“Lancei João Félix e trabalhámos Nélson Semedo e Lindelof”

2cf7679d5ada99483822e2f724caf71e29c5cdUma boa parte da potencialização dos ativos encarnados passou pelas mãos de Hélder Cristóvão, treinador que assumiu a sua saída no final da temporada. Em entrevista ao jornal A Bola, o técnico da equipa secundária do Benfica abordou a mais recente promessa da formação encarnada, referindo até que a tática é ajustada para valorizar as características de João Félix.

«Gosto de jogar em 4x2x3x1, mas temos de ter o ponta de lança certo para isso acontecer. E temos jogado em losango por causa de João Félix. Para que jogue numa zona em que se sinta mesmo confortável, pois é um jogador criativo e precisa de estar bem no centro do terreno. Também já o experimentei como avançado, dado que joga como avançado nos juniores, pela sua inteligência e forma de ocupar os espaços. Mas sou um treinador de 4x2x3x1, equipa de posse, que gosta de construir bem, de envolver os médios na criação, com bons envolvimentos dos corredores», disse o treinador.

Sobre lançamento do jovem na Segunda Liga, Cristóvão referiu a facilidade do processo e alertou de que João Félix tem de continuar a trabalhar porque «ainda nada conseguiu».

«Fui eu que o lancei aos 16 anos, o jogador mais novo a atuar numa liga profissional. O processo é fácil. Identificar o talento, falar com a estrutura e decidirmos em conjunto se é, ou não, o momento para lançar o jogador. Há um consenso, decidimos que era momento de lança-lo equipa B. Tínhamos total segurança com João Félix, até pela educação que tem, pelo crescimento progressivo que foi tendo, que poderia responder da forma como está a responder hoje em dia. É um talento, mas ainda nada conseguiu, tem de trabalhar muito e ele sabe disso. Agora, que estamos entusiasmados e perante um jogador de eleição, isso não há como esconder», concluiu.

Com uma experiência no Benfica B de cinco temporadas, o treinador disse sentir-se privilegiado por acompanhar alguns jogadores, referindo quais os que mais surpreenderam.

«Nelson Semedo e Lindelof. Estavam numa fase expectante no clube, sem certezas, e aí sim, houve um trabalho mais nosso para conseguir pô-los num caminho mais seguro, que lhes permitisse chegar onde chegaram. Mas o mérito nunca é nosso, passa sempre pelos jogadores, que perceberam a certa altura o que tinham de fazer. A estrutura tem todo o mérito ao dar-lhes condições, mas chega a um certo ponto em que é o jogador que tem de andar sozinho e não seria correto da nossa parte ficar sempre colados ao sucesso dos jogadores», terminou.

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