Benfica B goleia dragões e garante manutenção com classe

Um ponto final na II Liga com muita categoria e maturidade competitiva por parte do Benfica B, que venceu o FC Porto B por 3-0 no Caixa Futebol Campus.

Sempre ligada à corrente (tática, técnica e estrategicamente falando), a equipa de Hélder Cristóvão (que se despediu do comando técnico das águias) terminou o Campeonato na 13.ª posição, com 49 pontos somados, sendo o conjunto melhor pontuado no minicampeonato dos bês.

Primeira parte animada e discutida de igual para igual por duas equipas dispostas a dar o seu melhor nas quatro linhas, com o Benfica B a ser superior em momentos-chave do clássico e nas zonas do terreno onde tudo se resolve.

As estatísticas ao intervalo refletiam o sinal mais da equipa benfiquista no encontro, sendo esta superior no número de remates (7-3), cantos conquistados (4-1) e percentagem de posse de bola (52/48).

Pedro Amaral esteve muito perto do golo aos 16’, mas a bola rematada pelo lateral-esquerdo das águias embateu no ferro da baliza portista. Baró, na resposta dos azuis e brancos, também acertou no poste.  Porém, aos 24’, Ola John, regressado à competição com as cores benfiquistas, não desaproveitou a oportunidade criada por João Carvalho (com um passe a rasgar no corredor central) e, isolado perante Diogo Costa, foi certeiro na conclusão (1-0).

Mesmo no fim da etapa inicial, Simón Ramírez levou uma bolada na cara após cruzamento do ataque do FC Porto B a partir do lado esquerdo e o árbitro Hélder Malheiro, presumivelmente por indicação do assistente que estava do outro lado da ação, assinalou pontapé de penálti contra as águias. Na cobrança, Rui Moreira puxou a bola para um canto (adivinhado por Zlobin) e acertou no poste. Assim se remediou uma decisão desastrada da equipa de arbitragem.

Com energias recarregadas, o Benfica B entrou em força no segundo tempo e avançou para o 2-0 com a assinatura de Gedson. O médio progrediu com bola, rompeu pelo corredor central e, perto da grande área, chutou forte e colocado de pé esquerdo, não dando a mínima hipótese de defesa a Diogo Costa.

Cientes das melhores decisões para controlar os espaços, gerir o jogo e ainda espreitar, sempre que possível, um terceiro golo, os jogadores comandados por Hélder Cristóvão demonstraram assinalável maturidade competitiva. E alcançaram mesmo o 3-0 aos 90’, com Heriberto a concluir de pé esquerdo, num tiro de fora da área, um ataque rápido das águias.

Satisfeito e emocionado. Foi assim que Hélder Cristóvão se apresentou na flash interview no final do clássico (3-0) que marcou não só a despedida da Ledman LigaPro 2017/2018 como também a do treinador enquanto líder da equipa B do Benfica.

“Foi fantástico. Nós todos, mas principalmente os jogadores mereciam acabar assim. Trabalharam muito, numa época muito desgastante, com muito crescimento e atingiram níveis altíssimos. Nem sempre fomos regulares, nem sempre fomos bons, mas isso ajuda-nos a crescer e a atingir outros patamares que eles vão conseguir alcançar muito rapidamente. O meu trabalho é esse, dar-lhes condições para jogarem jogos desta natureza, com pressão, com possibilidade de descer ou não de divisão. Espero que no futuro não passem por isso, que passem por decisões finais de ganhar títulos, porque é para isso que o Benfica trabalha”, disse o treinador, em declarações à BTV.

Grupo festeja com o técnico Hélder Cristóvão

“Foi um jogo muito bom, com uma primeira parte mais repartida. Sabíamos que, à medida que fossemos intensificando o jogo, íamos ter vantagens com isso. Fomos pacientes numa primeira fase e incisivos numa segunda. Temos um pouco de sorte no penálti porque bate no poste, mas acho que é um penálti inexistente, que poderia ter mudado a história do jogo. Felizmente, fez-se justiça. A segunda parte foi totalmente nossa. Soubemos ser maduros, soubemos ser Benfica. Foi uma imagem muito boa que eu acho que estes jogadores merecem. Era esta a imagem que eu queria para eles”, confessou.

Naquele que foi o último jogo com a braçadeira de treinador ao serviço do Benfica B, Hélder Cristóvão não conteve as lágrimas e fez questão de agradecer a Luís Filipe Vieira.

“É importante sentir o reconhecimento dos jogadores. Sei que deixo aqui uma marca importante. Tenho de agradecer ao presidente pelos meus cinco anos de Benfica. É uma casa que eu conheço e gosto muito”, finalizou, visivelmente emocionado.

Equipa B do Benfica no final do clássico com o FC Porto

Para Francisco Ferreira – que fez questão de deixar palavras de agradecimento ao técnico –, esta foi uma demonstração de união e qualidade da equipa B do Benfica.

“Demos a imagem que queríamos dar. Mostrámos que crescemos muito individualmente e como equipa e que, apesar de ser um jogo decisivo para nós, estamos preparados para o que aí vem. Conseguimos dar a resposta dentro de campo, que era o mais importante”, analisou no final da partida.

“Sabíamos que só dependíamos de nós e o abraço no final mostrou em quem podemos confiar. Estávamos todos juntos. Só temos de agradecer ao mister. Foi excelente, como pessoa e como treinador e quero agradecer-lhe tudo o que fez por mim”, declarou.

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