Benfica procura chegar aos 80 milhões de receita na Champions

Chdfa-Final1O Benfica entra hoje no St. Jakob-Park com a pressão de ter de vencer se não quiser ver (muito) complicadas as contas do apuramento para os ‘oitavos’ da Liga dos Campeões. Há, todavia, outra matemática a olhar por um prisma mais positivo, principalmente se pensarmos que uma vitória sobre o Basileia pode muito bem relançar o tetracampeão nacional numa senda para ultrapassar os 80 milhões de euros de encaixe financeiro na Champions, só desde que Rui Vitória pegou na equipa. Passamos a explicar.

Em 2015/16, os encarnados amealharam, já com ‘market pool’ [corresponde aos direitos televisivos], pouco mais de 36 milhões de euros. A estes somam-se 22,7 da última época – neste caso, ainda sem contabilizar o ‘market pool’ – e só esta época estão garantidos 12,7 pela presença na fase de grupos. Um total de 71,2 milhões. Para já, é ‘só’ o que está garantido, mas a tal imperativa vitória de hoje renderia desde logo mais 1,5 milhões e tudo com o objetivo de seguir em frente, cenário que equivale a um prémio de mais 6 milhões de euros. Só assim o total chega aos 78,7 milhões de euros, mas antes disso seria também obrigatória maior faturação, o mesmo que dizer… vitórias, para garantir os pontos necessários a ficar entre os dois primeiros do Grupo A. É também por isto que, sob o olhar de Rui Costa, Rui Vitória faz deste embate… o último.

“É para ser vivido com uma intensidade tal que é como se fosse o único que houvesse para disputar e nada mais importasse. Falamos em mais cinco jogos e importa no final somarmos os pontos necessários para o que queremos. Queremos que seja decisivo, porque é mais uma final e temos cinco pela frente”, sublinha o técnico, de 47 anos, convicto na soma dos três pontos: “Temos essa confiança de que vamos buscar pontos em qualquer estádio. Queremos muito vencer este jogo. O Basileia é uma equipa com experiência nestas andanças, mas vimos com grande determinação. Não começámos como queríamos, mas isto vai ser muito disputado até ao último jogo.”

Crescer depois do Paços

O treinador encarnado não vê necessariamente o fim da fase cinzenta com a vitória sobre o Paços de Ferreira, mas quer fazer dela um ponto de partida: “Da mesma forma que, quando perdemos os jogos anteriores, dissemos que não estaria tudo mal, também não se resolveu tudo agora. Queremos continuar nesta fase de crescimento. Na Champions não há jogos fáceis, mas vimos com grande confiança no que estamos a fazer.”

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