Sueco ex-Atlético CP esteve quase no Benfica, elogia colega que vai reforçar as águias

bjornBjorn Johnsen concedeu uma entrevista ao jornal O JOGO, na qual elogiou Tyronne Ebuehi, reforço do Benfica por cinco temporadas e que tem como companheiro no Den Haag, da Holanda.

A história de Bjorn Johnsen teve um cruzamento com a do Benfica na época de 2014/15, quando o avançado norueguês nascido nos Estados Unidos esteve no Atlético. Conta o próprio que na janela de inverno esteve a um passo de ser contratado pelas águias. “Na altura falaram comigo, a ideia era passar um ano na equipa B, ver como corria e depois decidirem se subia à equipa principal ou se era emprestado. Inicialmente, o Benfica estava disposto a pagar uns 250 mil ou 300 mil euros, mas o dono chinês do Atlético foi fazendo mais exigências. Julgo que o Benfica chegou até aos 500 mil euros, mais dois jogadores emprestados, mas nem assim. Por isso desistiram”, conta Johnsen. Autor de 16 golos em 31 jogos nessa época, o avançado lamentou o fracasso do acordo, pois “chegar ao Benfica era um sonho grande e o clube fez muito para isso acontecer”: “Aquele era o meu momento, mas o Atlético não deixou.”

Tyronne Ebuehi já conta os dias para vestir a camisola do Benfica, ele que será reforço das águias por cinco temporadas. Em janeiro esteve a um passo de rumar a Lisboa, mas foi decidido que, para poder continuar a jogar regularmente e estar no próximo Mundial, o melhor seria manter-se no Den Haag, clube com o qual termina contrato em junho. No plantel do emblema holandês, Ebuehi tem como colega Bjorn Johnsen, avançado que alinhou pelo Atlético em 2014/15 e que, analisa as qualidades do defesa-direito nigeriano, antevendo-lhe sucesso no Benfica.

“O Tyronne é muito bom jogador, extremamente focado no futebol. Ao nível técnico, tem qualidade, é alto e forte na disputa da bola, um defesa que ataca muito bem. É um jogador bastante rápido e vejo-o como muito parecido na forma de jogar com o Nélson Semedo, que está agora no Barcelona e que defrontei quando eu estava no Atlético e ele na equipa B do Benfica”, compara Bjorn Johnsen.

Prosseguindo a análise, o norueguês destaca a acutilância na frente e até um certo excesso de vontade por parte de Ebuehi de fazer os outros brilharem, em detrimento de si próprio. “É um lateral que vai muito à linha de fundo para cruzar atrasado, normalmente para a zona de penálti. O que lhe falta melhorar? Que tente marcar mais vezes e não queira pensar sempre nos colegas quando se aproxima da área em boa posição. Como chega lá à frente com facilidade, também tem de arriscar mais vezes o pontapé”, afirma.

Todos os dias Ebuehi viaja de Amesterdão até Haia, numa viagem de cerca de 60 quilómetros para treinar, algo que define o empenho do jovem de 22 anos. Johnsen assegura que “as coisas não lhe sobem à cabeça” e define-o como alguém que “trabalha muito”. Aliás, fruto disso, nesta última época foi enorme a sua evolução. “No início da época lembrei-o de que este era o seu último ano de contrato no Den Haag e que tinha de se esforçar ao máximo. Vi logo que era um jovem com enorme potencial e ainda nem se falava do Benfica. Agora está a defender melhor, pois trabalhou imenso nesse aspeto durante a época”, frisa Johnsen, que dá um exemplo do carácter de Ebuehi. “No início, ele não tinha bem noção do seu verdadeiro valor, daquilo que todos nós, de fora, víamos nele. Agora sente-se mais a sua autoconfiança. É um jogador que pode chegar ao Benfica e afirmar-se, como também noutros grandes clubes europeus”, augura Johnsen.

 

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