Rui Vitória fez antevisão ao jogo na Luz com o Vitória de Guimarães

Depois da estreia oficial em 2018/19, coroada com triunfo sobre o Fenerbahçe na 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o Benfica encara agora o primeiro jogo na Liga NOS frente ao V. Guimarães, às 20h30 de sexta-feira, no Estádio da Luz. Rui Vitória sublinhou que a equipa está trabalhada para encarar os “obstáculos difíceis”.

O espaço temporal entre jogos é reduzido (as águias tiveram desafio de Champions na terça-feira e no dia 14 disputam a segunda mão na Turquia), mas Rui Vitória, em conferência de Imprensa de antevisão, realçou que os jogadores estão calejados pela experiência e sabem que só se pode jogar e ganhar uma partida de cada vez.

Como está a equipa do Benfica antes do arranque do Campeonato? Que leitura faz da capacidade do V. Guimarães, agora treinado por Luís Castro?

Estamos preparados. Vamos ter um jogo difícil, porque um jogo com o Vitória é sempre de exigência elevada, mas também temos noção das nossas capacidades e do nosso valor. Vamos encontrar uma equipa de qualidade, com um treinador de qualidade. Vê-se que está a começar bem, pelo rendimento apresentado na pré-temporada.

Estamos identificados com os conceitos de jogo do adversário, que vai querer pôr em campo as suas ideias e disputar o jogo pelo jogo, porque são assim as equipas do Luís, e o Vitória também, porque está a querer ser grande e intrometer-se na luta do topo da classificação. Estão aqui as premissas para um bom jogo, interessante de ser seguido. Só temos de ser claros na abordagem, com grande determinação e convicção, enfrentar o adversário e ganhar.

Rui Vitória

Este jogo antecede a viagem à Turquia onde o Benfica terá um desafio importante na próxima terça-feira. Que peso terá esta partida com o Vitória? Que gestão vai fazer?

Representar o Benfica é perceber este contexto. Todos os jogos são difíceis. Não se ganha dois jogos jogando só o primeiro. A perspetiva é pensar apenas no jogo com o Vitória. Sabemos que temos uma série de obstáculos difíceis, mas já sabíamos que era assim, já estávamos preparados para isto. Pensar já no jogo de terça-feira é a pior coisa que se pode fazer. Já estamos calejados nesta forma de pensar e falar.

Amanhã [sexta-feira], temos pela frente um obstáculo duro, difícil. Se não estivermos com todas as energias canalizadas para ali, estamos a perder o nosso foco. Claro que queríamos mais tempo para preparar o jogo, mas quanto mais nos desgastarmos com aspetos acessórios, menos fortes estaremos. Não queremos isso.

Gedson tem sido uma das novidades na equipa neste arranque de temporada. Esta aposta é um sinal de que vai contar com ele para a titularidade daqui para a frente?

Em relação ao Gedson ou qualquer Gedson que haja aqui no Benfica, isto é claro para mim: o primeiro requisito é a qualidade. Eu olho para um jogador – e assim o fiz com o Gedson – e faço as minhas contas, não quero saber que idade tem. Entra naquilo que entendo para aquela posição? Entra! Cumpre? Cumpre! E cumpriu satisfatoriamente, se calhar até acima do que toda a gente pensaria que seria possível. Está dentro dos requisitos que entendo para aquela posição e avança, tenha 18 ou 19 anos. O Gedson e o João Félix são jogadores de grande qualidade, com futuro garantido para o Benfica. São jogadores que vão ter o seu espaço. O Gedson tem sido aposta e vai continuar.

Rui Vitória

Como é que a equipa reagiu fisicamente após o jogo com o Fenerbahçe tendo em conta que ainda estamos numa fase inicial da época?

Não gosto de sinalizar estas questões pelo aspeto físico. O jogador é um ser integral, todos os aspetos são fundamentais. Desde que o cérebro comande, as pernas dão sinal. Tivemos índices de rendimento muito bons, sinais muito positivos. Fizemos um primeiro jogo de Liga dos Campeões em crescendo e acabámos a segunda parte com índices físicos mais elevados do que na primeira – e não estou a dizer isto por sensibilidade, mas sim por dados objetivos.

Demos um sinal de clara disponibilidade física. Somos seres humanos, estamos com dois dias de intervalo, os jogadores têm esta mentalidade de descansar e recuperar para preparar o próximo desafio. Queríamos ter mais tempo, mas os indicadores físicos são todos muito bons. Amanhã [sexta-feira], logo veremos.

O Benfica teve mais de 60 por cento de posse de bola no jogo com o Fenerbahçe, mas só marcou um golo. Há trabalho a fazer com os avançados?

Fizemos 17 remates, seis à baliza e um golo. Tivemos um número de ocasiões que na Liga dos Campeões normalmente dão golo. Não as concretizámos, mas elas estiveram lá. Estamos a falar de duas equipas de nível Champions e nós conseguimos um conjunto de oportunidades que com mais eficácia faríamos mais um golo. Mas isso não é nada de anormal em relação ao que as outras equipas fazem. Há um processo gradual, nenhuma equipa em agosto está na plenitude das suas capacidades, mas mostrámos indicadores muito positivos, e com este aspeto de chegarmos à segunda parte e encostarmos praticamente o adversário ao seu reduto defensivo.

Rui Vitória

Castillo, a cumprir castigo por uma expulsão no campeonato mexicano, está indisponível para esta partida. Tem a equipa preparada para responder em campo com um segundo avançado?

Estamos preparados para o que o jogo nos vai dar e com os jogadores que vamos ter à disposição. Da minha parte não vai haver lamentos, apenas haverá soluções. E as soluções estão dentro. Tenho a plena confiança nos jogadores que vou convocar. O jogo tem vida própria, mas qualquer atleta que for para dentro de campo vai dar conta do recado.

Conta com Jonas para este jogo?

Fruto do encurtamento de dias entre jogos, vamos ter mais um treino amanhã [sexta-feira] e só depois disso é que sairá o lote de convocados.

O que espera desta edição do Campeonato, sendo que para o Benfica esta é a época da Reconquista?

Em primeiro lugar, desejo que seja um bom Campeonato para todos, muito bem disputado, que impere a qualidade, que haja uma competição saudável e respeito. Há sinais positivos que vão sendo emitidos por parte de quem está no topo da hierarquia daquilo que pretende para a modalidade. Que seja de facto posto em prática e se possa valorizar cada vez mais este desporto em Portugal, que é o mais importante que temos. Nós cá estamos com esse foco que está dentro de nós e que vai sendo mostrado sem qualquer receio, que é o da Reconquista de muita coisa.

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