“Atingimos o objetivo porque fundamental era vencer e não sofrer golos”

Rui Vitória, treinador do Benfica, gostou do desempenho da equipa na primeira partida oficial em 2018/19, que se saldou num triunfo por 1-0 sobre o Fenerbahçe na primeira mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

O aumento da agressividade, objetividade e profundidade na segunda parte foram aspetos relevantes para desbloquear o resultado, que poderia ser mais dilatado, como sublinhou o treinador na análise à partida.

OBJETIVO ATINGIDO?

“Atingimos o objetivo porque fundamental era vencer e não sofrer golos. Perante o jogo e a nossa segunda parte, com uma exibição sempre em crescendo, poderíamos ter feito mais um golo. Do outro lado também esteve uma equipa com jogadores de qualidade, recheada de internacionais. O Benfica foi a equipa que quis ganhar e conduziu o ritmo da partida.

O adversário passou poucas vezes do meio campo. O acréscimo de um golo seria mais justo. Estamos em vantagem, vamos para a segunda mão com uma ambição enorme, com uma vontade enorme de passar a eliminatória, até porque agora somos a única equipa que pode marcar golos fora de casa e isso é uma grande vantagem na Liga dos Campeões.”

SOUBE A POUCO?

“É um resultado que peca por escasso, porque fomos a equipa que procurou mais o golo. As duas equipas tinham objetivos diferentes, o Fenerbahçe numa toada muito defensiva e a querer retardar o golo, perder por poucos ou empatar o jogo, ou à espera de uma jogada de sorte. Fizemos uma exibição sempre em crescendo, com uma segunda parte de bom nível. Tivemos as nossas oportunidades para fazer mais do que um golo.

Estamos a jogar uma 3.ª pré-eliminatória, mas estas são duas equipas de Liga dos Campeões. Defrontámos uma boa equipa, que se defendeu como pôde. Tivemos muitos mais remates do que o adversário, que causou muito pouco perigo. Fizemos uma segunda parte de boa qualidade, com uma boa dinâmica e oportunidades de golo. Ganhar sem sofrer golos também é importantíssimo. Os jogadores tiveram um desempenho que me agradou.”

CASTILLO POR FERREYRA ANTES DO GOLO: O QUE PROCUROU COM A TROCA?

“Quis aumentar a agressividade no ataque. O Fenerbahçe estava apenas à espera do nosso erro. Tínhamos de ser muito proativos a ir para o ataque, mas a controlar sempre o momento da perda da bola. Com o Castillo aumentámos a agressividade, que já se via na segunda parte na forma como quisemos atacar. Entrámos mais em zonas de risco, fomos mais atrevidos, mais corajosos, fomos para zonas de drible e metemos jogadores na área, tal como falámos ao intervalo. Pena não termos feito mais golos.

Castillo deu agressividade, profundidade e mais combatividade junto aos centrais, e a equipa do Fenerbahçe foi caindo. Fomos melhores, vencemos por 1-0. É um resultado importante numa primeira mão de um jogo de Liga dos Campeões e agora vamos à Turquia disputar o jogo, porque esta equipa está feita para ganhar. Vamos lá com toda a ambição do mundo.”

FENERBAHÇE FOI POUCO AMBICIOSO?

“Nós condicionámos muito a estratégia do Fenerbahçe, que é uma equipa de qualidade e estava à espera de uma saída ou de um erro que pudéssemos cometer para fazer um golo. Estes jogos são sempre complicados por isso mesmo. Controlámos muito bem a reação à perda da bola, não deixando que as principais peças do Fenerbahçe tivessem destaque. Fomos em crescendo, com muito mérito. Empurrámos muito o Fenerbahçe para trás. Com a agressividade e objetividade que colocámos na segunda parte, criámos muitos problemas ao adversário.”

INFERNO DA LUZ

“Tivemos aqui uma presença significativa dos nossos adeptos. Foi o primeiro jogo oficial da época. Por mais experiência que os jogadores tenham, há sempre alguma ansiedade fora e dentro das quatro linhas. Na segunda parte toda a gente se foi libertando. Hoje tivemos aqui um jovem de 19 anos [Gedson] que há dois meses estava a jogar o Campeonato de Juniores, mas jogou com um à-vontade enorme. Gostei do nosso desempenho, na segunda parte com grande frescura, com a equipa contrária a ter dificuldades para nos controlar.

Agradecemos o apoio dos nossos adeptos. Em agosto não há equipas perfeitas. Há bons indicadores de que a equipa está a crescer e vai de certeza ser forte. Esperamos que os adeptos estejam connosco, como sempre. Já na sexta-feira vamos ter na Luz um desafio importantíssimo [frente ao Vitória na 1.ª jornada da Liga NOS]. Foi muito agradável ter esta moldura humana em agosto [quase 60 mil espectadores]. É a grandeza do Benfica.”

JONAS NA SEXTA-FEIRA?

“O presidente falou na BTV sobre esse assunto. Falando o presidente, nada há para acrescentar. É a autoridade máxima do Clube.”

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