Benfica na “final four” da Taça CTT com dois “selos” na 1ª parte

381404_galeria_v_guimaraes_x_benfica_taca_ctt_2016_2017_fase_de_grupos_grupo_d-jpgEram muitas as alterações que Rui Vitória tinha planeadas para esta noite em nova dose de jogo com o Vitória de Guimarães. Alguém notou? Nada disso.

Júlio César, Jardel, Lisandro Lópes, Samaris, Rafa, Carrillo, Zivkovic e Gonçalo Guedes, foram esta noite titulares juntando-se aos habituais Nélson Semedo, André Almeida e Pizzi.

A tradição mantém-se. O Benfica chega à sua nona meia-final consecutiva, onde é vencedor há 3 anos seguidos.

Com cada vez menos indisponíveis, Rui Vitória começa a dispor de um plantel que não encontra paralelo em Portugal. O treinador do Benfica operou mudanças profundas no onze, abdicando, por exemplo, de pontas de lança fixos, mas a resposta da equipa não sofreu com isso.

Com uma frente de ataque totalmente renovada, Rafa Silva e Gonçalo Guedes perfilaram-se como homens mais centrais, apoiados por Carrillo e Zivkovic nas alas. “Perdeu” as referências (Jonas e Mitroglou), mas ganhou versatilidade e uma dinâmica que acabou por resolver a questão no estádio D. Afonso Henriques.

Os golos, aos 34 e 40 minutos, refletem na perfeição a qualidade e a intenção do jogo encarnado. Gonçalo Guedes teve o papel de «matador», enquanto Nélson Semedo (no 0x1) e Carrillo, no segundo golo, foram os apêndices perfeitos na construção dos lances. Futebol de toques simples e rápido, afinado com uma eficácia que vai resolvendo os jogos.

E depois há cada vez mais Zivkovic. O extremo sérvio já se tinha «apresentado» frente ao Vizela e não recuou nas intenções de deixar marca num duelo bem mais exigente. Preferencialmente no lado esquerdo, Zivkovic foi o espelho da mobilidade que o Benfica desta noite personificou, aparecendo em todas as posições do ataque com «veneno» no seu futebol.

À altura do futebol adulto e consistente do Benfica esteve Miguel Silva, guarda-redes do Vitória de Guimarães. Um punhado de intervenções seguras evitaram um resultado mais pesado para os minhotos, com destaque para a grande penalidade defendida logo aos 11 minutos, a remate de Pizzi – que bateu com pouquíssima convicção.

Mas foi com Rafa Silva que o guardião vitoriano travou o maior duelo da noite. O avançado das águias tem muito futebol nos pés mas falta-lhe o instinto goleador. Apareceu três vezes com o «pão na boca», mas perdeu sempre no cara-a-cara com Miguel Silva, que ainda travou o golo a Zivkovic (44′).

E a ganhar, o Benfica recorreu à postura de controlador que domina como poucos. Tal como no encontro de há três dias, a águia mostrou maturidade e experiência perante um Vitória de Guimarães que não desarma o seu futebol de tração à frente e destemido. Apesar de Pedro Martins também ter mexido na equipa (seis alterações), a ideia manteve-se: transições rápidas e vertiginosas, mas que voltaram a pecar no momento decisivo.

Contas feitas, o Benfica está na Final Four da Taça da Liga, onde no dia 26 de janeiro vai defrontar o Moreirense.

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