Benfica amorfo derrotado em Setúbal e vê rivais aproximar

385837_galeria_v_setubal_x_benfica_liga_nos_2016_17_campeonato_jornada_19-jpgApós o trauma do Algarve, o Benfica caiu com estrondo em Setúbal. A equipa orientada por Rui Vitória, ausência notória no banco devido a castigo, não conseguiu superar o Vitória e somou a segunda derrota na liga portuguesa em pleno estádio do Bonfim. Os encarnados foram traídos pelo cansaço e pelo excelente planeamento de Couceiro para este encontro. Zé Manuel apontou o único golo, aos 21 minutos, que confirma ainda mais a fortaleza que tem sido o Bonfim para este Vitória.

Sem Rui Vitória no banco, a cumprir castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina da FPF, o Benfica arrancou motivado nos primeiros minutos do encontro com o Vitória de Setúbal e focado em apagar a imagem deixada a meio da semana passada no Algarve, quando falhou um dos objetivos da temporada: a conquista da Taça CTT. Mitroglou ameaçou logo no primeiro minuto, com remate a rasar o poste, e pouco depois foi a vez de Cervi ameaçar a baliza à guarda de Bruno Varela.

Contudo, o aviso não passou disso mesmo e o Vitória sadino aproveitou para fazer das suas. Bastante pragmática, a equipa de José Couceiro foi matreira o suficiente para se intrometer no último terço das águias, aproveitando a passividade da defensiva encarnada, e de um cruzamento tenso e bem medido de Arnold resultou um excelente cabeceamento de José Manuel, emprestado pelo FC Porto, que só parou no fundo das redes de Ederson.

Os índices de confiança do Benfica caíram após o golo do Vitória de Setúbal e essa quebra evidente esteve diretamente relacionada com a produção de Pizzi e Jonas. O comandante do meio-campo dos encarnados, assim como o avançado brasileiro, pareciam completamente esgotados e isso refletiu-se nas suas ações. Mérito também, diga-se, para a teia montada por Couceiro, que diminuiu drasticamente o raio de ação da equipa visitante.

Arnaldo Teixeira, substituto natural de Rui Vitória no banco, percebeu que as coisas estavam mal e começou por deixar Franco Cervi no banco e lançar Rafa Silva para o segundo tempo. Numa equipa presa de ideias, o argentino (amarelado aos 10 minutos) acabou por ser o sacrificado na busca urgente de novas soluções.

O relógio foi o maior inimigo do Benfica. O placard ia avançando e os nervos começaram a perturbar os jogadores encarnados. O caudal ofensivo foi notório e as oportunidades, ainda que sem grande perigo na primeira meia hora da segunda parte, pertenceram à equipa visitante. Mitroglou dispôs de duas ocasiões para fazer o empate, mas o goleador da Luz não afinou a mira antes de alvejar o alvo. Aos 69 minutos, Zivkovic com lance vistoso colocou a bola no coração da área e o lance de iminente perigo foi travado por Mikel (grande jogo do médio defensivo nigeriano).

Completamente desesperado, Arnaldo Teixeiro retirou André Almeida e Pizzi para lançar mais duas armas para o ataque – Carrillo e Luka Jovic. Os encarnados quiseram resolver o problema nos últimos minutos mas a pressa é muitas vezes inimiga da perfeição. Nervos à flor da pele e uma grande fibra sadina a calcular todos os movimentos dos adversários. Em cima do apito final, Mitroglou cai na área sadina e João Pinheiro erra em não assinalar falta para grande penalidade.

O empate era mau para o Benfica, mas a derrota ainda pior. O campeonato está assim relançado com a vantagem da turma de Vitória para o rival FC Porto a fixar-se apenas num ponto. Ao rubro!

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