. A bola, aliás, entrou mesmo na baliza defendida por Paschalakis, tocada por Gedson, que se soltara nas costas da defensiva contrária, mas a equipa de arbitragem entendeu que ainda houve um toque de Ferreyra na bola antes de esta chegar ao jovem médio das águias, que assim estaria em posição irregular. Golo anulado.

Até ao minuto 20, a partida foi dividida e o PAOK quis acercar-se da baliza de Odysseas, com Prijovic (8’) e Cañas (14’) a chutarem de fora da área, ambos por cima da barra. A meio do primeiro tempo, o Benfica descolou e começou a somar oportunidades de golo. A primeira aconteceu aos 23’: Cervi fugiu na esquerda e cruzou atrasado para a conclusão de Pizzi, que falhou o alvo por um palmo.

Benfica-PAOK

Pizzi estava ligado à corrente, expondo atributos técnicos e disponibilidade física. Aos 27’, o médio encarnado cortou a bola num remate de fora da área e acertou na parte superior da barra, com Paschalakis batido. No minuto seguinte, o mesmo Pizzi internou-se na área, pela direita, e, apesar de sofrer um toque de Cañaas, disparou para defesa do guardião do conjunto de Salonica.

Pizzi, Pizzi, Pizzi e mais Pizzi: aos 29’, André Almeida cruzou da direita e o camisola 21 das águias penteou a bola de cabeça, fazendo passar rente ao poste esquerdo. O Benfica estava claramente por cima e, pelo descrito, nesta fase da partida já podia estar a vencer por dois ou três golos, tal a quantidade de chances construídas. Aos 33’, Gedson posicionou-se na direita da área e, com um tiro cruzado, obrigou o guardião a defesa difícil, a dois tempos.

O desbloqueio no marcador deu-se em cima do intervalo: Gedson foi carregado de forma irregular na área, pelas costas, por Cañas, e o árbitro Milorad Mazic apontou de imediato para a marca dos 11 metros. Pizzi, com muita calma e categoria, bateu para a esquerda e enganou o guardião: 1-0 aos 45’+1’. Foi o primeiro golo sofrido pelo PAOK em três saídas nas rondas preliminares da Liga dos Campeões.

Benfica-PAOK

Chegado o período de descanso, a vantagem do Benfica só pecava por escassa. E foi com o pé colado ao acelerador que o Benfica entrou no segundo tempo, com Ferreyra a rematar duas vezes (48’ e 49’) para defesas de Paschalakis. Aos 57’, novo disparo de um benfiquista, na circunstância Grimaldo em apoio ao ataque pela asa esquerda, e mais uma grande intervenção do keeper do PAOK, negando o 2-0 aos encarnados. Aos 66’, triangulação desenhada por Pizzi e Gedson, com o mais jovem a fechar o lance com um disparo para defesa de Paschalakis.

Um remate desenquadrado do recém-entrado Warda (68’) indicava que o PAOK, sempre que podia, punha os olhos na baliza defendida por Odysseas, mas a verdade é que podia pouco. Ainda assim, no desenvolvimento de um livre sobre a direita, a equipa grega fez o 1-1: Fernando Varela cabeceou à barra e Warda, na recarga, acertou nas redes (76’).

João Felix

Com João Félix e Seferovic em campo (renderam Cervi e Pizzi aos 79’), e já com Rafa a acelerar na direita (substituiu Zivkovic aos 65’), o Benfica foi atrás de um golo que lhe garantisse a vitória. Aos 86’, João Félix, um estreante na Liga dos Campeões, executou um excelente passe a servir a entrada de Ferreyra que, no corredor central, disparou para nova parada do guardião do adversário que veio de Salonica. No minuto seguinte, Seferovic também procurou as redes, mas o remate passou sobre a barra.

A terminar o desafio (90’+3’), mais um remate ameaçador das águias, pelo pé esquerdo de João Félix, fazendo a bola passar junto ao poste direito.

 

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