Henrique Calisto: “Rafa com espaço frente ao Sporting pode causar mossa”

398778_galeria_benfica_x_estoril_praia_taca_de_portugal_placard_2016_2017_meias_finais_2_mao.jpgTransferência mais cara em Portugal, pois custou ao Benfica 16,4 milhões de euros, Rafa sentiu dificuldades para justificar a aposta mas parece agora afirmar-se definitivamente no onze de eleição de Rui Vitória. À beira da melhor série como titular no Benfica – caso seja opção de início frente ao Sporting fará cinco jogos consecutivos -, Rafa tem merecido elogios de Rui Vitória, que destaca como uma das suas principais virtudes o facto de este transformar rapidamente um lance defensivo num lance ofensivo. O também treinador Henrique Calisto compreende esta visão e admite que Rafa acelera como ninguém o jogo dos encarnados. “Tem características diferentes dos outros alas, é o que acelera mais na condução e no ataque ao espaço. E o Benfica precisa disso em determinados momentos do jogo”, defendendo que o internacional português será arma importante para desbloquear a defesa do Sporting, num jogo que pode ajudar as águias a desbravar caminho rumo ao tetra. “Se contra equipas fechadas e sem muito espaço pode não ser tão decisivo, contra equipas que deixam mais espaço nas costas é, sem dúvida, o melhor, pois cria grandes desequilíbrios”, diz, reforçando: “O Benfica não vai dominar sistematicamente, vai dominar e ser dominado. E quando o Sporting dominar, as suas acelerações no espaço podem causar mossa.”

Com a época a aproximar-se do fim, o camisola 27, que já jogou quer como extremo quer como avançado, ganhou maior preponderância na estratégia de Rui Vitória e pode repetir em Alvalade uma sequência que não consegue há quase um ano – foi titular em cinco partidas pelo Braga entre 29 de abril e 22 de maio do último ano. Henrique Calisto considera que “se Rui Vitória escolhe Rafa com tanta concorrência é porque o vê como uma peça útil e adaptado a uma nova realidade e exigência”, classificando-o como “um jogador muito importante na transição ofensiva”. “Nenhum dos outros extremos tem essa capacidade”, diz.

“Não joga de costas para a baliza ou é exímio a sair da “cabine telefónica” em finta curta, mas acelera o jogo e com espaço é perigosíssimo”, define Henrique Calisto, deixando, porém, um reparo. “Ao nível de critério no último passe e na finalização tem ainda um caminho a percorrer. É o que lhe falta para dar outro salto qualitativo. Se o fizer tornar-se-á num jogador letal e poderá ser muito importante no futuro do Benfica”, antevê.

Já ajudou a decidir dérbi

Aposta surpresa de Rui Vitória para o onze inicial no confronto da primeira volta com o Sporting, Rafa ajudou as águias a chegarem à vitória, pois fez a assistência para o 1-0, de Salvio, na sequência de um rápido contra-ataque. Agora, e após completar a segunda série de quatro partidas no onze encarnado, o camisola 27 deverá ser arma para um terreno onde até já marcou. Na última época, Rafa chegou a colocar o Braga a vencer por 2-0 em Alvalade, mas a turma de Jesus deu a volta, ganhando por 3-2. O atacante tem outro golo ante os leões, na final da Taça de Portugal de 2014/15, mas saiu também derrotado, nos penáltis.

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