Artur Moraes acredita que mentalidade ganhadora do Benfica pode ser trunfo em Manchester

thumbs.web.sapo.ioArtur Moraes defendeu a baliza das águias na última visita a Old Trafford (2-2) há seis anos. A “mentalidade grande”, diz, pode ser importante no duelo de terça-feira.

A 4.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões arranca na terça-feira à noite e, seis anos depois, as portas de Old Trafford abrem-se para receber o Benfica.

O resultado da última visita das águias ao reduto do Manchester United foi um empate a dois golos – Phil Jones (3’ p.b.) e Aimar (61’) faturaram pela equipa benfiquista, Berbatov (30’) e Fletcher (59’) marcaram para os red devils.

Na baliza encarnada estava Artur Moraes, que, ao Site Oficial, revive o desafio de 22 de novembro de 2011.

“Saímos na frente, depois tivemos de ir atrás e conseguimos empatar o jogo. Foi um jogo completamente aberto, com as duas equipas a buscar a vitória. Fizemos um grande jogo e conseguimos um resultado que, no fim do grupo, nos ajudaria a assegurar o apuramento para os oitavos de final”, recordou o brasileiro.

O Benfica está agora numa posição difícil da Champions League, ainda sem pontos somados nesta edição, mas a aritmética da qualificação deixa tudo em aberto antes desta ronda. Artur Moraes entende que as águias têm qualidade para discutir o jogo num palco especial.

“O Benfica demonstrou na Luz que pode jogar de igual para igual com o Manchester United. Para que isso seja possível tem de haver uma mentalidade muito grande, mas o jogador do Benfica tem isso dentro de si e a equipa tem capacidade para jogar de igual para igual com qualquer equipa do mundo, qualquer que seja o estádio”, disse Artur Moraes.

Há vários jovens em processo de afirmação no Benfica: Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves são os casos mais salientes. A inclusão e o aproveitamento dos novos valores foram comentados por Artur.

“São jovens talentos. É natural que no início encontrem um pouco de dificuldade, mas com o tempo, com a maturidade que vão adquirindo e com a ajuda dos companheiros, esses jovens vão mostrar por que são do Benfica e o porquê da aposta neles”, analisou.

“Tento acompanhar os jogos do Benfica, mas a correria no final de temporada no Brasil o fuso horário dificultam. Mas sempre que posso dou uma olhada e procuro perceber e saber o que está acontecendo, porque gosto e acompanho o futebol português”, partilha o antigo camisola 1 do Benfica.

O Benfica está na peugada de FC Porto e Sporting na discussão do título nacional, mas ainda tem 24 jornadas pela frente para concretizar o objetivo para 2017/18: conquistar o Pentacampeonato.

“O clube acostumou-se a vencer e a grandeza e a mística do Benfica vivem de vitórias. Mas acho que, mesmo estando hoje atrás na classificação do campeonato, o clube tem todas as condições para reverter o quadro, porque tem equipa, estrutura, elenco e o campeonato é longo”, projetou o brasileiro.

Artur Moraes partilhou o balneário da Luz com vários dos elementos que compõem o atual plantel comandado por Rui Vitória. Um desses companheiros é Luisão.

“Não é uma surpresa, para mim, que Luisão esteja a jogar. Ele sempre se cuidou para chegar a esta fase da carreira e continuar a jogar. Em termos de liderança e de experiência, é o valor dele no dia a dia dentro do balneário e da estrutura do clube. É um grande jogador, uma grande pessoa e tenho muito orgulho por ser seu amigo”, assinalou Artur.

Hoje na Chapecoense, o “keeper” terminou a ligação de quatro anos ao Benfica no fim da temporada 2014/15, mas ficou marcado por um clube que se impõe pela diferença.

“A paixão do adepto do Benfica é imensurável. O clube tem uma história muito rica e, por ter adeptos espalhados por todo o mundo, demonstra a sua grandeza. A relação entre adepto e o jogador é sempre muito sincera. E quando o adepto consegue sentir que a relação do jogador com o clube também é sincera e vivida dia a dia, isso cria uma identificação muito forte e faz do Benfica um clube diferente”, descreveu o guardião.

“A mística do Benfica é muito forte. Uma vez criada e entendida, é impossível perder-se com o tempo, seja dentro dos jogadores ou do adepto”, vincou.

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