Telma Monteiro admite competir até quase aos 40 anos

Telma Monteiro junto a Taça Campeões Europeus FutebolCatorze anos após a primeira medalha num Europeu, Telma Monteiro conquistou a 12.ª – conquistando a medalha de bronze na categoria de -57kg no Campeonato da Europa de judo, que decorreu em Tel Avive. mantendo imaculado um registo, provavelmente único no desporto nacional, de nunca ter ficado fora do pódio no evento. Quando irá parar? Nem ela sabe, pois não pensa colocar como fim 2021. A única certeza que mantém é a de que adora fazer judo e… ganhar. Fica um excerto da entrevista publicada em A BOLA esta terça-feira.

-Há um ano veio de férias a Telavive e agora ganhou a medalha de bronze. Já marcou as próximas para Minsk, onde será o Europeu de 2019?

– Ahhh… Não! Quando marquei férias para Telavive não fazia a mínima ideia de que ia haver cá o Europeu. Se soubesse, provavelmente nem teria vindo. Mas acabou por ser bom. Quando cheguei era um sítio que já conhecia minimamente e sentia-me à vontade.

– Como é que se regressa a casa quando se conquista a 12.ª medalha em 12 presenças num Europeu?

– Sinceramente, a vontade natural é procurar tranquilidade. Foram uns dias frenéticos! Não só pela minha competição, um dia vivido cheio de adrenalina, até pelo facto de ter sido bem-sucedida, mas por nos seguintes andar a apoiar a equipa. De manhã à noite no pavilhão, a gritar naquele ambiente de competição. Não só é um desgaste físico, como também psicológico. Por isso a tendência é querer calma, fazer coisas simples e estar com os amigos mais próximos e família. Estou muito feliz com o resultado que alcancei, mas costumo procurar a normalidade.

– Sempre estabeleceu objetivos na carreira e foi alcançando quase todos. Quais são os que ainda não realizou?

– Acho que o único que existe, desde o princípio, e ainda não consegui, mas que não considero ser uma falha, é o de campeã do mundo. De resto alcancei e superei todos os objetivos. O que tenho feito é reinventar-me e traçar novos, com alguns intermédios. E cada vez que há um campeonato do mundo esse é o meu objetivo.

– Atualmente é o terceiro judoca [masculino e feminino] mais medalhado em história em grandes competições. Está a uma medalha da holandesa Edith Bosch [58]. Passou também a ser um objetivo ultrapassá-la?

– Há sempre uma coisa que desejei: terminar a carreira como uma das mais medalhadas de sempre. Estou no top 3. Apesar de nunca ter falado muito do assunto, sempre fui muito competitiva e tive essas metas debaixo de olho. Portanto… Um objetivo já está, situar-me nos três mais medalhados. Agora prometo que vou trabalhar para chegar, pelo menos, a segundo [ri-se].

– Mas vê-se a competir até aos 38 anos?

– Por agora quero apenas focar-me nos Jogos de Tóquio-20 e depois há a possibilidade do Europeu de 2021 ser em Lisboa. Mas, neste momento, não posso dizer que 2021 será a última época. Se me perguntassem dois anos antes dos Jogos do Rio-16, achava que agora não estaria a competir. Mas estou e a ganhar medalhas. Portanto, nunca gosto de dizer que vai ser o fim, prefiro ir superando-me e focando-me no objetivo a 100 por cento.

– No Europeu de Lisboa-21, se acontecer, terá 35 anos. Esse é para não faltar?

– Se tudo correr bem, as lesões não me atraiçoarem e sentir-me apta psicologicamente, acredito que sim. Gostava de lá estar e em boa forma. Só que não basta o querer.

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