Rui Vitória: “Funcionamos a pensar em nós. Iremos marcar mais golos”

img_828x523$2016_12_22_12_09_37_1020_im_636302898708115286.pngRui Vitória perspetivou o jogo com o Boavista referente à 6.ª ronda da Liga NOS. O técnico espera dificuldades mas quer os três pontos.

«Não vou dizer se vamos fazer muitas alterações (para o jogo no Bessa). Temos o nosso planeamento e sabemos o tempo que é preciso para os nossos jogadores recuperarem. No dia do jogo veremos, mas isso para nós não é um problema. Não posso querer jogar na Champions e ter problemas no campeonato passados três dias. Sabíamos que tínhamos jogo com o Boavista e estava tudo previsto e planeada. Prefiro correr com a bola nos pés do que atrás dela e foi isso que aconteceu na terça-feira», disse em conferência de imprensa.

«Antecipamos os cenários. Independentemente de termos um jogo difícil no Bessa, estamos uma grande mentalização e preparação para jogar de três em três dias. É melhor jogar e competir com frequência, é isso que queremos. Estamos prontos e sabemos o que temos de fazer»

“Tradicionalmente é difícil jogar no Bessa. Com a mudança de treinador há uma reação natural da equipa do Boavista. O Miguel Leal fez um trabalho muito bom. Vamos encontrar um Boavista determinado e convicto, mas não vai alterar a nossa forma de estar, com ambição e a pensar em colocar as nossas características no relvado. Vamos ao Bessa com vontade de vencer”, sublinhou.

Instado a comentar se o Benfica está aquém do que mostrou na temporada transata, respondeu com factos: “Já tivemos uma Supertaça que conquistámos e tivemos jogos difíceis que ganhámos. Nesta altura, o ano passado, tínhamos 13 pontos, 11 golos marcados; este ano temos os mesmos pontos, mas com mais golos marcados. O campeonato não é fácil e eu nunca o disse.”

Jorge Simão é o novo treinador do Boavista, mas Rui Vitória não acredita em mudanças bruscas no modelo de jogo axadrezado. “Funcionamos a pensar em nós. Ao olharmos muito para dentro, estamos mais preparados para o que o jogo nos pode dar. Não me parece que haja muitas ideias novas. Essas deverão ser as do Miguel Leal, mas há uma reação à mudança, que não deveria acontecer, digo já”, considerou.

Rui Vitória abordou assuntos colaterais à antevisão do jogo com o Boavista da Liga NOS. Um dos temas foi o apertado calendário das equipas presentes na Champions.

“Há dados factuais em relação a isso. Levamos de avanço o facto de há muito falarmos nisso e nos precavermos. Estamos mentalizados para lidar com jogos de três em três dias. Vamos competir. O adversário é forte, mas estamos prontos”, assegurou.

Na posição 6 tem havido alguma rotatividade, decisão que o técnico considerou normal devido aos condicionalismos. “Não se pode colocar tudo ao mesmo nível. O Samaris estava castigado e não podia, o Fejsa estava jogar e lesionou-se… Estas análises, na minha opinião, são factuais. Os dados objetivos é que me orientam. A minha escolha baseia-se no que o jogador pode dar à equipa. O Filipe Augusto foi o que mais correu na Champions, fez mais passes para a frente, ganhou mais duelos. Dá-me garantias”, realçou.

De uma temporada para a outra saíram, na defesa, Ederson, Nélson Semedo e Lindelöf… “O Benfica tem vivido sobre as questões das saídas e soube encontrar soluções. Temos de o fazer”, esclareceu.

O Benfica tem sido menos goleador do que em épocas anteriores sob o comando de Rui Vitória. Para o técnico é uma questão de tempo até tudo normalizar. “Pode estar a faltar eficácia, mas com os jogadores que temos, muito rapidamente ela sobe e estabiliza. Aí iremos marcar mais golos”, garantiu.

O mexicano Raúl Jiménez é muitas vezes opção vinda do banco, mas é um futebolista muito importante no coletivo. “Vejo Jiménez como um jogador importante para a equipa, quer jogue ou não. Começou a época mais tarde por causa das seleções e o Seferovic chegou no início da pré-época; o ano passado chegou lesionado da seleção e os nossos avançados estavam a marcar golos. A vida dos jogadores é isto. É uma questão de timing. Quando tiver a sua oportunidade vai mostrar e vai marcar golos”, explicou.

O treinador do Benfica desvalorizou as questões sobre o alegado mau momento da equipa, depois de uma derrota na Liga dos Campeões antecedida por um empate (Rio Ave, 1-1) e uma vitória sofrida (Portimonense, 2-1) para o Campeonato.

«Temos de olhar para os factos. Esta época já tivemos uma Supertaça ganha e alguns jogos difíceis que também ganhámos. Gosto de dados objetivos sem olhar ao passado, mas na época anterior por esta altura tínhamos 13 pontos, os mesmos que temos agora. Tínhamos 11 golos marcados e quatro sofridos, agora temos 12-3. No ano passado empatámos em casa com o Vitória de Setúbal, este empatámos fora com o Rio Ave», disse em conferência de imprensa, antes de reforçar a ideia:

– Nunca disse que os campeonatos são fáceis. O campeonato não é uma passadeira. Nas últimas épocas temos lutado sempre até à última jornada com o FC Porto ou com o Sporting, este ano não vai ser diferente. Vai ser difícil para nós e para os outros.

Questionado sobre se precisa de mudar o estilo de jogo do Benfica após as saídas de Nélson Semedo e Lindelof, defesas que ‘empurravam’ a equipa para o ataque, Rui Vitória explicou que tem no plantel jogadores com características diferentes para explorar.

«Nos últimos anos estávamos a falar sobre quem ia substituir Renato Sanches ou Gaitán, mas o Benfica também trabalhado bem essas questões e as soluções foram encontradas. Se existissem muitos jogadores como Nélson Semedo ou Ederson, não vinham busca-los aqui», começou por dizer, lembrando as soluções que tem no grupo:

– No ano do tri, André Almeida e Jardel foram dos que mais jogaram. Esta é a matéria prima que temos, é diferente, e são precisas algumas nuances à nossa forma de jogar para valorizar esses jogadores. Pode não correr bem de um jogo para o outro, pode demorar o seu tempo, mas isso faz parte dos processos das equipas e não é nada de extraordinário. São jogadores diferentes e vamos arranjar uma forma de, com eles, potenciar o nosso modelo de jogo. Temos que mudar alguma coisa, mas não substancialmente.

«O rendimento vai melhorar daqui para a frente. As coisas são assim – é difícil para nós e para todos. Não vamos ganhar todos os jogos», rematou.

O Boavista-Benfica está marcado para as 18h15 de sábado, no Estádio do Bessa.

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