Rui Vitória: “Isto não acaba aqui”

Rui Vitória, treinador do Benfica, afirma que o FC Porto foi mais feliz na vitória por 0x1 no Clássico. O treinador encarnado garante que a equipa vai dar tudo nas quatro jornadas que faltam e lembra que a equipa já teve em situações piores na luta pelo título.

«Foi um jogo equilibrado. Primeira parte boa da nossa parte, na qual estivemos sempre mais dentro do meio campo adversário. Podíamos ter feito o golo e talvez ai até fosse justa a vantagem. Na segunda parte o FC Porto esteve melhor, mas foi um jogo equilibrado no seu global. Acho que o empate era mais justo, mas o FC Porto marcou no único remate enquadrado que fez, mas o futebol é assim. Isto ainda não acabou. Estamos tristes, mas já estivemos em momentos piores e conseguimos dar a volta. Não vamos desistir e vamos dar tudo nas jornadas que faltam», disse Rui Vitória.

Já sobre o lance polémico entre Ricardo Pereira e Zivkovic dentro da área portista, o treinador não quis comentar o lance.

Domingo marcado pelo clássico da 30.ª jornada da Liga NOS. Partida intensa, muito disputada, com oportunidades de golo para cada um dos lados. O FC Porto acabou por ser mais feliz e, em cima do minuto 90’, Herrera assinou o golo que deu os três pontos aos dragões. 0-1, derrota ingrata para o Tetracampeão.

No final do clássico, Rui Vitória, treinador do SL Benfica, analisou o que foi o jogo ao longo dos 90’. Considerou que o empate seria mais justo, mas reiterou que as águias vão estar na luta por este Campeonato Nacional até ao fim.

“Foi um jogo disputado, equilibrado. Primeira parte muito boa da nossa parte, jogámos mais no meio-campo adversário e fomos à procura do golo. Podíamos ter feito e justificava-se. Não aconteceu. O FC Porto equilibrou na segunda parte e acabámos por sofrer um golo no final do jogo, no único remate enquadrado que o FC Porto fez à nossa baliza. O mais justo era o empate. Estamos tristes, mas agora é continuar porque já estivemos em momentos piores. Isto ainda não acabou. Faltam quatro jornadas e vamos jogá-las com muita determinação”, garantiu.

Muitos vezes os jogos têm um desenrolar que não dominamos, porque há um intervalo, uma segunda parte. Tivemos ascendente na primeira parte, num jogo muito equilibrado, mas nós tivemos oportunidades para fazer golo. Na segunda, o FC Porto reagiu, e teve um bocadinho mais de controlo da partida, apesar de não ter grandes oportunidades de golo. O resultado estaria a ir para um 0-0, depois, num lance com um, dois ressaltos, a equipa do Porto acabou por marcar e ganhar já muito perto do final. Não me parece que seja um resultado justo, mas a justiça vale o que vale. Primeira parte bem conseguida, mas muitas vezes não se consegue estar o jogo inteiro a fazer os 90 minutos ao mesmo nível, ou seja, com as mesmas características. Na segunda parte há um bocadinho mais de agitação, também há o cansaço acumulado, de uma parte e outra, as trocas que se vão fazendo, portanto, foi um jogo diferente. O resultado seria o 0-0, não foi, e perdemos o jogo muito perto final”, explicou o técnico já em Conferência de Imprensa.

Já em tempo de compensação, Zivkovic caiu na área num lance em que parece ter sido empurrado por Ricardo. Artur Soares Dias e o VAR não tiveram a mesma opinião.

“Não vale a pena falar nesse lance. Analisar isso é não analisar o que mais interessa. Quem analisa estes lances que tire as suas conclusões”, disse taxativamente o técnico benfiquista.

Rui Vitória

O Benfica perdeu a liderança da Liga NOS, mas Rui Vitória sublinhou que a equipa estará na luta até ao último segundo.

“Conseguimos chegar à frente, estamos em 2.º, faltam quatro jornadas e vamos disputá-las. Queríamos ter vencido, não aconteceu, mas não esquecemos o que de bom fizemos até aqui”, lembrou.

Que importância tem o facto do Benfica já não depender só de si para ser Campeão?

“É evidente que queríamos vencer, e temos essa consciência. É evidente que ficam a faltar quatro jornadas. Já estivemos em situação pior. Não queríamos que isto acontecesse, mas ainda não acabou. É bom que fique claro que ainda não acabou! Temos tido um percurso de grande capacidade, já demos prova de grande resiliência e persistência e vamos disputar este Campeonato até ao limite. Faltam quatro jornadas e vamos disputá-las para ganhar as quatro. Ficou diferente, mas já estivemos atrás, já estivemos à frente… Vale o que vale, mas ainda não acabou. Obviamente que o adversário agora está na frente, mas vamos lutar até ao final”, reiterou.

Questionado relativamente à substituição de Rafa para a entrada de Salvio, Rui Vitória explicou o que pretendia.

“A ideia seria ter um jogador que equilibrasse mais por dentro, que pudesse ter uma condução de bola mais segura. Nós estávamos a ter alguma dificuldade em transportar o jogo, estávamos a perder a bola com alguma facilidade. O Salvio é um jogador que rompe mais, que mantém mais a bola e naquela altura também era um jogador novo, fresco, e que iria agitar o jogo de uma forma diferente, criando uma nova nuance perante também o cansaço acumulado. Os jogadores entraram com determinação, com convicção”, analisou o treinador.

“O jogo foi muito equilibrado, muito disputado, caiu para o lado para o Porto, podia ter caído para o nosso quando aos 43 minutos o Pizzi teve uma oportunidade na cara do golo, acabou por cair para o Porto já no final do jogo”, disse.

Rui Vitória

Esta noite faltou um agitador? Faltou um segundo Raúl que entrasse na segunda parte e que espevitasse o jogo?

O Raúl tem essa característica, quando entra agita muito o jogo, portanto, ao entrar de início acaba por perder um bocadinho essa sua característica. Não jogou o Jonas, que é de facto o nosso melhor marcador, reconhecido por todos como um dos melhores jogadores deste Campeonato, mas o Raúl tem dado conta do recado. Na verdade, se calhar, na segunda parte, tendo um Raúl fora, seria o jogador indicado para entrar neste jogo”, revelou.

A fechar, questionado relativamente à entrada de Samaris, Rui Vitória explicou o que pretendia do internacional grego.

“A perspetiva foi atacar de forma diferente. Pôr mais peso e robustez na zona central do terreno. Estava a vir o cansaço ao de cima e era fundamental ter ali mais robustez e atacar de uma forma diferente para um jogo mais longo e direto para o Seferovic, para ganhar uma segunda bola, mas, ao mesmo tempo, estarmos sempre salvaguardados na zona central. Os jogadores do meio acabaram por ter uma disponibilidade física grande, mas ao mesmo tempo muito cansaço, nomeadamente o Pizzi e o Zivkovic. Naquela altura era essencial reforçar a zona central. Reforçámos, mas foi com uma perspetiva de atacar de forma diferente, com um jogador mais robusto, ganhando mais bolas, depois saindo para dois avançados, Seferovic e Raúl, que têm esta apetência pelo golo, mantendo também a equipa contrária sempre de sobreaviso”, concluiu o treinador.

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