Benfica não caça com Jonas, caça com Jiménez na “remontada” do Bonfim

Juntando raça e crença à qualidade, o Benfica somou a nona vitória consecutiva na Liga NOS à 29.ª jornada, vencendo, com reviravolta, por 1-2 no terreno do V. Setúbal, que no seu ambiente não perdia há quatro meses (desde 10 de dezembro).

De adversidade em adversidade, o líder do campeonato superou tudo: a ausência de última hora de Jonas, devido a queixas na zona lombar, um percalço que haveria de expor a competência, entrega, disponibilidade e, no topo dos topos, a capacidade finalizadora de Raúl; um golo sofrido logo ao minuto 3, a frio; e o cartão amarelo a Rúben Dias, fragilizando uma zona defensiva onde Jardel e Fejsa já estavam em risco de falhar o próximo desafio, com o FC Porto, em caso de nova advertência.

Um lance rápido, com variação de flanco, surpreendeu a organização defensiva do Benfica na entrada do jogo no Estádio do Bonfim. Acelerando na asa esquerda, Nuno Pinto aproveitou o espaço e cruzou largo, solicitando o aparecimento de Costinha sobre a direita da área, onde o sadino atirou cruzado e bateu Varela.

Ao minuto 3 o V. Setúbal adiantava-se no marcador, um golpe a que, contudo, o Benfica soube reagir com serenidade e qualidade. Esta batalha era para vencer e, numa comunhão perfeita com os adeptos, que criaram um ambiente espetacular no Bonfim (com uma assistência a rondar os 14 mil espectadores), a equipa arregaçou as mangas.

Aos 7’ já Cervi chutava de pé esquerdo, à entrada da área adversária, e fazia a bola passar perto do poste direito da baliza.

Com uma circulação de bola veloz e incisiva, o Benfica teve profundidade e foi provocando instabilidade na defensiva sadina. Os cruzamentos sucediam-se e as oportunidades de golo começavam a aparecer. Aos 26’, após um centro da direita, Jardel elevou-se na área, em apoio ao ataque, e cabeceou para grande defesa de Cristiano, que com a luva direita impediu o 1-1.

No minuto seguinte, no desenvolvimento de uma investida pela esquerda culminada num cruzamento de Zivkovic, Cervi deslizou junto ao primeiro poste e tocou na bola, mas esta saiu rente ao poste direito.

Adivinhava-se o golo do Benfica, tal era a forma como ia empurrando o adversário para junto da sua baliza. Aos 28’, Rafa avançou na direita e cruzou largo, na direção de Raúl, que fugiu à vigilância para usar o pé esquerdo e assinar o 1-1.

A equipa benfiquista manteve a toada e continuou a explorar os flancos, ora pela direita, ora pela esquerda, à procura do último toque no interior da grande área. Porém, o intervalo chegaria com o empate a uma bola a prevalecer no marcador.

No segundo tempo, o V. Setúbal conseguiu dificultar a manobra do Benfica, recolhendo as linhas e, quando em posse, explorando as costas da defesa encarnada com bolas longas, sempre suscetíveis de criar sobressaltos.

Não tão intensa como na etapa inicial na construção e elaboração ofensiva, porque desgastada pelo trabalho que teve de executar, a equipa benfiquista andou mais tempo longe da área sadina do que o pretendido, visto que havia um empate para corrigir e transformar em vitória.

Os sadinos empertigaram-se num par de momentos e criaram um lance perigoso pela direita e desaproveitado por Edinho na área (62’).

Raúl

Pouco depois, Rui Vitória ordenava a primeira alteração na equipa: saía Rafa, entrava Seferovic (66’). O Benfica passava a ter mais uma unidade sobre o eixo do ataque, mas o jogo entrou então numa fase um pouco incaracterística, com o árbitro a assinalar muitas faltas. A segunda troca no Tetracampeão (Grimaldo por Salvio aos 78’) seria muita importante para o ataque final em busca do triunfo.

Seferovic (cabeceamento frouxo aos 81’), Raúl (remate acrobático na área aos 83’) e Salvio (remate em posição frontal, depois de se soltar nas costas da defensiva, aos 85’) rondaram o golo. Jardel ainda colocou a bola dentro da baliza (90’), mas o lance foi anulado por fora de jogo.

O Benfica carregava e, no primeiro minuto de compensação, Salvio fugiu na direita e, já no interior da área, foi derrubado por Luís Felipe. Penálti! Raúl, da marca dos onze metros, foi implacável, batendo Cristiano. Estava feito o 1-2, que a equipa, com muita raça, tratou de agarrar, meter no bolso e não largar.

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