Yuri Ribeiro em entrevista ao jornal O Jogo

maxresdefaultApós uma grande temporada ao serviço do Rio Ave, o lateral-esquerdo fez um balanço do seu desempenho e revela que cresceu muito nos vila-condenses como jogador e como homem.

Qual o balanço que faz da época a nível individual e coletivo?

-Foi uma temporada de aprendizagem com a estreia na I Liga e de superação individual. Aprendi uma ideia de jogo diferente que o treinador trouxe, sendo que a equipa adaptou-se bem a esse estilo. Como balanço, a época foi positiva a nível individual e coletivo, que é sempre o mais importante. Sendo o primeiro ano na I Liga, e conseguindo-me adaptar tão rápido num clube que me recebeu da melhor maneira, dando todas as condições para que pudesse evoluir, fico com a sensação do dever cumprido. Conseguimos alcançar um recorde de pontos e fiquei muito satisfeito por ter conseguido ficar na história do Rio Ave. No plano pessoal, fiz muitas amizades no clube, desde funcionários, dirigentes, staff, presidente, treinadores, jogadores e todos os que trabalham no Rio Ave. Evoluí muito como jogador e como homem.

Sendo a estreia na I Liga e tendo um concorrente como Bruno Teles, esperava que a afirmação fosse tão boa, sendo titular durante grande parte da época?

-Sinceramente, e sendo uma pessoa confiante, dizia que sim, mas olhando para o que está à nossa volta pensava que iria ser muito difícil. Em função da qualidade do Bruno Teles, que esteve sempre muito bem ao longo da época, no arranque da temporada já sabia que seria muito complicado. Mesmo acreditando no meu valor, se me dissessem que iria fazer tantos jogos e ter tanta influência, sabia que só trabalhando nos limites o poderia conseguir.

O modelo de jogo utilizado, que privilegia laterais muitos ofensivos, beneficiou das suas características?

-Beneficiei muito com este modelo e com uma ideia de jogo que agradou a todos os jogadores, assim como aos amantes do futebol, que gostam de ver as equipas jogar bem. O Rio Ave jogou bom futebol e trouxe muita gente aos estádios, sendo certo que esta forma de jogar beneficia muito o jogo dos laterais que têm de ser muito ofensivos. Mas esta ideia beneficia também os jogadores das outras posições e a equipa ficou muito agradada com o que o treinador implementou.

Na sua curta carreira, jogou quase sempre em equipas que atacam muito mais do que defendem. Pode dizer-se que é um lateral mais ofensivo do que defensivo?

-Não creio que seja verdade, apesar de concordar que a maior parte da minha formação foi passada a atacar, principalmente em juvenis e juniores, no Benfica, frente a equipas mais frágeis e contra as quais os laterais tinham de subir muito. Mas penso que sou um pouco dos dois, atacando bem e defendendo da mesma maneira, ainda que a ideia de jogo do Rio Ave me obrigasse a subir muito no terreno.

Separando as diferenças entre os dois, poderá vir a ser o Marcelo (Real Madrid) português?

-Não consigo comparar-me ao Marcelo que tem um estilo de jogo diferente e características que eu não tenho, além de que estamos a falar de um jogador que é uma referência a nível Mundial. Não digo que um dia não possa ser também uma referência mundial, porque acredito no meu trabalho, mas penso que o Marcelo tem características técnicas que eu não tenho, assim como tenho algumas que ele não tem.

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