Tricampeão, 3 – Coacção, 3

382144_galeria_benfica_x_boavista_liga_nos_2016_17_campeonato_jornada_17-jpgO Benfica teve esta tarde o acesso à vitória, aquela que seria a nona consecutiva nesta edição da Liga NOS, bloqueada por uma equipa de arbitragem altamente coagida pelo ruído que os adversários têm vindo a fazer nas últimas semanas.

Um início de jogo apelidado pelos intervenientes de “atípico”. De facto, a última vez que o Benfica tinha estado em igual situação de 3 golos de desvantagem na Luz à meia-hora acontecera há muitos anos e o adversário foi o… Manchester United.

O Estádio do Sport Lisboa e Benfica recebeu mais de 57 mil espetadores para uma tarde de futebol em família. No entanto, e apesar de uma entrada em jogo um pouco abaixo do espectável por parte do Benfica, vieram assistir a uma péssima exibição pela terceira equipa em campo.

Alguma surpresa inicial no onze apresentado por Rui Vitória. Gonçalo Guedes foi o homem mais adiantado em detrimento de Mitroglou, e Rafa na esquerda ao invés de Cervi. A pouca influência para prender os boavisteiros ao jogador mais avançado dos encarnados, permitiu a que cruzamentos fossem ineficazes. Faltava o “pinheiro” de serviço para deixar os boavisteiros em sentido.

O golo do Boavista chega de livre direto executado na perfeição por Iuri Medeiros. No entanto, este livre resulta de uma falta de Pizzi, que era já precedida de outra falta à saida da área sobre Rafa. Não assinalada essa, e mal, foi assinalada a outra onde resultou o golo.

382139_galeria_benfica_x_boavista_liga_nos_2016_17_campeonato_jornada_17-jpgO Benfica ia desperdiçando algumas oportunidades de chegar ao golo, e o Boavista foi “empurrado” para o 2-0. Após cruzamento vindo do lado direito das águias, Lucas apoia o cotovelo sobre a nuca de André Almeida, que com a posição ganha de forma ilegal cabeceia para o golo, mal validado uma pelo árbitro Luís Ferreira.

Mas o golpe ainda não estava terminado. Mais um cruzamento vindo desta vez de Iuri Medeiros, Schembri em posição irregular faz-se ao lance sem sucesso, deixando no entanto Ederson a meio caminho, mas que vai beneficiar de uma assistência para fazer o terceiro golo dos axadrezados. Novamente ilegal.

Rui Vitória não perde tempo e ainda na primeira parte tira Rafa e mete Mitroglou na frente, fazendo deslocar Gonçalo Guedes para o lado esquerdo. O grego entra e 4 minutos depois reduz para 1-3, mostrando que talvez devesse ter sido esta tarde titular na equipa. Não festejou o golo.

Rui Vitória arriscou tudo e lançou Cervi no lugar de Luisão e Zivkovic para render o apagado Guedes. E foi um verdadeiro toque de Midas, pois foi graças às alterações que o Benfica chegou ao empate.

O extremo argentino era o “abre-latas” encarnado, que conseguiu entrar na área dos axadrezados só parando no chão, com a consequente grande penalidade. Jonas não perdoou e fez o 2-3. Faltava ainda muito tempo para o final e os adeptos acreditavam. O seu apoio foi de resto incansável.

O Benfica cresceu no encontro, sem dar margem de manobra ao Boavista, e chegou naturalmente ao empate num lance de infelicidade de Fábio Espinho – cruzamento de Zivkovic e o camisola 10 a cabecear para a baliza errada.

O domínio encarnado era claro, contrariado a espaços pelos axadrezados. Ederson salvou em duas ocasiões, aos 80 e 82, naqueles que poderiam ter sido rudes golpes para o Benfica.Mas a equipa encarnada parecia terminar a partida já sem fôlego ou cabeça para pressionar com a mesma intensidade, e foi com naturalidade que chegou ao final da partida com o empate amargo em casa. Diga-se que os 4 minutos dados pelo árbitro foram manifestamente insuficientes para compensar o tempo perdido na segunda parte.

382177_galeria_benfica_x_boavista_liga_nos_2016_17_campeonato_jornada_17-jpgNo final da partida Rui Vitória escusou-se ao papel triste e não chorou sobre os erros da arbitragem como é apanágio nos rivais: “Foi um início atípico a todos os níveis, nós a falhar algumas bolas e o Boavista a marcar nas três ocasiões que criou. Há um conjunto de irregularidades, mas não vou ser eu que vou estar a discutir isso. Há um conjunto de situações menos positivas, mas quero é falar de futebol. Depois, há uma reação à campeão, pois não é fácil estar a perder por três e ter uma reacção destas, com uma fibra e uma convicção incrível, que quase nos fez virar o marcador. Na segunda parte, queríamos ser mais rápidos, dar mais largura ao jogo, dando-nos um caudal que nos permitiu marcar mais dois golos.”

O mister terminou acreditando que são estes jogos que trazem mais motivação para fazer ainda melhor: “Às vezes aparecem estes jogos pelo caminho que nos fazem crescer e que nos fazem ver até que ponto temos capacidade ou não, mas não somos uma equipa invencível, temos a consciência de que temos que trabalhar e ter esta convicção. Queremos muito ir para esta luta, sabemos que vamos passar por algumas dificuldades, mas estamos prontos para elas.”

Vejam o resumo aqui

Nuno Alexandre Costa

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