Enorme Zivkovic eleito “Man of the Match”

GoalPoint-Estoril-Benfica-LIGA-NOS-201718-MVPGrande sofrimento benfiquista na Amoreira. E no meio de tanta ansiedade patente na equipa de Rui Vitória, um jogador sobressaiu em relação a todos os outros pela tranquilidade: Zivkovic. O sérvio manteve sempre a calma e compostura, mesmo nos momentos de menos clarividência da equipa, e arrancou um GoalPoint Rating de 7.1. Nos três passes para finalização que fez, dois foram para ocasiões flagrantes, e um foi mesmo assistência, para o 1-0. O pequeno médio teve ainda sucesso em cinco de oito tentativas de drible, colocou 11 vezes a bola na área contrária e foi o segundo jogador com mais acções com bola: 81.

Depois de uma exibição algo inconsistente no clássico, com muitos altos e baixos, Zivkovic apareceu em grande na Amoreira, provando que a sua criatividade é um dos pontos mais preciosos para o ataque encarnado no final da época. Brilhou na assistência para Rafa e criou boa parte das jogadas ofensivas perigosas do Benfica. Não teve um grande Cervi para lhe fazer companhia, mas, com Grimaldo e Rafa, construiu um trio que soube fintar as fragilidades coletivas.

Outros destaques.

Grimaldo. Num jogo em que o seu companheiro de faixa esteve muito longe do nível habitual, Grimaldo compensou com bom futebol e muita ajuda ao processo ofensivo da equipa. Pese a desinspiração geral e a falta de ideias coletivas, o espanhol tentou sempre aquela tabela, aquele passe, aquela ação descomplicadora que tornasse o jogo da equipa menos previsível. Não estava a ser bem acompanhado até aos descontos. Aí, colocou a redondinha na cabeça de Salvio, que se limitou a aproveitar (com qualidade) o passe do lateral. Ainda assim, sem o cruzamento…

Salvio. Mais uma vez, não foi opção inicial de Rui Vitória. Tal como aconteceu no clássico, numa altura de menos fulgor coletivo, o técnico encarnado não hesitou em chamar o argentino para as quatro linhas. Salvio foi igual a si próprio: intenso, rompedor e algo trapalhão com o esférico nos pés. Ainda assim, o extremo tem golo dentro de si e, a poucos momentos do final da partida, foi decisivo para o tetracampeão nacional, depois de cabecear de forma certeira uma bola enviada por Grimaldo. É também por isto que o mister não prescinde dele…

Rafa. Muitos podem acusar Rafa de incompetência gritante na finalização. O jogador precisa de melhorar esse aspeto do seu jogo e a partida da Amoreira confirmou algumas insuficiências. Ainda assim, o jogo do extremo não se resume às duas oportunidades desperdiçadas. Esteve bem no lance do primeiro golo, criou várias chances (não só as que falhou) e foi um dos poucos que lutou contra alguma insuficiência coletiva da equipa. Falta aquele bocadinho assim, que é gigante ao mais alto nível…

Raúl Jiménez. Jogo esforçado do mexicano, porém, pouco feliz. O ponta-de-lança foi o mais rematador da partida, com seis disparos, dois deles enquadrados, e ajudou na retaguarda, com quatro acções defensivas. Mas pouco mais.

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