Raúl Jiménez “fazem-nos acreditar que podemos vencer”

472923_ori_liga_nos_v_setubal_x_benficaRaúl Jiménez tem estado em destaque nos últimos jogos. Depois do bis em Setúbal que permitiu ao Benfica trazer os três pontos do Bonfim, o mexicano antecipou o clássico que será jogado no Estádio da Luz, às 18h00 de domingo.

É sempre um jogo que se vive de forma diferente, apesar de todos serem importantes. Creio que este tipo de jogos se vivem de uma maneira diferente, mais emotiva sabendo que é o rival”, afirmou, em declarações à BTV.

Ter o estádio cheio de adeptos que estão ao lado da equipa ajuda na conquista dos três pontos, como referiu o camisola 9: “Sim, também é superimportante. Quando entras em campo percebes que tens todos os adeptos a apoiar-te, sabendo que estão no mesmo caminho que nós, que querem tudo o que nós também queremos e, bom, isso senti desde o início. Fazem-nos acreditar que podemos vencer.”

E à flor da relva, ouvem-se os adeptos? Sente-se o apoio? Raúl Jiménez responde afirmativamente.

“Sente-se bastante, até nos arrepia! Isto é algo que, uma simples jogada, uma assistência, um golo, pode gerar alegria a tanta gente que está no estádio, tanta gente que não conseguiu vir ao estádio, mas que nos acompanha desde a sua casa e saber que todos vão ao estádio para ver os 22 que estão ali para jogar. Conseguem ser também um dos 22 e é algo que me deixa orgulhoso, satisfeito. Que tanto esforço e sacrifício traz recompensa e poder ver todos os adeptos que durante o jogo estão a cantar e estão a puxar, é algo que nos motiva a seguir e a querer conquistar sempre mais vitórias”, sublinhou.

Raúl Jiménez

“É sempre um jogo que se vive de forma diferente, mais emotiva”

Jogadores e Onda Vermelha a caminharem lado a lado pode fazer toda a diferença na hora das decisões. O mexicano considera que sim.

“Creio que sim… Estamos sempre unidos, vamos todos pelo mesmo objetivo, vamos lado a lado e isso é algo que nos caracteriza desde que, praticamente, eu cheguei, e é algo que caracteriza o Benfica. Tinham-me contado antes e, agora que estou a vivê-lo de perto, vejo que é verdade, e é sempre algo que estamos a ter para poder sobressair e chegar a grandes coisas”, frisou.

Antes do clássico houve uma complicada deslocação a Setúbal onde o avançado teve importância fulcral na conquista dos três pontos. Bisou no jogo, mas começou por recordar o tento que daria – naquela altura – o empate.

“Quando vejo que o Rafa tem a bola, ele levanta a cabeça, eu peço a bola e sai um cruzamento que – talvez o defesa duvidasse – eu sigo sempre a pensar que pode passar e estive no momento certo para poder marcar e relançar a equipa com o empate”, reviveu.

Para Raúl, esse golo “foi muito importante” porque o Benfica estava “a perder logo no início”. “Foi importante para nos relançar, para nos meter dentro da partida e do nosso objetivo: conquistar os três pontos para continuar em cima”, acrescentou.

No final do jogo, já em tempo de compensação, Salvio cai na área carregado por Luís Felipe e o camisola 9 ficou com a responsabilidade de bater. Não tremeu e foi a explosão de alegria nas bancadas.

“Neste momento sabes que és só tu contra o guarda-redes. Já lutámos durante noventa e um minutos, foi um jogo muito disputado e agora depende da tua inspiração de que tenhas confiança em ti mesmo para marcar a grande penalidade. Eu tinha essa confiança, essa segurança de que ia marcar. Sempre com essa mentalidade positiva de marcar e meter a bola no fundo das redes”, referiu sobre o lance decisivo.

Adeptos

“Quando entras em campo percebes que tens todos os adeptos a apoiar-te”

Aquele momento em que a bola beija a rede e o suspense dá lugar uma alegria imensa é uma fração de segundo inesquecível.

Uma emoção incrível porque a tão pouco tempo do fim do jogo podes, como te digo, ajudar a equipa. Não mais do que isso, sempre a equipa em primeiro lugar e sabendo que, graças a um golo que tu fizeste, estamos a somar três pontos que nos mantém na liderança. Então, sempre que termina assim um jogo, deixa-nos com mais alegria e renascidos para seguir e encarar o que vem, e ter sempre esta mentalidade ganhadora. Até que o árbitro apite para o final, o jogo não acaba”, partilhou.

Jonas lesionou-se no aquecimento e não pôde dar o seu contributo à equipa. Ainda assim, de fora, vibrou com os golos do companheiro de ataque.

“Sim, sim, já o tinha visto. É algo ímpar, porque durante o jogo estamos lá em baixo e não imaginas o que se passa ao redor. Ver Jonas, os adeptos que estavam no estádio, ver o treinador e os meus companheiros a festejar com todos é que te dás conta de que o que fazes vale a pena”, assumiu Raúl.

A rabona que correu mundo

Frente ao V. Guimarães, no Estádio da Luz, aquando da 28.ª jornada, Raúl soltou uma rabona que assistiu Jonas para o 2-0. O momento de inspiração correu mundo, mas não foi ao acaso, é devido a muito treino.

“É algo que gosto de fazer desde pequenino. Esse tipo de passes, pontapés de bicicletas, coisas deste género. Sempre gostei de tentar. Sempre gostei de ser diferente e fazer coisas diferentes que, por vezes, chamam muito a atenção”, revelou.

Apesar de o gesto técnico ser bonito, nem sempre é eficaz. O internacional pelo México tem noção que ter acabado em golo deu-lhe outro impacto.

“Essa jogada, se não termina em golo, não teria o impacto que teve. Felizmente, foi uma assistência muito boa e estou muito contente por tê-lo conseguido”, admitiu.

E como tudo aconteceu até ao cabeceamento de Jonas? Raúl lembrou o lance: “No início espero a bola, de Zivkovic, para poder batê-la de primeira, de pé esquerdo. Porém, o passe saiu um pouco largo, e quando vi que isso ia acontecer levantei a cabeça e vi-o [Jonas] na área. Bom, depois fiz o movimento e coloquei a bola onde tinha que cair.”

“É como digo, terminou em golo e foi uma alegria muito grande poder ter vivido esse momento”, enfatizou.

“Mais do que o individual, o que conta é o coletivo”

Um avançado vive de golos, mas para Raúl assistir, e logo com uma rabona, “sabe praticamente ao mesmo [que marcar um golo]”. Até porque, mais do que as individualidades, o que conta é o coletivo. “Antes de mais, ajudar a equipa a conseguir os três pontos. Marque quem marcar é para o benefício de todos, para conseguirmos alcançar os três pontos”, realçou.

Também no festejo foi evidente a união existente no grupo de trabalho da equipa de futebol do Benfica.

“Ver que, quando a bola entrou, muitos dos meus companheiros vieram ter comigo… e no fim, o Jonas chega ao pé de mim e limpa a minha chuteira”, destacou.

Entrada fulminante em Santa Maria da Feira e na época

Raúl tem sido decisivo quando salta do banco e mexe com o jogo. A sua entrega e perseverança têm feito a diferença e até Rui Vitória elogiou a capacidade do avançado.

Às vezes é difícil conseguir entrar no ritmo da partida, mas do banco consegues ver a primeira parte de uma maneira distinta. Sabes que a partida está complicada. Tens que entrar bem focado, sabendo que a equipa é nestes momentos que mais precisa de ti. Felizmente, trinta segundos depois de ter entrado pude fazer diferença no marcador e ajudar a equipa a obter três pontos importantíssimos nesta reta final da competição”, recordou ao falar do golo que inaugurou o marcador com o Feirense.

E será a persistência o segredo?

“Penso que isso [a persistência] é sempre importante. Nunca dar uma bola como perdida”, reconheceu.

O tento obtido no Estádio Marcolino de Castro foi, ainda, escalpelizado por Raúl.

“No começo da jogada, passo a bola ao Jonas e quando ele me devolve a bola, fá-lo com alguma força, mas pensei sempre que a bola podia vir ter comigo. Isso acabou por acontecer, o guarda-redes ficou muito perto de lhe tocar com as mãos, mas, felizmente, passou e terminou no fundo das redes”, lembrou.

Raúl Jiménez

“Nunca dou uma bola como perdida”

A temporada 2017/18 começou como terminara a anterior: com triunfos e conquistas. O mexicano entrou em campo e ainda foi a tempo de fazer o gosto ao pé na partida oficial que inaugurou a época.

“Era a Supertaça. Estávamos a ganhar 2-1 quando eu entrei em campo, ao minuto 80, mais ou menos. Sentíamos um pouco a pressão do adversário, e com este golo sentíamos que podíamos controlar as coisas e alcançar o que queríamos, que era ganhar a Supertaça. Felizmente, consegui contribuir com um golo para ajudar a conquistá-la. Estou muito contente por poder reviver este jogo”, observou.

Ainda com pouco ritmo competitivo pelo facto de ter participado pela Seleção do seu país na Taça das Confederações, o avançado-centro estava feliz por ter podido regressar ao dia-a-dia do Clube com um golo.

“Só tinha jogado uma partida na pré-época. Regressar e ter dez minutos de jogo, e após 2’ em campo fazer logo um golo… também foi importante para mim para começar bem a época, com o pé direito”, apontou.

Uma vez mais, Raúl recordou o golo que na altura cifrou o resultado em 3-1.

“Tento tirar a bola ao adversário, obrigo-o a jogar mal. A bola ressalta para o Pizzi e quando vejo que a jogada pode dar em alguma coisa, preparo-me para correr em direção à baliza. Felizmente, o Pizzi viu-me e consegui fazer o golo”, explicou.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.