Vieira deixou pontos fortes em discurso na Assembleia geral

card_benfica_041215O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, discursou na Assembleia Geral que decorreu esta noite no pavilhão número 2 da Luz e afirmou a «existência de uma coligação negativa, como nunca se viu em Portugal, e com uma única finalidade: atingir o Benfica na sua reputação e na sua honra».

O Saco Azul

Pela primeira vez, pronunciou-se sobre o mais recente caso que abalou o clube da Luz, com as suspeitas de fraude fiscal a propósito da alegada existência de um saco azul, através do qual teriam sido movimentados cerca de 1,8 milhões de euros, e que levou Polícia Judiciária a novas buscas na Luz na semana passada e à constituição de três empresas e respetivos administradores como arguidos.

«Recentemente, lançaram suspeitas sobre a existência de sacos azuis. Porque é aos sócios que devo a primeira palavra, entendo ser este o local certo para, pela primeira vez, falar sobre o assunto. Para reafirmar que no Sport Lisboa e Benfica não existem sacos de nenhuma cor e espécie e, menos ainda, sacos azuis», garantiu Vieira aos sócios, esclarecendo ainda que «até ao momento, sobre este processo», apenas «foi pedida informação contabilística e respetivos contratos sobre duas empresas» fornecedoras do Benfica. «Nada mais», vincou.

Para Vieira, a mais recente suspeição que recaiu sobre o Benfica é como «outras lançadas» sobre o clube, «e que não passaram disso mesmo».

Sem se deter, elencou outros casos.

«Veja-se os vouchers. Assunto esclarecido e arrumado em todos os organismos de justiça desportiva. O caso Centeno. Assunto igualmente esclarecido e arquivado. Depois, os emails roubados. Verdadeira devassa da vida privada, o que só por si já é desprezível. Devassa que serviu sobretudo para condicionar os agentes desportivos contra o Benfica. E isso eles conseguiram», disse.

«Mais tarde, lançaram suspeitas sobre o mérito dos nossos títulos, das nossas conquistas. Escreveu-se que a justiça estaria a investigar cinco anos de jogos do Benfica. Também aqui, provámos que nada tememos nem receamos», assentou.

Falhanço desportivo

Luís Filipe Vieira também fez um balanço desportivo da temporada, não só no futebol como nas modalidades. E assumiu o falhanço e a desilusão de não terem sido alcançados os grandes objetivos delineados.

«No plano desportivo, assumo que esta época falhámos os principais objetivos no futebol e nas modalidades. Sou o único responsável por isso. Sempre dei a cara e não é agora que seria diferente. Lutámos até ao fim, mas falhámos», sublinhou, detalhando:

«Falhámos o Penta, fizemos zero pontos na Liga dos Campeões e sofremos derrotas na maioria das modalidades masculinas de pavilhão, exceto no futsal. Apesar de termos estado na luta até ao fim, é verdade que perdemos. Dói-me tanto a mim como a qualquer um de vós e a qualquer um dos nossos jogadores e treinadores.»

Vieira rejeitou, todavia, ter havido desinvestimento no futebol.

«Não desinvestimos tanto quanto se fala. Fomos fiéis a política definida há três anos, de valorizar a formação do Benfica, de investir sustentadamente, de reduzir a dívida bancária e a nossa dependência do sistema financeiro e, mesmo assim, continuámos competitivos», advogou, assegurando que «o processo de reconquista está em curso» e que o Benfica «rapidamente» voltará às vitórias, depois de uma década que, frisou, «foi a melhor da história» do Benfica, «com mais títulos, no futebol e nas cinco modalidades de pavilhão».

Plano de reconquistas

Não obstante reconhecer que a época finda ficou aquém das expectativas no que aos principais objetivos no futebol e nas modalidades diz respeito, garante Luís Filipe Vieira que está já em curso o «processo de reconquista» no Benfica.

«Não desinvestimos tanto quanto se fala. Fomos fiéis a política definida há três anos, de valorizar a formação do Benfica, de investir sustentadamente, de reduzir a dívida bancária e a nossa dependência do sistema financeiro e, mesmo assim, continuámos competitivos», advogou, durante a Assembleia Geral realizada no pavilhão n.º 2 da Luz, assegurando que «o processo de reconquista está em curso» e que o Benfica «rapidamente» voltará às vitórias, depois de uma década que, frisou, «foi a melhor da história» do clube, «com mais títulos, no futebol e nas cinco modalidades de pavilhão.»

Promessa de desviar jogadores do Sporting

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, prometeu aos sócios, em Assembleia Geral, que vai tentar contratar um dos jogadores que rescindiram contrato com o Sporting.

«Este ano vou fazer uma pequena loucura que se calhar não devia fazer. Mas vou fazer. Não interessa se é o Bruno, se é o António ou o Joaquim. Há 25 anos brincaram connosco», disparou, provocando enorme aplauso na plateia.

Vieira referiu-se ao verão quente de 1993 quando Paulo Sousa e Pacheco rescindiram com o Benfica e assinaram, depois, pelo Sporting.

 

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