Desde o ano 2000 que Benfica não tinha uma dupla de ataque tão produtiva

417418_galeria_benfica_v_real_betis_algarve_football_cup_2017.jpgTitulares nas quatro partidas disputadas, os avançados suíço e brasileiro até já superaram a melhor parceria no Benfica nos tempos recentes, em período idêntico: Cardozo e Rodrigo, em 2012/13.

A goleada do Benfica ao Belenenses (5-0) na noite do passado sábado confirmou a química que existe entre os dois avançados encarnados que arrancaram a época no onze. Se Jonas assinou um hat trick – primeiro da temporada, terceiro pelas águias – e uma assistência, também Seferovic voltou a faturar, marcando o quarto golo noutros tantos jogos. Por conta do brasileiro e do suíço são já nove os tiros certeiros, que representam 75 por cento dos doze que os encarnados levam em partidas oficiais. O que, num olhar retrospetivo, coloca a dupla como a mais produtiva do milénio no clube da Luz, além de ser uma das mais estáveis, fruto da titularidade em todos os embates.

Numa altura em que Mitroglou está indisponível devido a lesão e Jiménez tem sido relegado para o banco de suplentes, as cartas ofensivas estão a ser jogadas por Jonas e Seferovic, que já superaram o mais bem-sucedido par de ataque titular dos últimos anos, no que respeita às primeiras quatro partidas oficiais: Cardozo e Rodrigo. No arranque de 2012/13, o paraguaio e o hispano-brasileiro haviam feito seis golos, três para cada um. Mas, mesmo aí, a preponderância de ambos no total de golos da equipa de Jorge Jesus foi menor do que a dupla em que Rui Vitória está a apostar: apenas assinaram 60 por cento dos tentos. De resto, no presente milénio apenas mais uma dupla alinhou sempre no ataque nas quatro partidas de arranque e com escassa produtividade: em 2010/11 Cardozo fez apenas um golo e Saviola nenhum.

Apesar de Seferovic ter voltado a faturar, após passe de Jonas, este é que foi a grande figura na receção ao Belenenses. Com os três golos apontados, o camisola 10 vive o seu melhor arranque de sempre, ele que várias vezes viu a competição começar estando com problemas físicos. Os seus cinco golos em quatro jogos superam o começo de 2015/16 (três) e, até, quando vestiu a camisola do Grémio em 2010 (quatro). A estabilidade que tem tido ao lado de Seferovic, com quem “casou” bem, está a lançar Jonas, aos 33 anos, para uma época de sucesso.

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