Regresso do Voleibol feminino apadrinhado por 4 “Marias”

voleibol-equipa-feminina-grupo-newO Sport Lisboa e Benfica, alinhado com a aposta na diversidade e no desporto feminino, vai voltar a contar com uma equipa de voleibol feminino. Depois das famigeradas “Marias”, é a vez de várias atletas oriundas da formação encarnada traçarem o seu destino de águia ao peito.

Madalena Canha – capitã de equipa e uma das mais ilustres da equipa que conquistou o Campeonato Nacional durante nove temporadas, entre 1966/67 e 1974/75 –, Zé Maia, Teresa Fernandes e Margarida Leite visitaram as suas precursoras e partilharam algumas histórias do seu tempo de atletas, tudo acompanhado por uma equipa de reportagem da BTV.

“Foi muitíssimo agradável, foi um convite a que nós de imediato acedemos. Foi com muita alegria que passamos os nossos testemunhos a esta jovem equipa a quem desejamos as maiores aventuras, os maiores sucessos e um sucesso que perdure para o resto das vidas delas. Vencendo ou não, o mais importante é fazer desporto”, disse Madalena Canha, que ainda procura entender a verdadeira razão dos nove títulos nacionais conquistados consecutivamente: “Foi um conjunto de circunstâncias, tivemos aqui a tentar perceber porquê e há coisas que ainda não percebemos ao fim destes anos todos. Conseguimos vencer a adversidade da prática desportiva feminina.”

Em resposta a uma pergunta feita por uma das jogadoras da equipa sénior de voleibol feminino, Zé Maia, recordou como tudo foi.

Éramos completamente amadoras, só tínhamos equipamentos para os jogos, o resto era o nosso equipamento, éramos nós que comprávamos as sapatilhas. Chegámos a ser internacionais e fomos jogar lá fora, mas carreiras era coisa que não existia”, referiu.

Encontro com as Marias

O encontro de gerações aguçou a curiosidade das mais novas e deixou a nostalgia apoderar-se das mais velhas. Teresa Fernandes confessou que não foi difícil aceitar o convite em virtude da união que quase todas as “Marias” mantêm entre si, mesmo tantos anos depois.

“Este contacto surtiu efeito porque nós estávamos a fazer uma deslocação a Sines onde habita uma colega nossa de equipa que está um bocado isolada e com quem nós fazemos encontros regulares. Portanto foi fácil combinar as coisas porque a união no grupo mantém-se há muitos anos. Havia uma dinâmica viva naquela altura que se estabelecia na relação entre as pessoas, inclusive com as equipas adversárias, tanto a nível nacional como internacional”, relatou a ex-atleta natural de Chaves.

Apesar de todas acabarem de águia ao peito, as histórias de cada ex-atleta presente na iniciativa tiveram percursos distintos.

“Ainda fui fazer um treino ao CDUL e depois vim fazer um treino ao Benfica e achei que ali é que estava bem. Fiquei no Benfica com um grupo de companheiras excecionais. Tínhamos coisas riquíssimas, como o valor da amizade”, contou Margarida Leite.

Subida em mente

A nova equipa sénior feminina de voleibol do Sport Lisboa e Benfica será orientada por Nuno Brites, que foi treinador-adjunto nos últimos anos nos seniores masculinos. A formação encarnada vai começar a competir no terceiro escalão nacional, sendo que o objetivo passa por subir à 2.ª Divisão.

Referir que, apesar de não ter uma equipa sénior desde o início dos anos 90, o SL Benfica continua a ter um dos palmarés de referência na modalidade. São nove campeonatos nacionais e duas Taças de Portugal.

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