Triunfo no Bessa em alta rotação e mais um miúdo lançado por Rui Vitória

Sólido em todos os sectores e incisivo nos últimos metros do terreno de jogo, o Benfica contornou um Boavista aguerrido e venceu por 0-2 no Estádio do Bessa, na 2.ª jornada da Liga NOS 2018/19. Há 12 anos que as águias não triunfavam neste reduto por margem tão confortável.

Organizado e com futebol positivo, o Boavista tentou discutir a posse no arranque do desafio, sempre à espreita de eventuais erros para desenhar contragolpes ou ataques rápidos como aquele que levou Falcone a rematar às malhas laterais (4’). O anfitrião procurou ter bola, mas o Benfica, com uma circulação segura, variada e ampla, trabalhou para contrariar e contornar as tentativas do adversário, apontando o seu jogo, minuto após minuto, na direção da baliza de Helton Leite.

O primeiro remate do encontro, aliás, foi da autoria de Cervi, logo aos 2’. André Almeida foi o segundo jogador do Benfica a tentar agitar as redes dos axadrezados, mas Helton Leite opôs-se ao tiro de fora da área com uma defesa para o lado (7’). A equipa benfiquista aquecia e experimentava os três corredores no ataque e Grimaldo também inscreveu o seu nome na lista de atiradores (9’).

Aos 23’, Pizzi, com um passe longo calibrado, solicitou o aparecimento de André Almeida no espaço, mas a execução era difícil e não teve consequência. Aos 29’ foi a asa esquerda que se articulou na construção e desenvolvimento do ataque, com Grimaldo a lançar Cervi e este a cruzar para o segundo poste, onde Salvio chega uns centímetros atrasado.

O Benfica rondava o golo e acertou mesmo na baliza do Boavista à passagem do minuto 35. E o mérito é carregado por Ferreyra: o argentino perdeu a bola, depois pressionou Carraça na área e, no duelo com o lateral e também Idris, levou a melhor; sem de deter, apontou a mira às redes e chutou rasteiro e cruzado para o 0-1. Foi o primeiro golo do avançado nesta edição da Liga NOS.

Ainda antes do intervalo, as águias tiveram nos pés o 0-2: um magnífico passe longo de Pizzi aos 40’ isolou Salvio, que, na cara de Helton Leite, rematou de pé direito para defesa do guarda-redes boavisteiro.

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O segundo tempo começou com o Benfica a procurar ampliar a diferença no marcador. Depois de um disparo de Gedson (47’) à entrada da área (à figura do guardião), Cervi esburacou na esquerda e centrou curto e atrasado para Salvio concluir o ataque com um remate quase na cara de Helton Leite, que sustém por instinto com um defesa incompleta (48’).

Agressivo sem bola e pressionando alto, o Benfica foi premiado com o 0-2 aos 62’. Salvio tapou uma saída a Neris, que perdeu a bola para o extremo das águias. Este embalou pelo flanco direito, invadiu a grande área e, com Ferreyra a arrastar a marcação, descobriu Pizzi solto, com espaço para atirar na passada e bater Helton Leite (0-2).

Do outro lado, Jorge Simão trocava peças e esgotava as substituições, mas o controlo e o domínio da partida passavam pelos pés dos jogadores do Benfica, que a partir dos 74’ tiveram Zivkovic no lugar de Salvio: foi a primeira mexida de Rui Vitória. Gedson foi o segundo a sair (rendido por Alfa Semedo aos 81′) e João Félix, em estreia oficial na equipa principal do Benfica, o último a entrar (substituiu Cervi aos 88′).

Sobre o fecho do encontro, Pizzi, isolado, e Jardel, de cabeça, tiveram oportunidades de golo para elevar a contagem para 0-3, mas sem sucesso.

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