Ex-presidente do Chapecoense acusa direção do FC Porto acerca dos cânticos

IMG_0903Nilo Traesel, antigo presidente da Chapecoense, confessa estar “muito triste” com o cântico entoado pela claque portista, no encontro de andebol da passada quarta-feira, no Pavilhão da Luz, no qual o Super Dragões desejaram que o “que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

O dentista, de 57 anos, residente nas Caldas da Raínha, critica, acima de tudo, a direção do FC Porto por ter sido célere a demarcar-se do ocorrido, sem preocupar-se em encontrar e apontar os responsáveis.

“A direção do FC Porto deveria ter uma manifestação de repúdio, tomar uma posição e não resguardar-se por trás da claque. Deveria ser ela a assumir a responsabilidade, apurar quem foram os responsáveis e exigir desses um pedido de desculpa, em primeiro lugar, à Chapecoense”, defende Nilo Traesel, reconhecendo que da parte da claque pouco é de esperar.

Porquê? Porque “fazem de uma tragédia, uma brincadeira” triste, porque “envolve terceiras pessoas que estão numa fase de luto”.

O dentista residente em Portugal assegura que “a notícia já anda no Brasil todo”, mas acredita que “a direção da Chapecoense não vai manifestar-se” sobre o tema.

“A direção do FC Porto deveria, no mínimo, enviar uma carta à direção do Chapecoense com um pedido de desculpas”, insiste aquele que considera que “as claques organizadas”, sem exceção, “deveriam ser banidas dos estádios de futebol”.

Por isso, Nilo Traesel insiste numa tomada de posição por parte da direção do FC Porto.

“Deve haver uma posição forte, não pode demarcar-se, sob pena da violência descambar para situações irreversíveis. Ou os clubes se posicionam ou poderá acontecer uma tragédia. Desporto é convívio, é integração. Desporto não é agressão. Está na altura das pessoas assumirem as suas responsabilidades. Não se podem demarcar. Têm de apurar responsabilidades e por ordem nas claques”, conclui o antigo presidente da Chapecoense.

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